Depoimento da Flávia falando sobre treino de energia no Centro Taoíta…

pushhands

A flávia faz push hands com Prof. Tsai no Centro Taoísta 

 

O depoimento da Flávia foram feitos em 6 vídeos, para assistir basta clicar em cima de cada um deles:

parte01

parte02

parte03

parte04

parte05

parte06

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APRENDIZAGEM SOBRE ENERGIA ATRAVÉS DO TAI CHI, TUEI SHOU, PUSH HANDS, MEDITAÇÃO E OUTROS BENEFÍCIOS.

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Recentemente, estudando Pushing Hands com o Professor Tsai, ele me dizia muito a palavra “ceder”. Na prática, era preciso que eu cedesse bastante para não ser “vencida”. Percebi que quanto mais eu cedia, mais me cansava as pernas. Isso me fez refletir sobre o fato de que todo aprendizado requer um esforço. Mesmo aprender a ceder, também pode ser um processo muito trabalhoso, e que quanto mais me cansava a base (ou seja, as pernas), mais livre o resto do meu corpo ficava para seguir o treino num fluxo favorável.

Justo na mesma semana dessa reflexão, o Professor começou o capítulo 26 do Tao te Ching na aula de grupo com a seguinte frase: “O peso é a raiz da leveza”. E mais do que nunca essa frase fez sentido para mim, justamente porque eu havia experimentado no meu corpo sua veracidade. Quanto mais uma árvore enraíza, mais ela pode balançar ao vento sem risco de queda. O peso está embaixo, onde a força da gravidade já nos indica. Nós temos a tendência de deixar o peso subir, recebendo com a força da parte superior todos os impactos do mundo, e isso nos atinge, nos derruba. É como se uma árvore tentasse vencer o vento pela força das folhas e não pelo enraizamento. Simplesmente não faz sentido, mas é exatamente esse comportamento que nós normalmente adotamos.

Enquanto não trabalhamos nosso interior para essa mudança de comportamento, não conseguimos ceder fisicamente. O corpo reflete aquilo que o interior permite. E não é um processo rápido. Cada um leva o tempo que lhe couber para essa mudança. Precisamos abandonar o imediatismo porque ele nos atrapalha o caminho. Na busca do Tao, nenhum atalho serve. Nossa mania de procurar sempre opções rápidas e resumidas, não serve. Porque o caminho que seguimos segue o ritmo da Natureza, e nada nela se apressa. As coisas levam o tempo que tiverem que levar. É impossível acelerar o amadurecimento de uma fruta, a formação de um bebê, o ciclo da lua, a duração do dia. Quando buscamos atalhos, é porque esquecemos que as forças que regem todo o Universo, também nos rege. Não temos o poder de andar à frente dele. Andamos junto com ele, porque fazemos parte dele. Estamos em contato, colados, continuando e seguindo – assim como fazemos na prática do Pushing Hands.

Até pouco tempo atrás eu tinha a sensação que o estudo do Tao era como uma nova lente na frente dos meus olhos, e que por essa lente eu começava a rever todas as coisas que acreditava conhecer até então. Hoje, ao contrário, sinto que o estudo do Tao é justamente a retirada de todas as lentes que eu tinha para enxergar o mundo. O estudo do Tao é a busca de ler o mundo da maneira mais crua, essencial, verdadeira possível.

Também sinto hoje que eu tenho um Norte a seguir. Antes eu me sentia um tanto à deriva, sobre todos os aspectos da vida. Sentia que eu estava sempre à mercê das circunstâncias. Agora eu tenho um grande Norte que me orienta e que me deixa segura de que minhas escolhas são baseadas em algo realmente verdadeiro, e não apenas nas minhas vontades momentâneas. Porque nós somos seres muito volúveis e inconstantes, mas a prática de energia e a reflexão diária acabam se tornando instrumentos poderosos para estabilizarmos nossa mente/espírito, anulando cada vez mais o ego e seguindo em frente sem nos distrairmos e desviarmos o caminho. E mesmo que isso aconteça, temos a dica de como retornar. Muito mais importante do que não errar, é manter a humildade de reconhecer e recomeçar.

Agora que completei meu primeiro ano como professora de Tai Chi, percebo o quanto é difícil as pessoas incorporarem na própria rotina uma prática que ocupa apenas alguns minutos do dia. No início, a única coisa que precisamos nos comprometer é a praticar a postura do Abraço da Árvore, diariamente. Isso realmente leva alguns poucos minutos, mas ainda assim a maioria das pessoas encontra dificuldade de pegar as rédeas do próprio tempo nas mãos, assim como eu também tive dificuldade no início. Mas se não dermos esse primeiro passo, aparentemente simples, que é começar a ter constância (assim como todas as coisas da Natureza), de que forma os próximos ensinamentos poderão de fato chegar até nós?

