Depoimento da Flávia falando sobre treino de energia no Centro Taoíta…

pushhands

A flávia faz push hands com Prof. Tsai no Centro Taoísta 

 

O depoimento da Flávia foram feitos em 6 vídeos, para assistir basta clicar em cima de cada um deles:

parte01

parte02

parte03

parte04

parte05

parte06

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Comentários feitos pelo professor Tsai sobre os 10 princípios básicos do Tai Chi Chuan

Comentários do professor Tsai, do Centro Taoísta de Cultivo da Longevidade, sobre “Os 10 Princípios Básicos (The 10 Basic Principles)”. Aula ministrada em 20 de agosto de 2016.

taichi
Tai chi é uma arte sofisticada com muitos estilos e formas diferentes. Apesar das muitas variações de tai chi, o seu poder imenso para melhorar a saúde e energia interior deriva de um conjunto de princípios essenciais. Apresento aqui os mais importantes, os 10 princípios básicos ditados pelo Mestre Yang Cheng-fu, descritos aqui de forma simples e fácil de entender. Tendo-os em mente enquanto você aprender e praticar, você vai ser capaz de praticar um tai chi mais eficaz desde o início.

Comentário:

Professor Tsai elogiou a iniciativa do artigo e enxerga muito valor nessa “codificação” dos princípios básicos em 10 princípios básicos. Mas, alerta para alguns erros de tradução e interpretação. Os alunos, por sua vez, elogiaram as ilustrações – que trazem uma melhor compreensão do texto.

cabeca

1 – 虛靈頂勁: Suspender a cabeça com leveza e sensibilidade: fique ereto e mantenha a cabeça e o pescoço naturalmente eretos com a mente concentrada no topo da cabeça, assim, o espírito (Shen) chegará bem alto. Não se deve usar de força. Se a força é usada, a parte de trás do pescoço ficará rígida, e o sangue e o Chi não serão capazes de circular. Deve haver um sentimento de naturalidade e leve sensibilidade. Sem essa energia sensível no topo da cabeça, o espírito não poderá elevar-se.

Comentário:

Aqui temos as instruções passadas durante o “abraço de árvore”, ou seja, o fio imaginário que puxa o topo da cabeça, lembrando de recolher o queixo. Alongar as costas e “segurar o peito” ao mesmo tempo que se mantém uma leve soltura.

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2 – 含胸拔背:Afundar o peito e alongar as costas: mantenha o peito ligeiramente para dentro o que o capacita a afundar ou submergir a respiração no Tan Tien (baixo ventre). Não deixe o peito para fora (protuberante), pois isto vai fazer com que a respiração torne-se difícil e o topo da cabeça pesado. Isso tende a causar uma instabilidade nas solas dos pés. “Alongando as costas” significa que o Chi permanece nas costas. Se se é capaz de afundar o peito, as costas subirão naturalmente. Se se é capaz de elevar as costas, então a força sairá das costas e se pode vencer qualquer adversário.

Comentário:

Em nenhum momento do nosso treino de energia nos preocupamos com a respiração. Esta, na verdade, é resultado da postura correta no treino de energia. A conexão é muito importante e mantê-la é essencial para que o treino não seja apenas uma coreografia.

3 – 松腰: Relaxar a cintura: A cintura é o controle do corpo. Se a cintura está relaxada, os pés terão força e nossa base estará firme. Todos os movimentos dependem da ação da cintura. Os movimentos desajeitados no Tai Chi Chuan surgem de ações erradas da cintura. Todas as trocas entre cheio e vazio vêm da rotação da cintura. Portanto, diz-se que a cintura é a área mais vital. Se nós perdermos força, devemos procurar a causa na cintura.

Comentário:

Em todas as aulas e treinamento falamos sobre a importância de soltura; de deixar a cintura mais solta para tornar o movimento redondo. É essa forma correta da cintura que permitirá que o próximo passo – o cheio e o vazio – sejam alcançados.

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4 –分虛實:  Distinguir entre o cheio e o vazio: é de suma importância no Tai Chi Chuan distinguirmos entre “Xu” vazio e “Shi” cheio. Se o peso do corpo está na perna direita, então a perna direita está cheia e a esquerda está vazia, e vice versa. Quando conseguimos separar o cheio do vazio, giramos o corpo levemente sem usar força. Se não conseguimos separar, o passo é pesado, rígido e vagaroso, e a posição não é firme, a postura torna-se instável e desfavorável ao equilíbrio.

