APRENDIZAGEM SOBRE ENERGIA ATRAVÉS DO TAI CHI, TUEI SHOU, PUSH HANDS, MEDITAÇÃO E OUTROS BENEFÍCIOS.

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Recentemente, estudando Pushing Hands com o Professor Tsai, ele me dizia muito a palavra “ceder”. Na prática, era preciso que eu cedesse bastante para não ser “vencida”. Percebi que quanto mais eu cedia, mais me cansava as pernas. Isso me fez refletir sobre o fato de que todo aprendizado requer um esforço. Mesmo aprender a ceder, também pode ser um processo muito trabalhoso, e que quanto mais me cansava a base (ou seja, as pernas), mais livre o resto do meu corpo ficava para seguir o treino num fluxo favorável.

Justo na mesma semana dessa reflexão, o Professor começou o capítulo 26 do Tao te Ching na aula de grupo com a seguinte frase: “O peso é a raiz da leveza”. E mais do que nunca essa frase fez sentido para mim, justamente porque eu havia experimentado no meu corpo sua veracidade. Quanto mais uma árvore enraíza, mais ela pode balançar ao vento sem risco de queda. O peso está embaixo, onde a força da gravidade já nos indica. Nós temos a tendência de deixar o peso subir, recebendo com a força da parte superior todos os impactos do mundo, e isso nos atinge, nos derruba. É como se uma árvore tentasse vencer o vento pela força das folhas e não pelo enraizamento. Simplesmente não faz sentido, mas é exatamente esse comportamento que nós normalmente adotamos.

Enquanto não trabalhamos nosso interior para essa mudança de comportamento, não conseguimos ceder fisicamente. O corpo reflete aquilo que o interior permite. E não é um processo rápido. Cada um leva o tempo que lhe couber para essa mudança. Precisamos abandonar o imediatismo porque ele nos atrapalha o caminho. Na busca do Tao, nenhum atalho serve. Nossa mania de procurar sempre opções rápidas e resumidas, não serve. Porque o caminho que seguimos segue o ritmo da Natureza, e nada nela se apressa. As coisas levam o tempo que tiverem que levar. É impossível acelerar o amadurecimento de uma fruta, a formação de um bebê, o ciclo da lua, a duração do dia. Quando buscamos atalhos, é porque esquecemos que as forças que regem todo o Universo, também nos rege. Não temos o poder de andar à frente dele. Andamos junto com ele, porque fazemos parte dele. Estamos em contato, colados, continuando e seguindo – assim como fazemos na prática do Pushing Hands.

Até pouco tempo atrás eu tinha a sensação que o estudo do Tao era como uma nova lente na frente dos meus olhos, e que por essa lente eu começava a rever todas as coisas que acreditava conhecer até então. Hoje, ao contrário, sinto que o estudo do Tao é justamente a retirada de todas as lentes que eu tinha para enxergar o mundo. O estudo do Tao é a busca de ler o mundo da maneira mais crua, essencial, verdadeira possível.

Também sinto hoje que eu tenho um Norte a seguir. Antes eu me sentia um tanto à deriva, sobre todos os aspectos da vida. Sentia que eu estava sempre à mercê das circunstâncias. Agora eu tenho um grande Norte que me orienta e que me deixa segura de que minhas escolhas são baseadas em algo realmente verdadeiro, e não apenas nas minhas vontades momentâneas. Porque nós somos seres muito volúveis e inconstantes, mas a prática de energia e a reflexão diária acabam se tornando instrumentos poderosos para estabilizarmos nossa mente/espírito, anulando cada vez mais o ego e seguindo em frente sem nos distrairmos e desviarmos o caminho. E mesmo que isso aconteça, temos a dica de como retornar. Muito mais importante do que não errar, é manter a humildade de reconhecer e recomeçar.

Agora que completei meu primeiro ano como professora de Tai Chi, percebo o quanto é difícil as pessoas incorporarem na própria rotina uma prática que ocupa apenas alguns minutos do dia. No início, a única coisa que precisamos nos comprometer é a praticar a postura do Abraço da Árvore, diariamente. Isso realmente leva alguns poucos minutos, mas ainda assim a maioria das pessoas encontra dificuldade de pegar as rédeas do próprio tempo nas mãos, assim como eu também tive dificuldade no início. Mas se não dermos esse primeiro passo, aparentemente simples, que é começar a ter constância (assim como todas as coisas da Natureza), de que forma os próximos ensinamentos poderão de fato chegar até nós?

Eu sinto um grande prazer em poder dar essas aulas, porque sei que estou entregando para as pessoas uma chave que pode abrir muitas portas se elas a pegarem nas mãos. Digo isso porque tenho tido a experiência no meu próprio corpo sobre todos os benefícios que tenho recebido desde que comecei a me dedicar a esse caminho:

– Eu saí de um estado permanente de irritação e descontentamento, me tornando uma pessoa muito mais tranquila e tolerante;

– Nunca mais tive crises de síndrome do pânico (era algo que simplesmente me impedia de viver em paz);

– Curei uma série de infecções urinárias que me levaram a um estado ainda pior de pânico porque a medicina tradicional ocidental não conseguiu resolver com nenhum remédio;

– Melhorei minha capacidade de concentração (sempre fui muito dispersa para aprender e escutar os outros);

– Já consegui estabilizar consideravelmente minha coluna cervical (tenho duas hérnias de disco na cervical, que há anos me geravam enxaqueca a ponto de vomitar de dor, tontura, pinçamentos constantes, muita dor e limitação de movimento). Diria que hoje esses sintomas já diminuíram 80% e eu sigo me dedicando para melhorar ainda mais;

– Minha TPM tornou-se muito mais amena, sem grandes oscilações de inchaço e nem de irritação;

– Sinto muito menos frio. Antes eu tinha os pés sempre muito gelados, mesmo usando mais de uma meia. Eu tinha a sensação de “frio nos ossos” dos pés, e isso passou;

– Estou com a imunidade mais alta. Eu era muito vulnerável para pegar gripes e resfriados.