Eu sinto um grande prazer em poder dar essas aulas, porque sei que estou entregando para as pessoas uma chave que pode abrir muitas portas se elas a pegarem nas mãos. Digo isso porque tenho tido a experiência no meu próprio corpo sobre todos os benefícios que tenho recebido desde que comecei a me dedicar a esse caminho:

– Eu saí de um estado permanente de irritação e descontentamento, me tornando uma pessoa muito mais tranquila e tolerante;

– Nunca mais tive crises de síndrome do pânico (era algo que simplesmente me impedia de viver em paz);

– Curei uma série de infecções urinárias que me levaram a um estado ainda pior de pânico porque a medicina tradicional ocidental não conseguiu resolver com nenhum remédio;

– Melhorei minha capacidade de concentração (sempre fui muito dispersa para aprender e escutar os outros);

– Já consegui estabilizar consideravelmente minha coluna cervical (tenho duas hérnias de disco na cervical, que há anos me geravam enxaqueca a ponto de vomitar de dor, tontura, pinçamentos constantes, muita dor e limitação de movimento). Diria que hoje esses sintomas já diminuíram 80% e eu sigo me dedicando para melhorar ainda mais;

– Minha TPM tornou-se muito mais amena, sem grandes oscilações de inchaço e nem de irritação;

– Sinto muito menos frio. Antes eu tinha os pés sempre muito gelados, mesmo usando mais de uma meia. Eu tinha a sensação de “frio nos ossos” dos pés, e isso passou;

– Estou com a imunidade mais alta. Eu era muito vulnerável para pegar gripes e resfriados.

Esses são alguns exemplos. Mas eu resumiria tudo isso dizendo que encontrei uma maneira de ficar em paz internamente, e que me sinto muito grata por ter a chance de reparar a tempo os danos que permiti que meu corpo sofresse até aqui. Hoje tenho a consciência de que saúde (em todos os aspectos) é algo que se cultiva, e não que se gasta até que seja preciso remediar.

Nossa cultura é muito baseada no excesso. Usamos e abusamos do nosso corpo, até que a bateria descarregue, e então adoecemos, nos remediamos com drogas, e recomeçamos o ciclo de gastar até a última gota de energia, para então novamente adoecermos… E assim seguimos esse padrão, entendendo ele como algo normal. Mas normal mesmo é ter saúde sempre. E isso nós podemos aprender a cultivar. A maioria das pessoas só pensa na saúde quando sente que ela está muito abalada, e isso eu aprendi pela minha própria experiência.

Dia desses, observando de canto de olho o professor executar o exercício que chamamos de “Reforço”, percebi que ele fazia de uma forma muito diferente de nós alunos. Quando perguntei a ele o motivo, ele disse que naquele momento sentiu que a energia já estava fluindo, e que então não precisava de todos os movimentos que normalmente nós fazemos. Achei muito interessante perceber que os mesmos exercícios têm muitos níveis de entendimento, dependendo do estágio em que você se encontra. Na prática do Tai Chi não existe essa frase “já entendi esse exercício”, ou “já o conheço o suficiente”. Todo material do Tai Chi pode e deve ser revisitado sempre, porque a nossa percepção sobre cada exercício irá se modificar e evoluir na medida em que avançamos. Culturalmente, toda nossa organização de estudos é baseada em conteúdos que assimilamos, superamos e passamos para o estágio seguinte. Mas o treino de energia não segue essa lógica. Não existe linha de chegada, conclusão de curso. É um estudo como uma caminhada, e não como uma competição de corrida.

O Professor sempre diz “o Tao é sempre justo”. Quanto mais você se entrega e pratica, mais benefícios ele te dá. Diferente da sociedade. A sociedade não é justa. Socialmente pode ser que você se esforce e se dedique muito, e ainda assim não obtenha benefícios ou sucesso. Mas o Tao é justo, porque ele é anterior a qualquer construção social. Ele é aquela verdade essencial que está por trás de todas as lentes que recebemos para ler o mundo.

Eu me sinto muito grata por ter a oportunidade de aprender coisas tão importantes, que transformaram profundamente minha qualidade de vida e minha relação com meu corpo e com o mundo. E me sinto igualmente grata por poder transmitir isso às pessoas que procuram a aula de Tai Chi. Essa função me dá um sentido. Sabe quando você está na rua e alguém te pede uma informação que você não sabe exatamente a resposta? Você sabe que o lugar que ela procura fica meio por alí… você vasculha sua cabeça e não consegue encontrar a direção certa para dar… você queria muito saber para ajudá-la, afinal você sempre esteve naquela região, mas acaba de descobrir que não a conhece tão bem a ponto de orientar o outro. Por fim você pede desculpa e diz que não sabe. Eu me sentia assim depois de anos como professora de outras práticas corporais: Frustrada por não conseguir orientar o caminho. Eu conhecia o corpo, mas faltava alguma peça.