Comentário:

Dividir o cheio e o vazio, alternando-os durante a movimentação. Esse cuidado é que vai garantir uma postura confortável e relaxada, que resultará na alternância e circulação de energia.
5 – 沉肩墜肘: Relaxar os ombros e soltar os cotovelos: devemos manter os ombros na posição natural e relaxados. Se elevamos os ombros, o chi vai subir com eles e todo o corpo vai ficar sem força. “Baixar os cotovelos” significa que os cotovelos relaxam e pendem para baixo. Se os cotovelos estão altos, os ombros não podem afundar e não podemos mover nosso corpo de forma suave. Então, não seremos capazes de empurrar nossos adversários muito longe, e estaremos cometendo o erro de quebrar a energia.

Comentário:

Na análise do professor Tsai, no item 5 há incorreções. Ao afundar os ombros, o antebraço naturalmente vai descer. É importante, também, não confundir esse relaxamento em uma postura “mole”, sem vida. É necessário manter um vigor que não deve ser associado à tensão ou rigidez.

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6 – 用意不用力: Usar a mente e não a força muscular: Na prática do Tai Chi Chuan todo o corpo está

relaxado. Se nós podemos eliminar mesmo a mais leve das inabilidades que criam obstáculos nos tendões, ossos e vasos sanguíneos, e que restringem a nossa liberdade, nossos movimentos serão leves, ágeis circulares e espontâneos. É extraordinário como nós podemos ser fortes sem usar a força. Os meridianos do corpo são como canais de água na terra. Quando os canais estão abertos a água flui livremente, quando os meridianos estão abertos o Chi passa por eles. Se a rigidez bloqueia os meridianos, o Chi e o sangue serão obstruídos e nossos movimentos não serão ágeis, então se até um cabelo é puxado, todo o corpo será abalado. Se, por outro lado, nós não usamos a força mas a mente, onde quer que a mente vá o Chi seguirá. Dessa forma se o Chi flui sem obstrução diariamente, penetrando todas as passagens no corpo inteiro sem interrupção, então depois de um longo tempo de prática teremos adquirido um poder interno verdadeiro. Isso, então é o que no “Tratado do Tai Chi Chuan” significa -“somente da mais elevada suavidade vem a dureza.” Os braços dos que dominaram o Tai Chi Chuan são como ferro oculto no algodão, e são extremamente fortes. Isto é o que os expertos em Tai Chi Chuan chamam de: “Flexível na aparência, mas poderoso na essência”.

Comentário:

Na análise do professor Tsai, falta dizer que é importante usar a intenção – não usar a força. Chama a atenção para o uso do olhar durante todo o processo, todo o movimento. O olhar suave acompanha toda a alternância de movimentos das mãos.

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7 –上下相隨:  Interligar os movimentos da parte superior e o inferior do corpo: A união ente o baixo e o alto do corpo é o que no “Tratado do Tai Chi Chuan” significa – “ a raiz está nos pés, é dirigida através das pernas, controlada pela cintura, e expressada nas mãos.” Dos pés para as pernas, para a cintura, deve haver um circuito contínuo de Chi. Quando as mãos, cintura e pés movem-se, o espírito (shen) dos olhos movem-se em uníssono. Isso pode ser chamado de “união entre o baixo e o alto do corpo.” Se apenas uma parte não está sincronizada, haverá confusão. Se alguma parte para de mover-se, então os movimentos serão desconectados e cairão em desordem.

Comentário:

Céu e terra se unem. Essa é uma analogia para o movimento sincronizado. Não devemos esquecer que os pés devem “agarrar” o chão, um movimento natural e instintivo. Assim formando o corpo como um uno, chamado 整勁 ( energia dinâmica integrada).

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8 – 內外相合: Harmonia entre o interno e o externo: praticando o Tai Chi Chuan o foco está na mente e na consciência. Assim dizem: “O Espírito (Consciência) é o comandante e o corpo é o subordinado”. Se podemos elevar o Espírito com a mente tranquila, então os movimentos serão naturalmente suaves e graciosos. As posturas não vão além do cheio e vazio, abrindo e fechando. Aquilo que é chamado abrir, significa que não apenas as mãos e os pés estão abertos, mas a mente também está aberta. O que queremos dizer com fechando, também não está limitado às mãos ou pés, mas também devemos ter a ideia de fechamento da mente. Quando o interno e o externo estão unificados como um Chi, não há interrupção em qualquer parte. Quando pudermos fazer com que o de dentro e o de fora se tornem um, a coordenação será completa e a perfeição será atingida.