Esses são alguns exemplos. Mas eu resumiria tudo isso dizendo que encontrei uma maneira de ficar em paz internamente, e que me sinto muito grata por ter a chance de reparar a tempo os danos que permiti que meu corpo sofresse até aqui. Hoje tenho a consciência de que saúde (em todos os aspectos) é algo que se cultiva, e não que se gasta até que seja preciso remediar.

Nossa cultura é muito baseada no excesso. Usamos e abusamos do nosso corpo, até que a bateria descarregue, e então adoecemos, nos remediamos com drogas, e recomeçamos o ciclo de gastar até a última gota de energia, para então novamente adoecermos… E assim seguimos esse padrão, entendendo ele como algo normal. Mas normal mesmo é ter saúde sempre. E isso nós podemos aprender a cultivar. A maioria das pessoas só pensa na saúde quando sente que ela está muito abalada, e isso eu aprendi pela minha própria experiência.

Dia desses, observando de canto de olho o professor executar o exercício que chamamos de “Reforço”, percebi que ele fazia de uma forma muito diferente de nós alunos. Quando perguntei a ele o motivo, ele disse que naquele momento sentiu que a energia já estava fluindo, e que então não precisava de todos os movimentos que normalmente nós fazemos. Achei muito interessante perceber que os mesmos exercícios têm muitos níveis de entendimento, dependendo do estágio em que você se encontra. Na prática do Tai Chi não existe essa frase “já entendi esse exercício”, ou “já o conheço o suficiente”. Todo material do Tai Chi pode e deve ser revisitado sempre, porque a nossa percepção sobre cada exercício irá se modificar e evoluir na medida em que avançamos. Culturalmente, toda nossa organização de estudos é baseada em conteúdos que assimilamos, superamos e passamos para o estágio seguinte. Mas o treino de energia não segue essa lógica. Não existe linha de chegada, conclusão de curso. É um estudo como uma caminhada, e não como uma competição de corrida.

O Professor sempre diz “o Tao é sempre justo”. Quanto mais você se entrega e pratica, mais benefícios ele te dá. Diferente da sociedade. A sociedade não é justa. Socialmente pode ser que você se esforce e se dedique muito, e ainda assim não obtenha benefícios ou sucesso. Mas o Tao é justo, porque ele é anterior a qualquer construção social. Ele é aquela verdade essencial que está por trás de todas as lentes que recebemos para ler o mundo.

Eu me sinto muito grata por ter a oportunidade de aprender coisas tão importantes, que transformaram profundamente minha qualidade de vida e minha relação com meu corpo e com o mundo. E me sinto igualmente grata por poder transmitir isso às pessoas que procuram a aula de Tai Chi. Essa função me dá um sentido. Sabe quando você está na rua e alguém te pede uma informação que você não sabe exatamente a resposta? Você sabe que o lugar que ela procura fica meio por alí… você vasculha sua cabeça e não consegue encontrar a direção certa para dar… você queria muito saber para ajudá-la, afinal você sempre esteve naquela região, mas acaba de descobrir que não a conhece tão bem a ponto de orientar o outro. Por fim você pede desculpa e diz que não sabe. Eu me sentia assim depois de anos como professora de outras práticas corporais: Frustrada por não conseguir orientar o caminho. Eu conhecia o corpo, mas faltava alguma peça.

O estudo de energia me abriu então essa porta, e enquanto sigo caminhando e aprendendo, posso fazer o convite àqueles que buscam ajuda: “Você pode vir por aqui junto comigo”.

 

06/04/2017 Flávia Lucato

E-Mail: flavia_lucato@yahoo.com.br

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Comentários feitos pelo professor Tsai sobre os 10 princípios básicos do Tai Chi Chuan

Comentários do professor Tsai, do Centro Taoísta de Cultivo da Longevidade, sobre “Os 10 Princípios Básicos (The 10 Basic Principles)”. Aula ministrada em 20 de agosto de 2016.

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Tai chi é uma arte sofisticada com muitos estilos e formas diferentes. Apesar das muitas variações de tai chi, o seu poder imenso para melhorar a saúde e energia interior deriva de um conjunto de princípios essenciais. Apresento aqui os mais importantes, os 10 princípios básicos ditados pelo Mestre Yang Cheng-fu, descritos aqui de forma simples e fácil de entender. Tendo-os em mente enquanto você aprender e praticar, você vai ser capaz de praticar um tai chi mais eficaz desde o início.

Comentário:

Professor Tsai elogiou a iniciativa do artigo e enxerga muito valor nessa “codificação” dos princípios básicos em 10 princípios básicos. Mas, alerta para alguns erros de tradução e interpretação. Os alunos, por sua vez, elogiaram as ilustrações – que trazem uma melhor compreensão do texto.

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1 – 虛靈頂勁: Suspender a cabeça com leveza e sensibilidade: fique ereto e mantenha a cabeça e o pescoço naturalmente eretos com a mente concentrada no topo da cabeça, assim, o espírito (Shen) chegará bem alto. Não se deve usar de força. Se a força é usada, a parte de trás do pescoço ficará rígida, e o sangue e o Chi não serão capazes de circular. Deve haver um sentimento de naturalidade e leve sensibilidade. Sem essa energia sensível no topo da cabeça, o espírito não poderá elevar-se.

Comentário:

Aqui temos as instruções passadas durante o “abraço de árvore”, ou seja, o fio imaginário que puxa o topo da cabeça, lembrando de recolher o queixo. Alongar as costas e “segurar o peito” ao mesmo tempo que se mantém uma leve soltura.

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2 – 含胸拔背:Afundar o peito e alongar as costas: mantenha o peito ligeiramente para dentro o que o capacita a afundar ou submergir a respiração no Tan Tien (baixo ventre). Não deixe o peito para fora (protuberante), pois isto vai fazer com que a respiração torne-se difícil e o topo da cabeça pesado. Isso tende a causar uma instabilidade nas solas dos pés. “Alongando as costas” significa que o Chi permanece nas costas. Se se é capaz de afundar o peito, as costas subirão naturalmente. Se se é capaz de elevar as costas, então a força sairá das costas e se pode vencer qualquer adversário.