O estudo de energia me abriu então essa porta, e enquanto sigo caminhando e aprendendo, posso fazer o convite àqueles que buscam ajuda: “Você pode vir por aqui junto comigo”.

 

06/04/2017 Flávia Lucato

E-Mail: flavia_lucato@yahoo.com.br

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Testimony of Flavia Lucato the student of Prof. Tsai Shien Jong on Tai Chi, Push hands and Taoist meditation …

Statement of process:

 I had been practicing Tai Chi and meditation every day for months, happy with a certain stability of my health. Without realizing it, I ended up parking in a comfortable area, without climbing another step of understanding. Until in a very intense class with Professor Tsai, he gave me a little “push” to make me realize what was happening. It was an intense lesson, forcing the connection on my axis a lot, and I was very tired. At first I thought that this effort had been bad, because it destabilized me and I felt old problems of my body to surface. But then I understood that this “worsening” gave me the impetus to go further, and after that episode I could more clearly understand some issues, including the body’s own connection to earth and sky. Once I was able to experience this connection more intensely, I also became aware of the grandiosity and absolute regimentation of these elements over me (of all of us, in fact), and in my training I began to experience the gentlest salivation sweeter. I had heard other people talk about “sweet saliva,” but until then it did not make sense to me.
After this episode I also understood with more clarity the need and importance of Push Hands. I did put the Push Hands practice as something important, but I think I just reproduced the Professor’s speech, without ownership of it. Now I can say that I have in me a real note to know that in the practice of Push Hands there is an essence to permeate the other movements that we learn. Even though I am still a beginner in practice, I recognize that there is indeed an essential issue.
Knowing (and feeling) that we are all governed by the same forces in this system is a knowledge that begins to permeate my way of seeing the world, 24 hours. It is a knowledge that makes me more humble, more tolerant and also more curious. (What else has always been here and I’ve never had eyes to see?) It’s as if the perception of my own world is widening. As if before I connected with a small diameter around me, but now that diameter extends on a spatial scale and I see myself as a small part of this great universe.
Another fact that has made me clear is the idea of the curve as a key to everything that exists. Nature has no straight lines, waves (or vibrations) maintains continuity by circular motion. Nothing straight endures. The planets align and rotate in constancy. Events as well. And our constant training brings us more and more to that frequency that rules the whole universe. Now the word “synchrony” that the Professor is talking about, also begins to make sense to me.
A phrase from the Professor this week was very present for me. It was something like: “We only have problems because we have this body. And it is then the means to solve the problems. ” It seems obvious, but this cleared to me the idea that the Professor also brought that the practice of Tai Chi is the union of all aspects to prevent issues like Alzheimer’s and Parkinson’s. This sentence showed me that other measures can only be partial, and that in Tai Chi practice we integrate all aspects, and that only with this integration can we fill all the gaps of our problems, which only affect us precisely because we have this body. I came to the image that our body is like “a test with consultation”. We have questions to solve, and the answers are here. But if we do not know where to look or how to study, we can not succeed in the test.
In everyday life I have realized how easy it is to enter a mechanical movement, disconnecting from what is essential. I feel as if I have awakened a “watcher” inside me, who often pulls me back to what is essential when my mind begins to “seduce” itself by unnecessary things.
Today I also begin to understand why the Professor had told me that too much sleep at night is not a good sign. Now I realize that this intense brain activity is an imbalance, and also that too much imagination tends to keep me out of this reality where we are.
After the last private lesson with the Professor, where we talked a lot about  胯 “Kuá” (pelvic region, hips, groin), my sense of rooting became more present in all the movements I practiced, including in the posture of the tree. It seems to have opened up some more channel of communication between the lower and upper parts of my body.
Thank you, Professor Tsai, for the valuable teachings …!