Comentário:

Dentro e fora devem estar unidos; integrados ao movimento. Os movimentos externos do Tai Chi se comunicam com os orgãos e as vísceras internas através dos meridianos energéticos.

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9 – 相連不斷: Mover-se com continuidade, sem rupturas: No Tai Chi Chuan nós usamos a mente e não a força. Do início ao fim não há interrupção. Tudo é completo e contínuo, circular e infinito. Isso é o que os Clássicos se referem como – “como um grande rio correndo sem fim”, ou “movendo a energia como enrolando a seda de um casulo.” Tudo isso expressa a ideia de unidade como o Chi.

Comentário:

É muito importante que não haja quebra do movimento; que seja sem parar, sem interrupções. Redondo. O Tai Chi representa o movimento contínuo.

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10 – 動中求靜: Buscar a quietude dentro do movimento: no Tai Chi Chuan o movimento é
combinado com a tranquilidade e enquanto se executa os movimentos se mantém a tranquilidade da mente. Na prática da “Forma”, quanto mais lento o movimento, melhores resultados são conseguidos. Isto acontece porque quando os movimentos são lentos, pode-se respirar profundamente e submergir o Chi no Tan Tien (baixo ventre) e isso evita os efeitos nocivos da pulsação elevada, o que produz um efeito suavizante no corpo e na mente. Aprendizes de Tai Chi Chuan irão conseguir uma melhor compreensão de tudo isto, através de estudo cuidadoso e prática persistente.

Comentário:

Ao longo da prática, manter o eixo. Isso significa que mantemos a serenidade do movimento, alcançando a tranquilidade, mesmo em movimento.

 

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Experiências e sensações com a prática de Tai Chi e Tui Sou ( Push Hands) e etc.

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Tenho algumas sensações nestas primeiras fases de vivência. Acredito que no Push Hands esteja a essência do Tai Chi, como se fosse a maneira corporal de explicar os fundamentos taoístas:

Algo em constante movimento e em constante transformação;

Que não força e nem abandona o fluxo natural;

Que instaura a necessidade de escuta de si e do outro;

Que faz com que você esteja presente e inteiro dentro do seu próprio corpo;

Que faz com que a minha expansão seja o recolhimento do outro, e que a expansão do outro seja o meu recolhimento, havendo assim equilíbrio e diálogo nessa relação;

Que pede que você reconheça seus limites e trabalhe para que eles se ampliem – E uma vez que você amplia seus limites, você acaba por ampliar também sua capacidade de se relacionar com o outro.

E tenho sentido que quanto mais aguçados estão esses canais de percepção, mais evidentes ficam as verdades que cada corpo entrega (inclusive o meu). Os lugares onde as pessoas bloqueiam, para onde elas se inclinam, a dificuldade em esperar e receber o tempo do outro; Começo a perceber que por esses movimentos podemos ler muitas informações sobre as pessoas.

E tudo que vivi até agora no Tai Chi obedece aos mesmos princípios. Sinto que nenhum movimento carrega um ponto final. É como se cada movimento completasse seu ciclo completamente, mas ao chegar na sua última gota, imediatamente ele é “costurado” no próximo, sem deixar espaços de desconexão. –  Assim como no Push Hands, e assim como no fim do dia e no começo da noite. O Sol completa sua função a cada dia, mas não há ponto final e o início de um novo parágrafo para que a noite chegue. Tudo se costura em harmonia.

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 Sobre o meu processo de desenvolvimento, desconfio neste momento que eu perca muita energia não só pelo desgaste físico das minhas atividades diárias, mas por estar há muitos anos trabalhando minha mente num fluxo invertido de energia, e portanto é esse fluxo que me é familiar. É muito fácil cair nele novamente. Por isso a necessidade de constância nos treinos é fundamental, para que eu me familiarize com o fluxo natural, passando a me reconectar com mais facilidade, até que isso seja mais simples. Mas ainda sinto muita dificuldade em me manter conectada por um longo tempo depois dos treinos.