Comentário:

Em nenhum momento do nosso treino de energia nos preocupamos com a respiração. Esta, na verdade, é resultado da postura correta no treino de energia. A conexão é muito importante e mantê-la é essencial para que o treino não seja apenas uma coreografia.

3 – 松腰: Relaxar a cintura: A cintura é o controle do corpo. Se a cintura está relaxada, os pés terão força e nossa base estará firme. Todos os movimentos dependem da ação da cintura. Os movimentos desajeitados no Tai Chi Chuan surgem de ações erradas da cintura. Todas as trocas entre cheio e vazio vêm da rotação da cintura. Portanto, diz-se que a cintura é a área mais vital. Se nós perdermos força, devemos procurar a causa na cintura.

Comentário:

Em todas as aulas e treinamento falamos sobre a importância de soltura; de deixar a cintura mais solta para tornar o movimento redondo. É essa forma correta da cintura que permitirá que o próximo passo – o cheio e o vazio – sejam alcançados.

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4 –分虛實:  Distinguir entre o cheio e o vazio: é de suma importância no Tai Chi Chuan distinguirmos entre “Xu” vazio e “Shi” cheio. Se o peso do corpo está na perna direita, então a perna direita está cheia e a esquerda está vazia, e vice versa. Quando conseguimos separar o cheio do vazio, giramos o corpo levemente sem usar força. Se não conseguimos separar, o passo é pesado, rígido e vagaroso, e a posição não é firme, a postura torna-se instável e desfavorável ao equilíbrio.

Comentário:

Dividir o cheio e o vazio, alternando-os durante a movimentação. Esse cuidado é que vai garantir uma postura confortável e relaxada, que resultará na alternância e circulação de energia.
5 – 沉肩墜肘: Relaxar os ombros e soltar os cotovelos: devemos manter os ombros na posição natural e relaxados. Se elevamos os ombros, o chi vai subir com eles e todo o corpo vai ficar sem força. “Baixar os cotovelos” significa que os cotovelos relaxam e pendem para baixo. Se os cotovelos estão altos, os ombros não podem afundar e não podemos mover nosso corpo de forma suave. Então, não seremos capazes de empurrar nossos adversários muito longe, e estaremos cometendo o erro de quebrar a energia.

Comentário:

Na análise do professor Tsai, no item 5 há incorreções. Ao afundar os ombros, o antebraço naturalmente vai descer. É importante, também, não confundir esse relaxamento em uma postura “mole”, sem vida. É necessário manter um vigor que não deve ser associado à tensão ou rigidez.

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6 – 用意不用力: Usar a mente e não a força muscular: Na prática do Tai Chi Chuan todo o corpo está

relaxado. Se nós podemos eliminar mesmo a mais leve das inabilidades que criam obstáculos nos tendões, ossos e vasos sanguíneos, e que restringem a nossa liberdade, nossos movimentos serão leves, ágeis circulares e espontâneos. É extraordinário como nós podemos ser fortes sem usar a força. Os meridianos do corpo são como canais de água na terra. Quando os canais estão abertos a água flui livremente, quando os meridianos estão abertos o Chi passa por eles. Se a rigidez bloqueia os meridianos, o Chi e o sangue serão obstruídos e nossos movimentos não serão ágeis, então se até um cabelo é puxado, todo o corpo será abalado. Se, por outro lado, nós não usamos a força mas a mente, onde quer que a mente vá o Chi seguirá. Dessa forma se o Chi flui sem obstrução diariamente, penetrando todas as passagens no corpo inteiro sem interrupção, então depois de um longo tempo de prática teremos adquirido um poder interno verdadeiro. Isso, então é o que no “Tratado do Tai Chi Chuan” significa -“somente da mais elevada suavidade vem a dureza.” Os braços dos que dominaram o Tai Chi Chuan são como ferro oculto no algodão, e são extremamente fortes. Isto é o que os expertos em Tai Chi Chuan chamam de: “Flexível na aparência, mas poderoso na essência”.

Comentário:

Na análise do professor Tsai, falta dizer que é importante usar a intenção – não usar a força. Chama a atenção para o uso do olhar durante todo o processo, todo o movimento. O olhar suave acompanha toda a alternância de movimentos das mãos.

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7 –上下相隨:  Interligar os movimentos da parte superior e o inferior do corpo: A união ente o baixo e o alto do corpo é o que no “Tratado do Tai Chi Chuan” significa – “ a raiz está nos pés, é dirigida através das pernas, controlada pela cintura, e expressada nas mãos.” Dos pés para as pernas, para a cintura, deve haver um circuito contínuo de Chi. Quando as mãos, cintura e pés movem-se, o espírito (shen) dos olhos movem-se em uníssono. Isso pode ser chamado de “união entre o baixo e o alto do corpo.” Se apenas uma parte não está sincronizada, haverá confusão. Se alguma parte para de mover-se, então os movimentos serão desconectados e cairão em desordem.

Comentário:

Céu e terra se unem. Essa é uma analogia para o movimento sincronizado. Não devemos esquecer que os pés devem “agarrar” o chão, um movimento natural e instintivo. Assim formando o corpo como um uno, chamado 整勁 ( energia dinâmica integrada).

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8 – 內外相合: Harmonia entre o interno e o externo: praticando o Tai Chi Chuan o foco está na mente e na consciência. Assim dizem: “O Espírito (Consciência) é o comandante e o corpo é o subordinado”. Se podemos elevar o Espírito com a mente tranquila, então os movimentos serão naturalmente suaves e graciosos. As posturas não vão além do cheio e vazio, abrindo e fechando. Aquilo que é chamado abrir, significa que não apenas as mãos e os pés estão abertos, mas a mente também está aberta. O que queremos dizer com fechando, também não está limitado às mãos ou pés, mas também devemos ter a ideia de fechamento da mente. Quando o interno e o externo estão unificados como um Chi, não há interrupção em qualquer parte. Quando pudermos fazer com que o de dentro e o de fora se tornem um, a coordenação será completa e a perfeição será atingida.