 Flavia Lucato, 12/1/2016

Depoimento da Flavia Lucato a aluna do Prof. Tsai Shien Jong sobre Tai Chi, Push hands e meditação Taoísta…

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Depoimento de processo:

 Eu vinha praticando Tai Chi e meditação todos os dias, há meses, contente com uma certa estabilidade da minha saúde. Sem me dar conta, acabei estacionando numa zona confortável, sem subir mais um degrau de entendimento. Até que numa aula bastante intensa com o Professor Tsai, ele me deu um “empurrãozinho” para que eu percebesse o que estava acontecendo. Foi uma aula intensa, forçando bastante a conexão no meu eixo, e eu fui embora muito cansada. A princípio achei que esse esforço tinha sido ruim, porque me desestabilizou e eu senti problemas antigos do meu corpo virem à tona. Mas depois entendi que essa “piora” me deu impulso para ir mais longe, e depois desse episódio eu pude entender com mais clareza algumas questões, inclusive a própria conexão do corpo com a terra e o céu. Uma vez que pude experimentar essa conexão com mais intensidade, me dei conta também da grandiosidade e da regência absoluta desses elementos sobre mim (sobre todos nós, na verdade), e nos meus treinos passei a experimentar a salivação mais suave (mais aguada) e mais doce. Eu já tinha ouvido outras pessoas falarem sobre a “saliva doce”, mas até então não me fazia sentido.

Depois desse episódio eu também entendi com mais clareza a necessidade e a importância do Push Hands. Eu colocava sim a prática do Push Hands como algo importante, mas acho que eu apenas reproduzia o discurso do Professor, sem ter propriedade sobre esse fato. Agora eu posso dizer que tenho em mim um apontamento real para saber que na prática do Push Hands existe uma essência para permear os outros movimentos que aprendemos. Mesmo ainda sendo iniciante na prática, eu reconheço que ali está de fato uma questão essencial.

Saber (e sentir) que estamos todos regidos pelas mesmas forças nesse sistema é um conhecimento que começa a permear minha maneira de ver o mundo, 24 horas. É um conhecimento que me faz mais humilde, mais tolerante e também mais curiosa. (O que mais que sempre esteve aqui e eu nunca tive olhos para ver?) É como se a percepção do meu próprio mundo se ampliasse. Como se antes eu me relacionasse com um pequeno diâmetro em volta de mim, mas agora esse diâmetro se estende numa escala espacial e eu me vejo como uma pequena parte desse grande universo.

Um outro fato que me clareou bastante é a ideia da curva como uma chave sobre tudo que existe. A Natureza não tem linhas retas, as ondas (ou vibrações) mantém a continuidade pelo movimento circular. Nada reto perdura. Os planetas se alinham e giram em constância. Os acontecimentos também. E nosso treino constante nos traz cada vez mais para essa frequência que rege todo o universo. Agora a palavra “sincronia” que o Professor tanto fala, começa também a me fazer sentido.

Uma frase do Professor nesta semana ficou bastante presente para mim. Era algo como: “Nós só temos problemas porque temos esse corpo. E ele é então o meio para resolver os problemas”. Parece óbvio, mas isso clareou para mim a ideia que o Professor também trouxe de que a prática do Tai Chi é a união de todos os aspectos para prevenir questões como Alzheimer e Parkinson. Essa frase me mostrou que outras medidas podem ser apenas parciais, e que na prática do Tai Chi nós integramos todos os aspectos, e que só com essa integração podemos preencher todas as lacunas dos nossos problemas, que só nos afetam justamente porque temos esse corpo. Me veio a imagem de que nosso corpo é como “uma prova com consulta”. Temos questões para resolver, e as respostas estão aqui. Mas se não soubermos onde procurar ou como estudar, não poderemos ter sucesso na prova.

No dia a dia tenho percebido como é fácil entrar num movimento mecânico, desconectando do que é essencial. Sinto como se tivesse acordado um “vigilante” dentro de mim, que muitas vezes me puxa de volta para o que é essencial quando minha mente começa a se “seduzir” por coisas desnecessárias.

Hoje também começo a compreender por que o Professor tinha me dito que excesso de sonhos a noite não é um bom sinal. Agora percebo que essa atividade cerebral intensa é um desequilíbrio, e também que imaginação demais tende a me manter fora dessa realidade onde estamos.

Depois da última aula particular com o Professor, onde falamos muito sobre o 胯 “Kuá” o: 胯 “kuà” (região pélvica, quadris, virilha), minha sensação de enraizamento ficou mais presente, em todos os movimentos que pratiquei, inclusive na postura da árvore. Parece que abriu mais algum canal de comunicação entre a parte inferior e superior do meu corpo.

Muito obrigada, Professor Tsai, pelos ensinamentos tão valiosos…!