E também percebo que sou bastante insegura e desconfiada das minhas próprias sensações, porque algumas vezes me vi calada diante do espaço que o Professor oferece para que os alunos comentem suas experiências, achando que eu não tinha nada para contar. Mas depois eu ouço as outras pessoas e reconheço na experiência delas aquilo que eu também vivenciei mas não acreditei. Como se fosse mais fácil confiar nas minhas sensações depois que elas já foram legitimadas nas palavras de outras pessoas. Essa ficha me caiu na aula anterior, e acho que ter percebido isso vai destravar algum lugar importante para mim.

Eu tenho sentido mais claramente a conexão pelo topo de cabeça, e parece que consigo ajustar meu pescoço de uma forma que eu sinta a passagem de energia livre para que ela desça nesse caminho. Recentemente o abraço de árvore ganhou muito mais brilho, e na última aula eu senti um aquecimento maior do que das outras vezes. Antes parecia que só as mãos esquentavam, e agora parece um calor mais profundo, no peito e nas pernas.

Na meditação eu tenho dificuldade em encontrar o Lin Tai, mas fazendo o exercício do reforço eu consigo percebe-lo mais facilmente, depois que a energia sobe por traz da coluna e chega até ele. Quando eu consigo me conectar na meditação, a sensação depois é de um silêncio interno mais denso, e só por uma única vez eu tive a sensação de um grande clarão e a sensação de uma queda, e nesse dia eu adormeci logo em seguida sem nem lembrar de colocar o despertador. Mas a minha desconfiança das minhas próprias sensações me deixou a dúvida se isso era uma boa conexão ou um sono profundo.

De duas semanas pra cá eu comecei a sentir uma leve alteração na lombar, como se começasse a ter algum espaço pra fluir alguma energia que não passava há mais de dez anos, desde as minhas lesões mais sérias. Acho que é como se essa região começasse a “respirar” um pouco mesmo.

Olhar para dentro tem sido um desafio e eu sei que é a única porta por onde eu posso entrar para acessar o caminho.

As aulas que tenho dado tem servido para clarear muito minhas ideias, porque faço conexões na minha cabeça e preciso verbaliza-las. O que eu digo para os alunos eu também estou dizendo a mim. E eu me sinto útil em poder ser o meio para apresentar para eles essas ferramentas que também estou começando a aprender a manusear agora.

 

10/05/2016  Flávia Lucato Castardelli

 

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RELATO DOS TREINOS DE ENERGIA NA AULAS DE TAI CHI, CHI KUNG, MEDITAÇÃO TAOÍSTA E TAO TE CHING NO CENTRO TAOÍSTA

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Gostaria de compartilhar minha experiência na prática do tai chi. Desde o primeiro contato, senti uma sutileza e uma profundidade que não sabia ao certo explicar. Encontrei algo que me tocou e que me encantou pela simplicidade e suavidade. Esta se revela constantemente nos movimentos, os quais não geram dores ou desgaste. De forma muito suave e gradativa, nos conecta ao nosso eixo interior, à verdade e nos recarrega energeticamente. Aos poucos, minha base foi fortalecendo-se, a saúde ficou mais estável, o sono melhorou, o corpo naturalmente ficou mais hidratado e não há mais eventuais dores de cabeça. Noto a sedimentação das impurezas que carregava, elas estão descendo aos poucos, dando lugar a mais tranquilidade e equilíbrio.

Não tinha conhecimento deste treino de energia. A prática que o prof. Tsai nos ensina vai nos preparando para a conscientização de nossa energia interna e externa. Desta forma vamos aprendendo a lidar com ela, bem como à economiza-la, o que para mim foi muito importante, pois tendo a passar dos limites. Também presto mais atenção nos excessos e nas faltas no dia a dia.

Os benefícios do tai chi, chi kung , meditação taoista e os capítulos do Tao Te Ching, podem ser percebidos assim que se começa. É uma vantagem a prática em casa. A constância diária nos permite cuidar da nossa energia além de crescer um pouquinho a cada dia. Tenho constatado o quanto o abraço da árvore tem ajudado algumas pessoas ao meu redor.