Comentário:

Dentro e fora devem estar unidos; integrados ao movimento. Os movimentos externos do Tai Chi se comunicam com os orgãos e as vísceras internas através dos meridianos energéticos.

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9 – 相連不斷: Mover-se com continuidade, sem rupturas: No Tai Chi Chuan nós usamos a mente e não a força. Do início ao fim não há interrupção. Tudo é completo e contínuo, circular e infinito. Isso é o que os Clássicos se referem como – “como um grande rio correndo sem fim”, ou “movendo a energia como enrolando a seda de um casulo.” Tudo isso expressa a ideia de unidade como o Chi.

Comentário:

É muito importante que não haja quebra do movimento; que seja sem parar, sem interrupções. Redondo. O Tai Chi representa o movimento contínuo.

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10 – 動中求靜: Buscar a quietude dentro do movimento: no Tai Chi Chuan o movimento é
combinado com a tranquilidade e enquanto se executa os movimentos se mantém a tranquilidade da mente. Na prática da “Forma”, quanto mais lento o movimento, melhores resultados são conseguidos. Isto acontece porque quando os movimentos são lentos, pode-se respirar profundamente e submergir o Chi no Tan Tien (baixo ventre) e isso evita os efeitos nocivos da pulsação elevada, o que produz um efeito suavizante no corpo e na mente. Aprendizes de Tai Chi Chuan irão conseguir uma melhor compreensão de tudo isto, através de estudo cuidadoso e prática persistente.

Comentário:

Ao longo da prática, manter o eixo. Isso significa que mantemos a serenidade do movimento, alcançando a tranquilidade, mesmo em movimento.

 

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 78 . Aula de Tai Chi – 13/02/2016

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A Virtude da Água

Nesse capitulo, Lao-Tsé ensina que nossos atos deveriam ser todos baseados nas virtudes da Água. Na Natureza nada é tão suave, branda e tolerante como a Água.

O Tao mostra que a água ao mesmo tempo que é suave e calma, pode ser forte e destrutiva. A mesma água que traz paz, traz destruição. A mesma água que é pura, carrega todo lixo e sujeira. A água que dilui e purifica, pode ter a força capaz de cortar até mesmo a mais rígida pedra. A fraqueza da água vence a força e a suavidade vence a dureza. Como diz o ditado popular: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”

A Água está presente em todas as formas de vida do planeta. Desde os seres mais puros e límpidos até os mais sujos e impuros.

A Água é humilde pois não fica no topo, no lugar mais alto, contrário ao ser humano que sempre quer o Pódio. Ela não quer o pico das montanhas, fica onde ninguém deseja ficar, nos vales. Quando ela nasce corre direto para a terra, para os buracos, entra nas fendas mais estreitas, se esconde. Ela se doa sem exigir nada em troca.

O Tao nos ensina que como a Água, devemos ser humildes, servir sem esperar a troca, o retorno. Nunca almejar o topo, doando-se sem esperar nada de volta.

A Água desloca-se sempre pelo caminho mais fácil, que não quer dizer que é o mais curto, nem o mais tranquilo. Ela segue pelo caminho natural.

Como o Prof. Tsai já ensinou, o Homem sempre escolhe o caminho mais curto, onde dispensamos energias que poderiam ser utilizadas de outras formas, para outros fins, ou até mesmo poupadas.

A Água flui naturalmente e quando encontra uma pedra ou obstáculo pelo caminho, ela não para ou perde sua energia tentando vence-la ou arrasta-la. Ela simplesmente contorna a pedra ou o obstáculo e segue seu caminho, mantendo seu fluxo.

E assim o Tao ensina que na Vida tudo é fluxo constante. A vida é uma constante mudança, para uma evolução pessoal e espiritual. Como a água, o fluxo da vida não é se deixar levar simplesmente mas sim, aproveitar o que for necessário e eliminar o que não serve mais.

Como a Água devemos fluir por onde é possível. A Água não pensa na distância ou nos obstáculos que poderá encontrar pela frente, ela flui em direção do seu objetivo. Ela não tem Ego ou fica ansiosa, nem se aborrece. Ela sabe que seguindo seu caminho, de uma forma ou outra, chegará ao seu destino, independente da distância a ser percorrida.

E mais uma vez o Tao mostra como devemos seguir em nossa vida: O fluxo de Vida se inicia quando temos um sonho, um objetivo, isso nos dá motivação e força para seguir, nos dá um sentido na Vida. Devemos seguir o caminho sem se preocupar com a distância, desviando dos obstáculos, apenas fluir.

Da mesma forma, quando a água encontra um buraco ou desnível, ela cai para o fundo ficando lá, acumulando-se até que possa atingir a borda. Somente quando o seu nível se eleva até que possa ultrapassar novamente a borda preenchendo todo o buraco, ela consegue sair. Desta forma está pronta para seguir seu caminho e continuar sua missão.

O Tao ensina que devemos ser como a Água: quando encontramos uma situação de dificuldade, muitas vezes sentimos que estamos no fundo do poço. Lá ficamos, esperando, acumulando conhecimento, apreendendo com nossos erros e utilizando esse tempo a nosso favor. Até que alcancemos a borda do poço para sair e seguir nosso caminho. Como lição de vida aprendemos que com Calma e Paciência, ganhamos confiança para continuar a fluir.