 

   Flavia Lucato, 1/12/2016

RELATO DOS TREINOS DE ENERGIA NA AULAS DE TAI CHI, CHI KUNG, MEDITAÇÃO TAOÍSTA E TAO TE CHING NO CENTRO TAOÍSTA

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Gostaria de compartilhar minha experiência na prática do tai chi. Desde o primeiro contato, senti uma sutileza e uma profundidade que não sabia ao certo explicar. Encontrei algo que me tocou e que me encantou pela simplicidade e suavidade. Esta se revela constantemente nos movimentos, os quais não geram dores ou desgaste. De forma muito suave e gradativa, nos conecta ao nosso eixo interior, à verdade e nos recarrega energeticamente. Aos poucos, minha base foi fortalecendo-se, a saúde ficou mais estável, o sono melhorou, o corpo naturalmente ficou mais hidratado e não há mais eventuais dores de cabeça. Noto a sedimentação das impurezas que carregava, elas estão descendo aos poucos, dando lugar a mais tranquilidade e equilíbrio.

Não tinha conhecimento deste treino de energia. A prática que o prof. Tsai nos ensina vai nos preparando para a conscientização de nossa energia interna e externa. Desta forma vamos aprendendo a lidar com ela, bem como à economiza-la, o que para mim foi muito importante, pois tendo a passar dos limites. Também presto mais atenção nos excessos e nas faltas no dia a dia.

Os benefícios do tai chi, chi kung , meditação taoista e os capítulos do Tao Te Ching, podem ser percebidos assim que se começa. É uma vantagem a prática em casa. A constância diária nos permite cuidar da nossa energia além de crescer um pouquinho a cada dia. Tenho constatado o quanto o abraço da árvore tem ajudado algumas pessoas ao meu redor.

A meditação é detalhadamente guiada pelo Professor e as dúvidas vão sumindo, dando lugar à segurança. Tudo é realizado devagar com suavidade e respeitando o ritmo individual. Difícil descrever a sua importância, pois só passando por este caminho para realmente compreender o seu significado. E este constatei ainda mais quando parei de escrever esse texto devido a uma gripe forte. Adiantei a sessão de acupuntura e pude perceber que o benefício foi imediato. Ajudou muito no desbloqueio energético e na diminuição dos sintomas. No dia seguinte tive uma experiência muito interessante na meditação. No dia em que nada esperava, um realinhamento aconteceu. É na verdadeira entrega que o vazio e o inesperado acontece. A clareza interna ganha nitidez, a verdade brota no coração e mergulha-se no berço dessa energia divina. A gratidão que sinto por essa dádiva é grande.

Os capítulos do Tao Te Ching ajudam não só no treino de energia, mas também se tornou para mim uma bússola nas vivências diárias. Suas palavras ressoam e me levam constantemente a uma reavaliação interna. É possível percebê-lo em Tudo. Nesse processo, a força do ego vai dissolvendo-se dando lugar ao Amor, ao simples, à aceitação, a humildade e ao profundo respeito e gratidão.

Enfim, o Tao é um caminho para o Amor e através deste nos enriquece sutilmente. Quando conectados nos lapidamos interiormente. Nem sempre percebemos a teia tênue e delicada, mas Ela se Manifesta mansamente em Tudo e Todos.

Tenho muito a aprender, mas fico feliz de estar nesse caminho e agradeço muito o Prof. Tsai por nos ensinar com tanto amor e dedicação essa linda missão e lição de vida !!!! Obrigada ao grupo por essa ligação energética na troca de crescimento e obrigada a Huang sempre atenta e delicada!

 

18/03/2016     Kátia Rodriguez Richieri

E-Mail:  katia@richieri.com.br

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 81 . Aula de Tai Chi – 05/03/2016

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Capítulo 81 – Sabedoria e desapego

 

A sabedoria e felicidade não vêm das circunstâncias externas mas, sim do seu eu interior.

O sábio não discute política e progresso técnico, porque já sabe que não representam a verdadeira cultura.

A nossa missão neste planeta não consiste em realizações de vitrine, e sim em auto-realização que nutre a alma de bem-estar e promove a arte de compartilhar com todas as pessoas ao nosso redor, cidades, estados, país e o palenta.

Quanto mais dividir e ajudar os outros, mais nos fortaleceremos, é a lei da ação e reação.

O acúmulo de bens materiais é uma pseudo-realização porque é temporária.

A riqueza pode até comprovar as conquistas de um homem mas, não pode jamais substituir a saúde porque é tão difícil para o sábio adquirir riquezas – como é difícil para o rico adquirir sabedoria!
Agradecimento:
Este humilde relato descreve um breve histórico cronológico do estudo do Tao Te Ching, obra de Lao Tsé – filósofo chinês cosmo-consciente que segundo a lenda, pode ter vivido 150 a 200 anos.

 

Esta coletânea foi produzida baseada em relatos dos alunos do Centro Taoista de Cultivo à Longevidade. Nenhum livro traduzido em qualquer parte do globo possui esta análise tão rica em detalhes! É um presente divino que recebemos que nutre a alma, a mente e o coração!