A meditação é detalhadamente guiada pelo Professor e as dúvidas vão sumindo, dando lugar à segurança. Tudo é realizado devagar com suavidade e respeitando o ritmo individual. Difícil descrever a sua importância, pois só passando por este caminho para realmente compreender o seu significado. E este constatei ainda mais quando parei de escrever esse texto devido a uma gripe forte. Adiantei a sessão de acupuntura e pude perceber que o benefício foi imediato. Ajudou muito no desbloqueio energético e na diminuição dos sintomas. No dia seguinte tive uma experiência muito interessante na meditação. No dia em que nada esperava, um realinhamento aconteceu. É na verdadeira entrega que o vazio e o inesperado acontece. A clareza interna ganha nitidez, a verdade brota no coração e mergulha-se no berço dessa energia divina. A gratidão que sinto por essa dádiva é grande.

Os capítulos do Tao Te Ching ajudam não só no treino de energia, mas também se tornou para mim uma bússola nas vivências diárias. Suas palavras ressoam e me levam constantemente a uma reavaliação interna. É possível percebê-lo em Tudo. Nesse processo, a força do ego vai dissolvendo-se dando lugar ao Amor, ao simples, à aceitação, a humildade e ao profundo respeito e gratidão.

Enfim, o Tao é um caminho para o Amor e através deste nos enriquece sutilmente. Quando conectados nos lapidamos interiormente. Nem sempre percebemos a teia tênue e delicada, mas Ela se Manifesta mansamente em Tudo e Todos.

Tenho muito a aprender, mas fico feliz de estar nesse caminho e agradeço muito o Prof. Tsai por nos ensinar com tanto amor e dedicação essa linda missão e lição de vida !!!! Obrigada ao grupo por essa ligação energética na troca de crescimento e obrigada a Huang sempre atenta e delicada!

 

18/03/2016     Kátia Rodriguez Richieri

E-Mail:  katia@richieri.com.br

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 81 . Aula de Tai Chi – 05/03/2016

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Capítulo 81 – Sabedoria e desapego

 

A sabedoria e felicidade não vêm das circunstâncias externas mas, sim do seu eu interior.

O sábio não discute política e progresso técnico, porque já sabe que não representam a verdadeira cultura.

A nossa missão neste planeta não consiste em realizações de vitrine, e sim em auto-realização que nutre a alma de bem-estar e promove a arte de compartilhar com todas as pessoas ao nosso redor, cidades, estados, país e o palenta.

Quanto mais dividir e ajudar os outros, mais nos fortaleceremos, é a lei da ação e reação.

O acúmulo de bens materiais é uma pseudo-realização porque é temporária.

A riqueza pode até comprovar as conquistas de um homem mas, não pode jamais substituir a saúde porque é tão difícil para o sábio adquirir riquezas – como é difícil para o rico adquirir sabedoria!
Agradecimento:
Este humilde relato descreve um breve histórico cronológico do estudo do Tao Te Ching, obra de Lao Tsé – filósofo chinês cosmo-consciente que segundo a lenda, pode ter vivido 150 a 200 anos.

 

Esta coletânea foi produzida baseada em relatos dos alunos do Centro Taoista de Cultivo à Longevidade. Nenhum livro traduzido em qualquer parte do globo possui esta análise tão rica em detalhes! É um presente divino que recebemos que nutre a alma, a mente e o coração!

 

Chegamos ao final do livro de 81 capítulos em 05/03/2016.

 

Em todos esses anos, sem pedir nada em troca, Prof. Tsai compartilha a interpretação do Tao Te Ching nas aulas de sábado com os alunos.

 

Com carinho, sempre interpreta um capítulo por aula. A cada parágrado lido, Prof. Tsai chama a atenção do alunos para refletir e analisar os cenários da vida, das pessoas, da política, da natureza, do trabalho,  da família, da saúde, de tudo o que está à nossa volta.

 

Ficamos muito concentrados com suas palavras que em algumas vezes,  nem sempre são bonitas, mas são tão sinceras que nos fazem repensar e mudar (como um pai que sempre quer o bem dos filhos para que mantenham seu saldo energético em dia).

Mas as palavras são verdadeiras e nos enche de motivação para melhorarmos cada vez como pessoas!

 

A vibração da felicidade é contagiante. Nós que o assistimos, percebemos nitidamente que seus olhos brilham durante a leitura minuciosa de cada parágrafo!