O Prof. Tsai sempre nos fala que na água turva, agitada não vemos seu fundo ou sua pureza. Assim como em um agitado não podemos ver seu fundo, em uma mente agitada e confusa, não podemos ver claramente o que está adiante. Mas quando a água se torna calma, tranquila, em repouso, ela fica cristalina. Da mesma forma também é nossa mente. Quando aquietamos nossos pensamentos, encontramos as respostas para todas as nossa dúvidas. Exemplo claro de como dizia Albert Einstein: “Você não pode resolver um problema como o mesmo estado de espirito que o criou”.

O Tao nos mostra a dualidade da Água: a mesma água calma, tranquila e serena deve ser respeitada ou poderá ser tornar uma ameaça terrível. Movimentar seu curso, destruir seu caminho, represar sua força ou usa-la de forma irresponsável, pode trazer grandes consequências. A Água exige respeito e não devemos menosprezar sua força.

O exemplo mais recente e ainda vivo em nossas mentes é o caso da barragem que se rompeu em Mariana – MG. Milhões de litros de água calma, parada, devastaram a cidade inteira trazendo consequências irreparáveis até hoje para todos. Outro exemplo são as chuvas, que representam milímetros de água, quando medidas num pequeno espaço de terra, mas que são terrivelmente destrutivas, quando acumuladas em grandes quantidades sem ter para onde escorrer. A água acaba levando tudo que encontra pela frente e ela está apenas seguindo seu caminho….

Se pensarmos mais a fundo, entendemos como a Água é única. A mesma água que bebemos hoje, já foi Chuva, Rio, Gelo, Vapor, Lagrima, Orvalho, Urina e Mar. Sua origem remota as estrelas, ao Cosmos. Nela contem simplesmente toda a história do Planeta. A Água é sábia, é sagrada.

A Água pode ser líquida, gasosa ou solida.

Ela é mutável, se adapta ao ambiente que está.

O Tao ensina que assim devemos ser também. Nosso estado de paz, de bem estar, de equilíbrio e evolução está ligado a nossa capacidade de adaptação ao meio, sem mudarmos nossa essência.

Devemos suportar os males, sujeiras, obstáculos e se nos tornarmos sábios como a água, permanecendo serenos na dor, o mal não entrará em nossos corações. Se nos permitirmos fluir como a água, tudo se acalmará e se resolverá.

Entretanto, os Homens, os Governantes não enxergam desta maneira e agem de forma contraria, tirando tudo do povo, agindo contrários ao fluxo Natural da Vida, o que só traz sofrimento ao Povo.

 

29/02/2016  Leticia Sayuri

E-Mail: leticia_sayuri@hotmail.com

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A Virtude da Água

 

A água é elemento mais flexível, maleável e suave da natureza. É adaptável a qualquer forma onde está contida e pode tranquilamente fluir por qualquer fresta, caminho ou passagem independentemente de seu tamanho.

 

No entanto, nem os materiais mais duros podem “vencê-la”. A água, pela ação da erosão realizada com sábia paciência e indiferença ao longo dos tempos, no meio natural tende a corroer e desgastar qualquer material, desde rochas vulcânicas e calcárias a até mesmo estruturas de ferro e concreto feitas pelo homem.

 

Outro exemplo interessante da força deste elemento tão maleável e destruidor são os instrumentos de corte de materiais rígidos, utilizando-se de potentes jatos de água.

 

Por fim, mais um caso que ilustra muito bem a grande força deste elemento é o Tsunami que atingiu o Japão há pouco tempo, que, com sua ação destrutiva, dizimou cidades inteiras.

 

Portanto, a princípio a água parece ser fraca, mas pode vencer os materiais mais rígidos.

 

Lao Tsé, estando atento à natureza peculiar da água, observou que este é o princípio básico que rege a universalidade das coisas, sendo, portanto, o princípio do Tao Celestial.

 

E a partir desta observação, Lao Tsé nos ensina que a suavidade sempre vence o inflexível, e como este é um princípio universal, nós podemos levá-lo para todos os aspectos de nossa vida..

 

Nos “tornando água”, podemos atuar com mais harmonia, conexão e sabedoria, tanto na relação com as pessoas, como com as coisas, situações , problemas do dia-a-dia etc, jamais provocando conflitos e desgastes.

 

Saberemos ter a suavidade suficiente para nos adaptar às mais diversas situações, encontrar a melhor forma de nos integrar a elas e atravessá-las por seu ponto de menor resistência, assim como a água ao longo dos tempos que esculpe os rios por entre os vales.

 

Atuando dessa forma, evitaremos uma série imensa de desgastes energéticos em nossas vidas, o que certamente contribuirá para que tenhamos mais paz, harmonia e saúde em nossas vidas.

 

O Professor Tsai nos ensina que quando estamos com a energia fluindo corretamente as coisas naturalmente vão se harmonizando em nosso interior e consequentemente se refletindo em nossas relações com o mundo exterior. Sempre nesta ordem: ajustando-se primeiramente a vibração e a qualidade de nossa energia, para depois, com ela fluindo corretamente, os demais aspectos de nossa vida irem entrando naturalmente nos eixos.

 

Portanto, praticando a virtude da água, sendo flexíveis e buscando os pontos de menor resistência, nós não só podemos evitar desgastes energéticos como podemos também nos harmonizar, absorver mais energia e consequentemente ter uma vida mais feliz, tranquila, em paz, com saúde e sabedoria.

 

Não devemos nos esquecer de que o Professor Tsai não nos cansa de dizer que devemos ser flexíveis e suaves em nossos treinamentos, evitando a dureza muscular e rigidez do corpo enquanto executamos os exercícios e meditações, para que possamos evitar os bloqueios e propiciar uma soltura que permita o fluir de energia, sobretudo a descida de energia do “Lin Tai” ao “Tan Tien”. Praticar isso, inclusive nas demais atividades do dia-a dia, é realizar a virtude da água.

 

No entanto, Lao Tsé nos adverte que são muitos os que sabem disso, mas poucos os que conseguem realizar, pois a maioria dos homens age com dureza e imposição, praticando o Tao do Homem. O homem geralmente não age de acordo com os princípios naturais. É sempre duro, rígido e imponente.