 

Chegamos ao final do livro de 81 capítulos em 05/03/2016.

 

Em todos esses anos, sem pedir nada em troca, Prof. Tsai compartilha a interpretação do Tao Te Ching nas aulas de sábado com os alunos.

 

Com carinho, sempre interpreta um capítulo por aula. A cada parágrado lido, Prof. Tsai chama a atenção do alunos para refletir e analisar os cenários da vida, das pessoas, da política, da natureza, do trabalho,  da família, da saúde, de tudo o que está à nossa volta.

 

Ficamos muito concentrados com suas palavras que em algumas vezes,  nem sempre são bonitas, mas são tão sinceras que nos fazem repensar e mudar (como um pai que sempre quer o bem dos filhos para que mantenham seu saldo energético em dia).

Mas as palavras são verdadeiras e nos enche de motivação para melhorarmos cada vez como pessoas!

 

A vibração da felicidade é contagiante. Nós que o assistimos, percebemos nitidamente que seus olhos brilham durante a leitura minuciosa de cada parágrafo!

Na maioria das aulas, manifesta que seu coração se enche de orgulho e de alegria por manter a obra de seu Mestre viva. É muita dedicação e devoção!

 

Ao final dos comentários Prof. Tsai convida gentilmente os alunos para contribuir com os seus relatos para que possam refletir e compreender a obra do Lao Tsé através dos treinos de energia ensinados.

 

A participação começou tímida, sempre 1 aluno era escolhido por capítulo.

 

Hoje são de 3 a 4 voluntários (com vontade de escrever!).

 

Todos escrevem cada vez melhor porquê escrevem junto com o coração. O conjunto de textos descreve com clareza, o estado de espírito de cada um. Cada capítulo é ímpar e possui a essência das palavras que tocam, porquê, contêm corpo e alma de cada um de nós.

 

O trabalho de mestre Liu Pai Lin mesmo após a sua passagem deste planeta, continua: Prof. Tsai perpetua seu trabalho e o dedica com muito afinco diariamente e sempre diz aos alunos para manter disciplina e constância.

A obra do Mestre e de seu dedicado discípulo Escolhido pode ser comparada com a figura de uma árvore majestosa de tronco largo, raízes firmes, fortes fincadas no chão, bela copa verde sustentada por galhos, que à cada estação do ano é renovada com flores e frutos.

 

A natureza é sábia e provê tudo para manter a árvore naturalmente saudável sem nenhum custo ou cobrança. Todos os recursos são naturais e não são comprados por dinheiro ou cartão de crédito!

 

Do interior do fruto, as sementes que podem ser germinadas para gerar novas mudas que, no futuro se tornarão árvores para perpetuar a espécie.

 

Assim será! Em 15/06/2013, quando foi apresentado o 1º capítulo, selamos o compromisso de nos reunir em 2025 para registrar os benefícios em 20 anos de prática de energia (Clube 20 anos de cultivo da saúde e Longevidade)!

https://centrotaoista.wordpress.com/2013/04/30/20-anos-de-cultivo-da-saude-e-longevidade/

Ao final da leitura do 81º Capítulo, todos perceberam que a fórmula da felicidade em todos os aspectos (pessoal, financeiro e político) está identificada em cada  parágrafo. Cada linha possui 8 ideogramas. O número 8 é muito especial – os chineses adoram, porquê representa a prosperidade, fartura, fortuna crescente e infinita. E não é que o 8 deitado representa o símbolo do Infinito?

 

É o mesmo número das instâncias da vida no Feng Shui – arte de harmonização: trabalho, espiritualidade, família, prosperidade, sucesso, relacionamento/casamento, filhos/sonhos e amigos. Mas os 8 Guás só têm validade quando o centro estiver firmado: saúde – que fecha os 9 Guás. De que adianta ter tudo se não tivermos saúde?

 

Nada acontece por acaso! O desejo do livro se concretizou. Fiquei responsável de reunir a turma para escrever o rascunho do prefácio. Eu escrevia e jogava fora, combinava uma data e horário e sempre um imprevisto mas, não foi à toa … só se concluiu com o final da leitura do 81º Capítulo! Interessante, né?

Daqui a pouco, novas sementes do TAO ministrarão os cursos de Tai Chi. Estamos multiplicando!

 

O nível de compreensão e clareza alcançaram a maturidade e permitiu todas estas bênçãos! Gratidão imensa e eterna ao Prof. Tsai Shien Jong!

Muita Luz, Saúde e Prosperidade em todos os dias de sua Vida!

