Comentários feitos pelo professor Tsai sobre os 10 princípios básicos do Tai Chi Chuan

Comentários do professor Tsai, do Centro Taoísta de Cultivo da Longevidade, sobre “Os 10 Princípios Básicos (The 10 Basic Principles)”. Aula ministrada em 20 de agosto de 2016.

taichi
Tai chi é uma arte sofisticada com muitos estilos e formas diferentes. Apesar das muitas variações de tai chi, o seu poder imenso para melhorar a saúde e energia interior deriva de um conjunto de princípios essenciais. Apresento aqui os mais importantes, os 10 princípios básicos ditados pelo Mestre Yang Cheng-fu, descritos aqui de forma simples e fácil de entender. Tendo-os em mente enquanto você aprender e praticar, você vai ser capaz de praticar um tai chi mais eficaz desde o início.

Comentário:

Professor Tsai elogiou a iniciativa do artigo e enxerga muito valor nessa “codificação” dos princípios básicos em 10 princípios básicos. Mas, alerta para alguns erros de tradução e interpretação. Os alunos, por sua vez, elogiaram as ilustrações – que trazem uma melhor compreensão do texto.

cabeca

1 – 虛靈頂勁: Suspender a cabeça com leveza e sensibilidade: fique ereto e mantenha a cabeça e o pescoço naturalmente eretos com a mente concentrada no topo da cabeça, assim, o espírito (Shen) chegará bem alto. Não se deve usar de força. Se a força é usada, a parte de trás do pescoço ficará rígida, e o sangue e o Chi não serão capazes de circular. Deve haver um sentimento de naturalidade e leve sensibilidade. Sem essa energia sensível no topo da cabeça, o espírito não poderá elevar-se.

Comentário:

Aqui temos as instruções passadas durante o “abraço de árvore”, ou seja, o fio imaginário que puxa o topo da cabeça, lembrando de recolher o queixo. Alongar as costas e “segurar o peito” ao mesmo tempo que se mantém uma leve soltura.

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2 – 含胸拔背:Afundar o peito e alongar as costas: mantenha o peito ligeiramente para dentro o que o capacita a afundar ou submergir a respiração no Tan Tien (baixo ventre). Não deixe o peito para fora (protuberante), pois isto vai fazer com que a respiração torne-se difícil e o topo da cabeça pesado. Isso tende a causar uma instabilidade nas solas dos pés. “Alongando as costas” significa que o Chi permanece nas costas. Se se é capaz de afundar o peito, as costas subirão naturalmente. Se se é capaz de elevar as costas, então a força sairá das costas e se pode vencer qualquer adversário.

Comentário:

Em nenhum momento do nosso treino de energia nos preocupamos com a respiração. Esta, na verdade, é resultado da postura correta no treino de energia. A conexão é muito importante e mantê-la é essencial para que o treino não seja apenas uma coreografia.

3 – 松腰: Relaxar a cintura: A cintura é o controle do corpo. Se a cintura está relaxada, os pés terão força e nossa base estará firme. Todos os movimentos dependem da ação da cintura. Os movimentos desajeitados no Tai Chi Chuan surgem de ações erradas da cintura. Todas as trocas entre cheio e vazio vêm da rotação da cintura. Portanto, diz-se que a cintura é a área mais vital. Se nós perdermos força, devemos procurar a causa na cintura.

Comentário:

Em todas as aulas e treinamento falamos sobre a importância de soltura; de deixar a cintura mais solta para tornar o movimento redondo. É essa forma correta da cintura que permitirá que o próximo passo – o cheio e o vazio – sejam alcançados.

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4 –分虛實:  Distinguir entre o cheio e o vazio: é de suma importância no Tai Chi Chuan distinguirmos entre “Xu” vazio e “Shi” cheio. Se o peso do corpo está na perna direita, então a perna direita está cheia e a esquerda está vazia, e vice versa. Quando conseguimos separar o cheio do vazio, giramos o corpo levemente sem usar força. Se não conseguimos separar, o passo é pesado, rígido e vagaroso, e a posição não é firme, a postura torna-se instável e desfavorável ao equilíbrio.

Comentário:

Dividir o cheio e o vazio, alternando-os durante a movimentação. Esse cuidado é que vai garantir uma postura confortável e relaxada, que resultará na alternância e circulação de energia.
5 – 沉肩墜肘: Relaxar os ombros e soltar os cotovelos: devemos manter os ombros na posição natural e relaxados. Se elevamos os ombros, o chi vai subir com eles e todo o corpo vai ficar sem força. “Baixar os cotovelos” significa que os cotovelos relaxam e pendem para baixo. Se os cotovelos estão altos, os ombros não podem afundar e não podemos mover nosso corpo de forma suave. Então, não seremos capazes de empurrar nossos adversários muito longe, e estaremos cometendo o erro de quebrar a energia.

Comentário:

Na análise do professor Tsai, no item 5 há incorreções. Ao afundar os ombros, o antebraço naturalmente vai descer. É importante, também, não confundir esse relaxamento em uma postura “mole”, sem vida. É necessário manter um vigor que não deve ser associado à tensão ou rigidez.