Na maioria das aulas, manifesta que seu coração se enche de orgulho e de alegria por manter a obra de seu Mestre viva. É muita dedicação e devoção!

 

Ao final dos comentários Prof. Tsai convida gentilmente os alunos para contribuir com os seus relatos para que possam refletir e compreender a obra do Lao Tsé através dos treinos de energia ensinados.

 

A participação começou tímida, sempre 1 aluno era escolhido por capítulo.

 

Hoje são de 3 a 4 voluntários (com vontade de escrever!).

 

Todos escrevem cada vez melhor porquê escrevem junto com o coração. O conjunto de textos descreve com clareza, o estado de espírito de cada um. Cada capítulo é ímpar e possui a essência das palavras que tocam, porquê, contêm corpo e alma de cada um de nós.

 

O trabalho de mestre Liu Pai Lin mesmo após a sua passagem deste planeta, continua: Prof. Tsai perpetua seu trabalho e o dedica com muito afinco diariamente e sempre diz aos alunos para manter disciplina e constância.

A obra do Mestre e de seu dedicado discípulo Escolhido pode ser comparada com a figura de uma árvore majestosa de tronco largo, raízes firmes, fortes fincadas no chão, bela copa verde sustentada por galhos, que à cada estação do ano é renovada com flores e frutos.

 

A natureza é sábia e provê tudo para manter a árvore naturalmente saudável sem nenhum custo ou cobrança. Todos os recursos são naturais e não são comprados por dinheiro ou cartão de crédito!

 

Do interior do fruto, as sementes que podem ser germinadas para gerar novas mudas que, no futuro se tornarão árvores para perpetuar a espécie.

 

Assim será! Em 15/06/2013, quando foi apresentado o 1º capítulo, selamos o compromisso de nos reunir em 2025 para registrar os benefícios em 20 anos de prática de energia (Clube 20 anos de cultivo da saúde e Longevidade)!

https://centrotaoista.wordpress.com/2013/04/30/20-anos-de-cultivo-da-saude-e-longevidade/

Ao final da leitura do 81º Capítulo, todos perceberam que a fórmula da felicidade em todos os aspectos (pessoal, financeiro e político) está identificada em cada  parágrafo. Cada linha possui 8 ideogramas. O número 8 é muito especial – os chineses adoram, porquê representa a prosperidade, fartura, fortuna crescente e infinita. E não é que o 8 deitado representa o símbolo do Infinito?

 

É o mesmo número das instâncias da vida no Feng Shui – arte de harmonização: trabalho, espiritualidade, família, prosperidade, sucesso, relacionamento/casamento, filhos/sonhos e amigos. Mas os 8 Guás só têm validade quando o centro estiver firmado: saúde – que fecha os 9 Guás. De que adianta ter tudo se não tivermos saúde?

 

Nada acontece por acaso! O desejo do livro se concretizou. Fiquei responsável de reunir a turma para escrever o rascunho do prefácio. Eu escrevia e jogava fora, combinava uma data e horário e sempre um imprevisto mas, não foi à toa … só se concluiu com o final da leitura do 81º Capítulo! Interessante, né?

Daqui a pouco, novas sementes do TAO ministrarão os cursos de Tai Chi. Estamos multiplicando!

 

O nível de compreensão e clareza alcançaram a maturidade e permitiu todas estas bênçãos! Gratidão imensa e eterna ao Prof. Tsai Shien Jong!

Muita Luz, Saúde e Prosperidade em todos os dias de sua Vida!

 

12/03/2016   Marcela Kwong

E-Mail: marcela_kwong@uol.com.br

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Não Competir, Não Ser Ganancioso, Não Pensar só em Si e Pensar mais em Outros

-Palavras verdadeiras não são bonitas,
-Palavras bonitas não são confiáveis.

Palavras verdadeiras são palavras que contém sinceridade, que vem do coração, como quando o pai repreende o filho, para educá-lo, ou quando o Prof. dá o “puxão de orelha” no seu aluno que perdeu o sincronismo com a energia da Natureza.
É como a ação da não-ação, isto é, uma ação pensando em bem de outro, sem segundas intenções.
É o contrário das palavras bonitas ditas, por exemplo, por um vendedor que enfeita com belas palavras o seu produto mais do que é na realidade: não tem credibilidade.