 

Além deste aspecto, o sábio diz que quando um país tem problemas é obrigação principal do governante fazer com que as coisas fluam corretamente para que eles sejam resolvidos. Mas, como geralmente estes governantes não praticam o Tao Celestial, ao invés de eles auxiliarem o povo, eles acabam tirando o que resta dele. Agem contra o povo, contra o fluir natural das coisas, gerando ainda mais pobreza e sofrimento.

 

Sejamos água, pratiquemos o Tao Celestial e nos tornemos justos, saudáveis e felizes.

 

16/02/2016   Paulo Ricardo

E-Mail:  paulobonciani@hotmail.com

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 75 . Aula de Tai Chi – 16/01/2016

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Relato de Tao Te Ching capítulo 75 Valorização da Vida – Aula de Tai Chi de 16/01/16

Neste capítulo Lao Tze, através da descrição das condições difíceis da vida da sociedade dessa época e da difícil relação do povo com o governante, transmite seus ensinamentos.

-Por que o homem passa fome ? É porque os governantes cobram impostos do povo em demasia.
-Quando o povo é difícil de governar, é porque o governante age intencionalmente, com egoísmo, só pensando na sua ambição e no seu bem estar, sem ouvir as necessidades do povo.

O Prof. Tsai ressaltou que normalmente o governante acostuma pensar que o povo está difícil de ser governado porque o povo é ruim, que não trabalha e não produz o suficiente, mas que olhando do ponto de vista Taoista é sempre o inverso. Para isso é preciso assentar, acalmar e decantar tudo que nos incomoda, tais como, ambição, apego às coisas, medo, ego, etc e sincronizar com a energia. Só assim conseguimos enxergar a realidade.

-O povo não dá mais importância para viver, porque o governante exige do povo vida de excessos (de trabalho, de exercícios físicos, de exigência de cumprimento de metas, etc), só para atender os desejos do governante (seus sonhos, suas ambições de poder e riqueza, aumentar o seu bem estar, etc).

Aqui, substituindo o “povo” pelo “corpo físico” de uma pessoa, e o “governante” pela “mente” dessa pessoa, observamos que o excesso de trabalho do corpo físico exigido pela ambição da mente dessa pessoa pode levar essa pessoa a ficar doente e levar à morte.
O Prof. Tsai disse que porisso, se a pessoa busca só bens materiais, poder e riqueza, e desprezar a essência do viver levará à perda de sincronismo com a energia.

-Assim apenas as pessoas que realmente conhecem a essência do viver (sincronização com a energia) vai perceber que isso é muito mais valioso que bens materiais.

O Prof. Tsai disse: Por quê se matar tanto de trabalhar para conseguir mais bens materiais, se vai acabar pagando muito mais caro com doença, com a morte ? É isso que vai acontecer se estiver sincronizado com bens materiais em vez de estar sincronizado com a energia.

O Prof. Tsai falou sobre o sincronismo com a energia, e deu um “puxão nas orelhas” dos antigos alunos (como no meu caso), e disse: se você acha que ainda não está indo bem no trabalho ou está tendo algum problema de saúde, é porque você deixou de estar sincronizado com a energia.
Queria agradecer mais uma vez ao Prof. Tsai por esse “puxão nas orelhas”, pois nos últimos meses acho que estava perdendo sincronismo, e agora acho que me clareou como resolver, e após muita reflexão, agora acho que voltei a sincronizar.

27/01/2016   Kinjiro Sekiguchi

E-Mail: kinjiro2003@globo.com

 

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Capítulo 75

 

Valorização da Vida

 

Na época em que Lao-Tsé escreveu o TAO TE CHING, o país (China) era assolado por uma grave crise. O professor Tsai revela, inclusive, que as pessoas se devoravam por conta da falta de alimentos. Um canibalismo provocado pela ambição; resultado da ação de governantes inescrupulosos que cobravam altos impostos.

 

No capítulo, Lao-Tsé aborda o sofrimento do povo, que é explorado pelos próprios governantes. A queixa e a revolta são inevitáveis, porque os governantes não dão condições dignas de vida aos liderados. Instala-se o caos. O povo passa a não temer a morte; há um verdadeiro fastio da existência.

 

A leitura traz a reflexão de que tudo o que ocorre externamente é mero reflexo do que ocorre internamente. Reconhecer o sincronismo é essencial para vivenciar o TAO. As pessoas só conhecem a essência da vida quando passam a não depender tanto do material. Quando estamos alinhados à prática de energia, a vida interior é mais compensadora do que os bens materiais transitórios.

22/01/2016 Betânia da Silva Lins

E-Mail: betania.lins@printeccomunicacao.com.br

*Texto elaborado por aluna:Betânia da Silva Lins

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 74 . Aula de Tai Chi – 09/01/2016

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Capítulo 74 – Vida e Morte

Governar e dirigir uma nação requer sabedoria e tranquilidade.

Um líder nato e bom deve ser o primeiro a seguir as regras para servir de exemplo. Assim, todos se espelham e assemelharão a ele. O que é bom para ele, é bom para todos, logo há prosperidade.

De acordo com as leis declaradas para manter a ordem e a governança de um país, a punição deve ser aplicada aos homens maus com a finalidade de preservar os bons promovendo o crescimento e desenvolvimento de um país. Mas, a falta de conduta de alguns e a não conformidade com as leis geram caos , descontrole e rebelião entre povo e governantes.

Condenar o povo às regras duras provoca insensatez e frustração. O sentimento de incompetência esgota o ser humano a ponto de não se importar mais com valores, leis, bens materiais, família, pessoas ao seu redor e até com a própria vida! Isto explica a situação e os movimentos pelos quais bons países estão passando.

Somente o TAO possui o encargo de dar a vida e de matar sem interferir o curso natural de todas as coisas.

Tentar controlar o curso da vida é como tomar o lugar de um esmero lenhador usando seu machado para derrubar um tronco de árvore. Cuidado! Ao manejar a ferramenta sem conhecimento, poderá se ferir!