 

12/03/2016   Marcela Kwong

E-Mail: marcela_kwong@uol.com.br

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Não Competir, Não Ser Ganancioso, Não Pensar só em Si e Pensar mais em Outros

-Palavras verdadeiras não são bonitas,
-Palavras bonitas não são confiáveis.

Palavras verdadeiras são palavras que contém sinceridade, que vem do coração, como quando o pai repreende o filho, para educá-lo, ou quando o Prof. dá o “puxão de orelha” no seu aluno que perdeu o sincronismo com a energia da Natureza.
É como a ação da não-ação, isto é, uma ação pensando em bem de outro, sem segundas intenções.
É o contrário das palavras bonitas ditas, por exemplo, por um vendedor que enfeita com belas palavras o seu produto mais do que é na realidade: não tem credibilidade.

-Aquele que realmente sabe, não vangloria de conhecer tudo,
-Aquele que fala que sabe tudo, certamente não conhece nada.

Aquele que realmente sabe é aquele que realmente domina um assunto. Para dominar qualquer conhecimento, a pessoa precisa dedicar-se ao seu estudo, aprofundando a percepção com relação a detalhes e segredos do assunto, que pode levar a vida toda, não sobrando tempo para aprofundar em diversos assuntos.
Quem fala que sabe tudo, conhece superficialmente sobre diversos assuntos, sem no entanto dominar realmente nenhum assunto.
Por isso, quem segue o caminho do Tao, para alcançar a realização espiritual, deve escolher um caminho e dedicar-se a ele com profundidade.

-Aquilo que parte do coração dos bondosos não precisa de discussão,
-Aquele que vive discutindo sempre, não tem coração bom

Quem tem coração bondoso é uma pessoa equilibrada, virtuosa, que faz constantemente reflexão e meditação para autoconhecimento, que conhece bem sobre algum assunto e tem confiança sobre o mesmo, e não tem necessidade de discutir para convencer o outro. Aceita a diversidade de opiniões. É aquele que já tem o ego dissolvido.
Aquele que vive discutindo, discute por que não tem confiança em si mesmo e na sua idéia, ou por intolerância à diversidade de opiniões.

-O Homem Santo não acumula.
-Quanto mais faz para as pessoas, mais tem,
-Quanto mais dá às pessoas, mais aumenta.

O Homem Santo evita o acúmulo de bens materiais, tais como, livros já lidos, sapatos e roupas que já não usam mais, dando para quem precisa, pois o Homem Santo não tem apego a coisas materiais. Esse ato contribui para o esvaziamento do coração das impurezas.
O Homem Santo, praticante do Tao, não pensa em si, sempre faz por outras pessoas, e por isso cada vez tem mais coisas, ele enriquece porque ele não pensa em si, ele pensa mais em outros, porisso cada vez que ele pensa, o retorno é cada vez maior.

-O Tao do Céu é para beneficiar e não para causar problemas.

O Prof. lembrou que a Natureza doou tudo para nós, sem cobrar nada de nós. Mas o homem interfere na Natureza, muda tudo, causando problemas para nós.

Portanto:
-O Tao do Homem Santo é agir e não disputar.

Porisso, o Homem Santo age sincronizado com a Natureza, apenas age e não disputa, faz ação da não-ação.

O Prof. Tsai ensinou-nos que:
-Tudo depende de uma única coisa: do coração. Se você não tiver coração, palavras bonitas, fachada, seja o que for, no final vai ser descoberto, mais cedo ou mais tarde.
-Na verdade o Tao é muito simples. Porisso quando viramos a última folha (daquele conto do macaco arteiro), no final não tem nada, é uma folha em branco. É você próprio. É o seu aprendizado durante o caminho que importa.
-Você tem que saber fazer a conexão, você se conecta, e começa a se tornar parte da Natureza.
-Hoje você segue o que aprende aqui do Professor, ele segue o que o seu mestre passou, e o que o seu mestre passou? O que o mestre dele passou. E de onde passou ? Do próprio Tao. É a mesma coisa. É uma coisa só. Apenas depende do seu próprio treino.
-O Professor disse que faz questão de que quando a pessoa treina, além de fazer o treino, nunca deve deixar de refletir dos seus próprios atos. Porque senão começa a usar o treino como se fosse aspirina, como se fosse calmante. Disse que vê muito disso. Pessoas que diz que melhorou muito, e depois simplesmente perde a conexão porque simplesmente voltou a fazer aquilo que tinha causado o problema.
-Finalmente, o Professor diz que, na busca do Tao, entender é fácil, mas o difícil é você sincronizar energeticamente e fazer transformação interna. Na hora que você começar a perceber que tudo faz sentido, e você comprovar com a própria melhoria, e começar a mudar tanto fisicamente, mentalmente e espiritualmente, você vai achar que esse mundo é um lugar maravilhoso. O Tao é assim.