-Aquele que realmente sabe, não vangloria de conhecer tudo,
-Aquele que fala que sabe tudo, certamente não conhece nada.

Aquele que realmente sabe é aquele que realmente domina um assunto. Para dominar qualquer conhecimento, a pessoa precisa dedicar-se ao seu estudo, aprofundando a percepção com relação a detalhes e segredos do assunto, que pode levar a vida toda, não sobrando tempo para aprofundar em diversos assuntos.
Quem fala que sabe tudo, conhece superficialmente sobre diversos assuntos, sem no entanto dominar realmente nenhum assunto.
Por isso, quem segue o caminho do Tao, para alcançar a realização espiritual, deve escolher um caminho e dedicar-se a ele com profundidade.

-Aquilo que parte do coração dos bondosos não precisa de discussão,
-Aquele que vive discutindo sempre, não tem coração bom

Quem tem coração bondoso é uma pessoa equilibrada, virtuosa, que faz constantemente reflexão e meditação para autoconhecimento, que conhece bem sobre algum assunto e tem confiança sobre o mesmo, e não tem necessidade de discutir para convencer o outro. Aceita a diversidade de opiniões. É aquele que já tem o ego dissolvido.
Aquele que vive discutindo, discute por que não tem confiança em si mesmo e na sua idéia, ou por intolerância à diversidade de opiniões.

-O Homem Santo não acumula.
-Quanto mais faz para as pessoas, mais tem,
-Quanto mais dá às pessoas, mais aumenta.

O Homem Santo evita o acúmulo de bens materiais, tais como, livros já lidos, sapatos e roupas que já não usam mais, dando para quem precisa, pois o Homem Santo não tem apego a coisas materiais. Esse ato contribui para o esvaziamento do coração das impurezas.
O Homem Santo, praticante do Tao, não pensa em si, sempre faz por outras pessoas, e por isso cada vez tem mais coisas, ele enriquece porque ele não pensa em si, ele pensa mais em outros, porisso cada vez que ele pensa, o retorno é cada vez maior.

-O Tao do Céu é para beneficiar e não para causar problemas.

O Prof. lembrou que a Natureza doou tudo para nós, sem cobrar nada de nós. Mas o homem interfere na Natureza, muda tudo, causando problemas para nós.

Portanto:
-O Tao do Homem Santo é agir e não disputar.

Porisso, o Homem Santo age sincronizado com a Natureza, apenas age e não disputa, faz ação da não-ação.

O Prof. Tsai ensinou-nos que:
-Tudo depende de uma única coisa: do coração. Se você não tiver coração, palavras bonitas, fachada, seja o que for, no final vai ser descoberto, mais cedo ou mais tarde.
-Na verdade o Tao é muito simples. Porisso quando viramos a última folha (daquele conto do macaco arteiro), no final não tem nada, é uma folha em branco. É você próprio. É o seu aprendizado durante o caminho que importa.
-Você tem que saber fazer a conexão, você se conecta, e começa a se tornar parte da Natureza.
-Hoje você segue o que aprende aqui do Professor, ele segue o que o seu mestre passou, e o que o seu mestre passou? O que o mestre dele passou. E de onde passou ? Do próprio Tao. É a mesma coisa. É uma coisa só. Apenas depende do seu próprio treino.
-O Professor disse que faz questão de que quando a pessoa treina, além de fazer o treino, nunca deve deixar de refletir dos seus próprios atos. Porque senão começa a usar o treino como se fosse aspirina, como se fosse calmante. Disse que vê muito disso. Pessoas que diz que melhorou muito, e depois simplesmente perde a conexão porque simplesmente voltou a fazer aquilo que tinha causado o problema.
-Finalmente, o Professor diz que, na busca do Tao, entender é fácil, mas o difícil é você sincronizar energeticamente e fazer transformação interna. Na hora que você começar a perceber que tudo faz sentido, e você comprovar com a própria melhoria, e começar a mudar tanto fisicamente, mentalmente e espiritualmente, você vai achar que esse mundo é um lugar maravilhoso. O Tao é assim.

09/03/2016   Kinjiro Sekiguchi

E-Mail: kinjiro2003@globo.com

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Não competir. Não ser ganancioso. Pensar no próximo

 

Neste último capítulo do Tao te Ching, Lao Tsé nos ensina sobre a simplicidade e humildade que devemos manter em nosso coração, se quisermos trilhar o verdadeiro caminho do sábio.