Por coincidência, o fonema em chinês dos números 74 lembra “sentença sobre a vida e morte”. É bipolar e reflexivo!

“Forçar a barra”, conduzir e interferir na prática da meditação para alcançar o resultado imediato, é provocar e matar a chance de Ser Natural!

Observe e contemple a Natureza: um brotinho se torna uma árvore majestosa somente com luz do sol, terra e a água que vem das chuvas. Outro exemplo: o bebê passa 09 meses conectado naturalmente à mãe. Depois do nascimento, quando é “desconectado”, cresce e vive de acordo com modelo e crenças que o homem criou.

(*) Com o passar do tempo, fica igual à uma fruta que caiu do galho de uma árvore… No chão permanece até virar passas, ser devorado por um animal OU aprender a se reconectar e permanecer bem preso à árvore.

Com muita sorte e até com a ajuda do destino, o “Ser de Luz” encontra o Centro Taoísta para se tratar e por algum tempo, se mantém disciplinado até que esquece da dor. Prof. Tsai sempre avisa seus pacientes: “Olha…cuidado senão, volta tudo e pior!”

Opa, o “Estou me achando” já melhorou e gasta até a energia que não tem de sobra (ficou no vermelho)! Volte ao parágrafo de cima (*): já viu esse filme, né? Pois é, eu também assisti! Mas, aprendi a lição!

Na prática de energia, todos nós do grupo, percebemos o quanto devemos agir naturalmente para que o ganho de energia seja feita de forma gradativa e constante. Saber usar e dosar com sabedoria é melhor ainda!

Praticar Tai Chi é se deixar levar ao sabor:
• da “onda que vai” e ”onda que volta”,
• do “receber e doar”,
• do manter-se “leve como pluma ao vento” e ”forte como a raiz de uma árvore”
• de exercitar o “recolhimento e expansão”.

Mantendo o seu saldo positivo de Energia, a Essência unida ao Espírito o manterá sempre com longeVIDAde = LONGEvo , joVIal , sauDAvel e DEdicado ao TAO!

 

13/01/2016   Marcela Kwong

E-Mail: marcela_kwong@uol.com.br

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Um governo não consegue intimidar o seu povo utilizando a morte;
Pelo contrário, utilizando a força, o povo se rebela e perde-se o respeito e a harmonia.
Quando age pela “não ação”, deixando o seu povo livre, no silencio, um grito de morte se faz ouvir e entender rapidamente.
O governo que deixa o seu povo viver naturalmente não tem nada a temer.
Um governo que foge do seu natural e percorre caminhos contrários ao do Tao, colhe frutos da insegurança, descontentamento e desarmonia, aos quais estamos vivemos.
Não queiramos fazer o que não fomos preparados.
O lenhador utiliza de forma muito eficaz o seu machado, porém, pode ser algo perigoso para alguém que não está capacitado para o seu uso.
Respeitemos a nossa natureza. Respeitemos o nosso limite.
Acrescento que, a natureza não fez o ser humano com asas, com nadadeiras, com quatro patas. Isto significa que não fomos feitos para voar como os pássaros, nadar como os peixes e correr como os leopardos. No entanto, utilizando a inteligência que nos foi presenteada, o ser humano tem conseguido ultrapassar os limites de sua natureza física. Essas conquistas não causariam problema se não fosse o egocentrismo e a supervalorização da matéria e do poder.
Pela prática de tai chi e meditação, com humildade, sinceridade e bom coração, busquemos encontrar a nossa verdadeira natureza, o verdadeiro caminho do Tao, com equilíbrio, energia e muita saúde.
Prof. Tsai, agradecemos por compartilhar tanto conhecimento conosco.

 

10/01/2016  Iracema Ioco Kikuchi Umeda

E-Mail: iikumeda@hotmail.com

*Texto elaborado por aluna Iracema Ioco Kikuchi Umeda.

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 73 . Aula de Tai Chi – 05/12/2015

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O capítulo 73 nos fala da ” rede celestial ” como se fosse uma malha, na qual nada escapa e tudo encontra-se conectado. Segue o caminho de forma natural e  tranquilo.

A coragem, ousadia, ação ou busca incessante mostram- se como formas que podem levar à destruição. O contrário, isto é, o desapego, o ” não querer “, deixar que as coisas aconteçam, trazem o ganho do que realmente é verdadeiro.

Portanto, neste capítulo juntamente com as explicações do Prof. Tsai, percebemos que ao buscar nossos objetivos  de forma desgastante, querendo ter o “controle” de tudo, passando dos limites e gastando mais energia  do que temos, tudo isso, poderá nos acarretar prejuízo. Ao colocar excesso de força e pressão em nossas conquistas teremos a mesma resposta da natureza. Por exemplo, em prol de bens materiais podemos perder a saúde. Na falta do bem mais valioso, perde- se a mente tranquila,  a serenidade do coração, as mãos e os passos do nosso caminhar. Sem a saúde não teremos energia necessária para um viver saudável. Precisamos manter  a coerência em  nosso saldo energético.

Embora não saibamos o que os céus nos reservam e o quanto as dúvidas por inúmeras vezes nos afligem, vamos “fazer o que deve ser feito” ( cap 72). Cultivar a atenção e o cuidado no caminho que escolhemos, ver aonde estamos pisando, manter um ritmo natural e o mais importante, manter-se conectado. Através da conexão, voltamos ao ” vazio ” , no qual as impurezas vão sedimentando. É nesse estado, que a verdade simplesmente brota de forma inesperada e a rede celestial pode operar em nós à sua maneira.

Cultivar um coração humilde e sincero e estar receptivo aos sinais que a vida mostra pode ajudar a nos reorganizarmos sempre.

Muito Obrigada ao Prof. Tsai e a todo o grupo.