09/03/2016   Kinjiro Sekiguchi

E-Mail: kinjiro2003@globo.com

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Não competir. Não ser ganancioso. Pensar no próximo

 

Neste último capítulo do Tao te Ching, Lao Tsé nos ensina sobre a simplicidade e humildade que devemos manter em nosso coração, se quisermos trilhar o verdadeiro caminho do sábio.

Ele nos ensina que as palavras verdadeiras nem sempre são as mais bonitas e que, por outro lado, as palavras bonitas nem sempre são verdadeiras.

Um exemplo interessante sobre isso, contado pelo próprio Prof. Tsai, ocorreu quando ele foi dar um presente a seu mestre (Liu Pai Lin) e este lhe deu uma grande bronca. Mas esta bronca foi porque no momento da entrega do presente o Mestre Pai Lin identificou alguma fraqueza energética no Professor (que na ocasião ainda era um aluno) e certamente ficou triste por isso, pois queria apenas seu bem.

O mestre Pai Lin poderia muito bem agradecer e utilizar-se de palavras bonitas naquele momento, mas por querer ajudar o Professor preferiu ser verdadeiro usando palavras mais ásperas.

O presente dado certamente pereceu com o tempo, mas o ensinamento ficará com o Professor Tsai pelo resto de sua vida. Então, o que teria valido mais a pena? Obviamente a verdade!

Prosseguindo com o capítulo, Lao Tsé ainda ensina que aquele que tem um coração bondoso não se prende nem se desgasta com discussões ou argumentações acaloradas, mas aquele que tem o coração impuro ou maldoso se prende em contendas e discussões.

Vemos isso claramente: por um lado os políticos no Brasil, que vivem se digladiando em infindáveis discussões que nunca levaram a nada. Já no outro lado da moeda, podemos ter como exemplo o Dalai Lama, que mesmo tendo sido expulso de seu país, jamais entrou em debates ou discussões acaloradas, preferindo sempre manter a argumentação com paz em seu coração.

E os resultados a longo prazo desses dois comportamentos distintos são evidentes.

Aquele que é realmente sábio jamais se vangloria, mas aquele que não tem conhecimento real tende a se vangloriar.

O sábio, justamente por ser sábio, não precisa receber recompensas por sua sabedoria. Ele já dominou seu ego e por isso não tem necessidade de alimentá-lo. O sábio não quer reconhecimento, pois ele, por si só, se basta.

Já o tolo vive buscando aparentar ser o que não é, pois ainda carece de reconhecimento para alimentar seu ego. Sendo assim, procura sempre se vangloriar e obter recompensas mesmo sem ter cultivados muitos méritos para isso.

O sábio não pensa mais em si. Ele procura fazer pelos outros cada vez mais. E exatamente pelo fato de não pensar mais em si e procurar o bem do próximo ele acaba recebendo bons retornos, mesmo sem jamais ter almejado.

Trata-se simplesmente de deixar as coisas fluírem na vida, de permitir que tudo aconteça ao seu redor sem querer interferir. Quando agimos assim o Tao automaticamente passa a nos sustentar sem que percebamos.

É como uma borboleta: se quisermos pegá-la, ela voa. Se a deixarmos solta, ela naturalmente pousa em nossas mãos.

Daí o precioso ensinamento: aquele que quanto mais dá, mais recebe.

O Tao Celestial apenas beneficia as pessoas e jamais lhes tira qualquer coisa ou lhes prejudica. Um bom exemplo disso está na própria natureza, que nos dá alimentação, abrigo, medicinas naturais e várias outras coisas sem nada nos cobrar.

Devemos, pois, seguir o Tao Celestial, oferecendo ao próximo sempre algo que possa lhes ajudar sem esperar retribuição.

Dessa forma nos tornaremos mais sábios, felizes, prósperos, saudáveis e teremos sempre nossos jardins floreados e frequentados pelos mais belos e evoluídos seres de luz.

Que todos sigamos o caminho do Tao e tenhamos entendimento para nos regozijar com a beleza e simplicidade da natureza.

Que possamos ajudar uns aos outros pensando apenas no bem de nossos semelhantes.

Que tenhamos saúde e paz em nossos corações.

Que recebamos o bem apenas por sabermos fazê-lo ao próximo, com desprendimento.

E que sejamos o caminho iluminado e pratiquemos o Tao do céu em cada momento de nossas vidas.

Em cada respiração. Em cada pensamento. A cada batida de nossos corações.

11/03/2016   Paulo Ricardo

E-Mail:  paulobonciani@hotmail.com

http://www.centrotaoista.com.br