Ele nos ensina que as palavras verdadeiras nem sempre são as mais bonitas e que, por outro lado, as palavras bonitas nem sempre são verdadeiras.

Um exemplo interessante sobre isso, contado pelo próprio Prof. Tsai, ocorreu quando ele foi dar um presente a seu mestre (Liu Pai Lin) e este lhe deu uma grande bronca. Mas esta bronca foi porque no momento da entrega do presente o Mestre Pai Lin identificou alguma fraqueza energética no Professor (que na ocasião ainda era um aluno) e certamente ficou triste por isso, pois queria apenas seu bem.

O mestre Pai Lin poderia muito bem agradecer e utilizar-se de palavras bonitas naquele momento, mas por querer ajudar o Professor preferiu ser verdadeiro usando palavras mais ásperas.

O presente dado certamente pereceu com o tempo, mas o ensinamento ficará com o Professor Tsai pelo resto de sua vida. Então, o que teria valido mais a pena? Obviamente a verdade!

Prosseguindo com o capítulo, Lao Tsé ainda ensina que aquele que tem um coração bondoso não se prende nem se desgasta com discussões ou argumentações acaloradas, mas aquele que tem o coração impuro ou maldoso se prende em contendas e discussões.

Vemos isso claramente: por um lado os políticos no Brasil, que vivem se digladiando em infindáveis discussões que nunca levaram a nada. Já no outro lado da moeda, podemos ter como exemplo o Dalai Lama, que mesmo tendo sido expulso de seu país, jamais entrou em debates ou discussões acaloradas, preferindo sempre manter a argumentação com paz em seu coração.

E os resultados a longo prazo desses dois comportamentos distintos são evidentes.

Aquele que é realmente sábio jamais se vangloria, mas aquele que não tem conhecimento real tende a se vangloriar.

O sábio, justamente por ser sábio, não precisa receber recompensas por sua sabedoria. Ele já dominou seu ego e por isso não tem necessidade de alimentá-lo. O sábio não quer reconhecimento, pois ele, por si só, se basta.

Já o tolo vive buscando aparentar ser o que não é, pois ainda carece de reconhecimento para alimentar seu ego. Sendo assim, procura sempre se vangloriar e obter recompensas mesmo sem ter cultivados muitos méritos para isso.

O sábio não pensa mais em si. Ele procura fazer pelos outros cada vez mais. E exatamente pelo fato de não pensar mais em si e procurar o bem do próximo ele acaba recebendo bons retornos, mesmo sem jamais ter almejado.

Trata-se simplesmente de deixar as coisas fluírem na vida, de permitir que tudo aconteça ao seu redor sem querer interferir. Quando agimos assim o Tao automaticamente passa a nos sustentar sem que percebamos.

É como uma borboleta: se quisermos pegá-la, ela voa. Se a deixarmos solta, ela naturalmente pousa em nossas mãos.

Daí o precioso ensinamento: aquele que quanto mais dá, mais recebe.

O Tao Celestial apenas beneficia as pessoas e jamais lhes tira qualquer coisa ou lhes prejudica. Um bom exemplo disso está na própria natureza, que nos dá alimentação, abrigo, medicinas naturais e várias outras coisas sem nada nos cobrar.

Devemos, pois, seguir o Tao Celestial, oferecendo ao próximo sempre algo que possa lhes ajudar sem esperar retribuição.

Dessa forma nos tornaremos mais sábios, felizes, prósperos, saudáveis e teremos sempre nossos jardins floreados e frequentados pelos mais belos e evoluídos seres de luz.

Que todos sigamos o caminho do Tao e tenhamos entendimento para nos regozijar com a beleza e simplicidade da natureza.

Que possamos ajudar uns aos outros pensando apenas no bem de nossos semelhantes.

Que tenhamos saúde e paz em nossos corações.

Que recebamos o bem apenas por sabermos fazê-lo ao próximo, com desprendimento.

E que sejamos o caminho iluminado e pratiquemos o Tao do céu em cada momento de nossas vidas.

Em cada respiração. Em cada pensamento. A cada batida de nossos corações.

11/03/2016   Paulo Ricardo

E-Mail:  paulobonciani@hotmail.com

http://www.centrotaoista.com.br