09/12/2015  katia Rodriguez Richieri

E-Mail: katia@richieri.com.br

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Cap 73: Rede Celestial

 

Tudo está conectado,

Imagine como se fosse

a “teia da vida”

e cada fio reverbera no outro,

e cumpre seu papel.

 

Mas qual o papel do fio dessa teia?

Deve ele desprender-se? Arrebentar-se?

Lançar-se ao vento?

 

O papel do fio é apenas ser fio,

pois ao querer ser outra coisa

que não sua natureza própria,

pode arrebentar-se.

 

Tudo tem seu fluxo natural, cada coisa

está a desempenhar seu papel.

E para isso é apenas preciso ser/existir.

E para ser, não é preciso ação.

 

Mas é preciso sabedoria e cuidado,

a mesma sabedoria e cuidado que se tem com uma planta.

Pois se não se souber como cuidar dela, ela fica prejudicada.

E se não se cuidar dela adequadamente, ela será prejudicada também.

 

No entanto, a planta, com o cuidado adequado,

cresce sem realizar nenhuma ação por si própria,

tornando-se o que foi criada para ser,

seja ela como for.

 

O homem sábio é tal como a planta,

e confia que tudo está em sintonia,

e age pela “não ação”, alcançando a vitória.

 

Vencer não é lutar 100 batalhas e ganhar todas as 100.

 

Aquele que consegue vencer as 100 batalhas

sem precisar lutar

é o verdadeiro vencedor,

pois venceu a si mesmo!

 

07/12/2015  Gustavo Tanaka

E-Mail:  gustavo.tanaka@gmail.com

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 72 . Aula de Tai Chi – 28/11/2015

 

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 72 . Aula de Tai Chi – 28/11/2015
 
Temendo a repressão
 
Quando o povo não mais teme a repressão nem as mentiras do governo, isso é sinal de que uma grande revolta pode vai ocorrer. (Temos vários exemplos disso ao redor do mundo: revolução francesa e primavera árabe, mais recentemente)
 
O povo deixa de respeitar e temer o governo sempre que este o reprime, o explora e o acaba impedindo de sobreviver dignamente por meio do seu trabalho.
 
O praticante do Tao, no entanto, sabe o que precisa ser feito, sem chamar a atenção nem tomar atitudes chamativas, como protestos, manifestações ou grandes demonstrações.
 
O praticante do Tao segue seu caminho, fazendo sua prática, pois sabe que, ao final, sempre o tirano acaba perecendo.
 
Sempre o que subjuga tende a ser exaurido, ao final.
 
Isso ocorre porque, conforme o Tao nos ensina, tudo aquilo que está em desconformidade com as leis naturais e universais, ou seja, em desconformidade com o caminho do Tao, tende a naturalmente perecer. Cedo ou tarde.
 
Portanto, diante de uma situação de opressão e exploração governo, o praticante do Tao não perde seu foco nem gasta sua energia, ele apenas aguarda a lei universal (do Tao) se manifestar, levando ao perecimento espontâneo aquilo ou aquele que esteja em desacordo com o ritmo e vibração da natureza.

12/12/2015   Paulo Ricardo

E-Mail:  paulobonciani@hotmail.com

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O capitulo 72 nos esclarece que um governo que não assegura condições básicas de sobrevivência ( moradia, trabalho, comida,água , etc…) e gera repressão terá como resultado essa própria energia de volta.  O povo, revoltado com as situações que lhe são impostas, perderá o medo e se movimentará com expansão, gerando mais tensões e pressão para com  o governo. Mas o praticante de Tao, que ” sabe de si”, sabe o que tem que fazer e, de forma simples e humilde, deixa que tudo siga naturalmente. Busca o retorno à sua raiz, se conecta e se fortalece.

 

 

Nesta aula, professor Tsai, nos falou da relação  ” doença/ problema “, como se fossem uma única palavra e expressassem a mesma coisa  : o não saber.  Ele também nos alerta  à mudança de energia, a qual pode indicar que não estamos corretamente conectados.

 

A reflexão destas palavras nos leva a manter levemente a atenção e a consciência na forma de conduzir a nossa vida. O texto diz: ” saber de si “, é abrir os olhos para nós mesmos , compreendendo a nossa natureza, como funciona e como lidamos com ela. Como o próprio texto diz: fazer o que tem que ser feito. Percebemos então quão importante é a constância no uso de todas as ferramentas que pouco a pouco assimilamos em suas aulas.

 

” O não saber ” nos mostra o quanto ainda temos a aprender e parece que por vezes estamos adormecidos para com nossos próprios processos. Soltar os velhos padrões e hábitos, reconhecer nossos limites, discernir o que nos faz bem ou mal, como também perceber uma mudança de temperatura, de humor, cansaço ou qualquer outro sinal pode nos ajudar a sentir uma mudança sutil de energia, a tempo de corrigir e conectar, voltando assim para o caminho da evolução.

 

Enfim, a raiz bem alimentada e regada constantemente não é derrubada nem com o forte balanço, seja da repressão, como o texto refere-se, ou qualquer outra tempestade.

Cuidar da energia divina equilibra, acalma e  nos protege.

 

02/12/2015   Katia Rodriguez Richieri

E-Mail: katia@richieri.com.br

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Quando o povo não pode mais aguentar

e chega ao seu limite, haverá revolta.

 

Quando o povo sente que não há mais nada a perder,

pois se vê sem saída, sem trabalho, sem perspectiva…

… ele se revoltará como resultado desta situação.

 

Se o governo agir pressionando o povo,

a contraparte ocorrerá da mesma forma e medida.

 

Não se deve tirar do povo suas condições de vida,

nem pressioná-lo além de seu limite,

pois se o fardo não for demasiado pesado,

o povo seguirá seu caminho e fará a sua parte naturalmente.

 

O sábio faz o que precisa ser feito,

Mas não se vangloria, pois sabe que a jornada não é fora,

mas sim dentro, junto à unidade divina.

 

30/11/2015  Gustavo Tanaka

E-Mail:  gustavo.tanaka@gmail.com

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