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6 – 用意不用力: Usar a mente e não a força muscular: Na prática do Tai Chi Chuan todo o corpo está

relaxado. Se nós podemos eliminar mesmo a mais leve das inabilidades que criam obstáculos nos tendões, ossos e vasos sanguíneos, e que restringem a nossa liberdade, nossos movimentos serão leves, ágeis circulares e espontâneos. É extraordinário como nós podemos ser fortes sem usar a força. Os meridianos do corpo são como canais de água na terra. Quando os canais estão abertos a água flui livremente, quando os meridianos estão abertos o Chi passa por eles. Se a rigidez bloqueia os meridianos, o Chi e o sangue serão obstruídos e nossos movimentos não serão ágeis, então se até um cabelo é puxado, todo o corpo será abalado. Se, por outro lado, nós não usamos a força mas a mente, onde quer que a mente vá o Chi seguirá. Dessa forma se o Chi flui sem obstrução diariamente, penetrando todas as passagens no corpo inteiro sem interrupção, então depois de um longo tempo de prática teremos adquirido um poder interno verdadeiro. Isso, então é o que no “Tratado do Tai Chi Chuan” significa -“somente da mais elevada suavidade vem a dureza.” Os braços dos que dominaram o Tai Chi Chuan são como ferro oculto no algodão, e são extremamente fortes. Isto é o que os expertos em Tai Chi Chuan chamam de: “Flexível na aparência, mas poderoso na essência”.

Comentário:

Na análise do professor Tsai, falta dizer que é importante usar a intenção – não usar a força. Chama a atenção para o uso do olhar durante todo o processo, todo o movimento. O olhar suave acompanha toda a alternância de movimentos das mãos.

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7 –上下相隨:  Interligar os movimentos da parte superior e o inferior do corpo: A união ente o baixo e o alto do corpo é o que no “Tratado do Tai Chi Chuan” significa – “ a raiz está nos pés, é dirigida através das pernas, controlada pela cintura, e expressada nas mãos.” Dos pés para as pernas, para a cintura, deve haver um circuito contínuo de Chi. Quando as mãos, cintura e pés movem-se, o espírito (shen) dos olhos movem-se em uníssono. Isso pode ser chamado de “união entre o baixo e o alto do corpo.” Se apenas uma parte não está sincronizada, haverá confusão. Se alguma parte para de mover-se, então os movimentos serão desconectados e cairão em desordem.

Comentário:

Céu e terra se unem. Essa é uma analogia para o movimento sincronizado. Não devemos esquecer que os pés devem “agarrar” o chão, um movimento natural e instintivo. Assim formando o corpo como um uno, chamado 整勁 ( energia dinâmica integrada).

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8 – 內外相合: Harmonia entre o interno e o externo: praticando o Tai Chi Chuan o foco está na mente e na consciência. Assim dizem: “O Espírito (Consciência) é o comandante e o corpo é o subordinado”. Se podemos elevar o Espírito com a mente tranquila, então os movimentos serão naturalmente suaves e graciosos. As posturas não vão além do cheio e vazio, abrindo e fechando. Aquilo que é chamado abrir, significa que não apenas as mãos e os pés estão abertos, mas a mente também está aberta. O que queremos dizer com fechando, também não está limitado às mãos ou pés, mas também devemos ter a ideia de fechamento da mente. Quando o interno e o externo estão unificados como um Chi, não há interrupção em qualquer parte. Quando pudermos fazer com que o de dentro e o de fora se tornem um, a coordenação será completa e a perfeição será atingida.

Comentário:

Dentro e fora devem estar unidos; integrados ao movimento. Os movimentos externos do Tai Chi se comunicam com os orgãos e as vísceras internas através dos meridianos energéticos.

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9 – 相連不斷: Mover-se com continuidade, sem rupturas: No Tai Chi Chuan nós usamos a mente e não a força. Do início ao fim não há interrupção. Tudo é completo e contínuo, circular e infinito. Isso é o que os Clássicos se referem como – “como um grande rio correndo sem fim”, ou “movendo a energia como enrolando a seda de um casulo.” Tudo isso expressa a ideia de unidade como o Chi.

Comentário:

É muito importante que não haja quebra do movimento; que seja sem parar, sem interrupções. Redondo. O Tai Chi representa o movimento contínuo.

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10 – 動中求靜: Buscar a quietude dentro do movimento: no Tai Chi Chuan o movimento é
combinado com a tranquilidade e enquanto se executa os movimentos se mantém a tranquilidade da mente. Na prática da “Forma”, quanto mais lento o movimento, melhores resultados são conseguidos. Isto acontece porque quando os movimentos são lentos, pode-se respirar profundamente e submergir o Chi no Tan Tien (baixo ventre) e isso evita os efeitos nocivos da pulsação elevada, o que produz um efeito suavizante no corpo e na mente. Aprendizes de Tai Chi Chuan irão conseguir uma melhor compreensão de tudo isto, através de estudo cuidadoso e prática persistente.

Comentário:

Ao longo da prática, manter o eixo. Isso significa que mantemos a serenidade do movimento, alcançando a tranquilidade, mesmo em movimento.

 

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http://centrotaoista.com.br/cursos/curso-de-tai-chi-chuan-chi-kung-e-meditacao-taoista

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RELATO DOS TREINOS DE ENERGIA NA AULAS DE TAI CHI, CHI KUNG, MEDITAÇÃO TAOÍSTA E TAO TE CHING NO CENTRO TAOÍSTA

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Gostaria de compartilhar minha experiência na prática do tai chi. Desde o primeiro contato, senti uma sutileza e uma profundidade que não sabia ao certo explicar. Encontrei algo que me tocou e que me encantou pela simplicidade e suavidade. Esta se revela constantemente nos movimentos, os quais não geram dores ou desgaste. De forma muito suave e gradativa, nos conecta ao nosso eixo interior, à verdade e nos recarrega energeticamente. Aos poucos, minha base foi fortalecendo-se, a saúde ficou mais estável, o sono melhorou, o corpo naturalmente ficou mais hidratado e não há mais eventuais dores de cabeça. Noto a sedimentação das impurezas que carregava, elas estão descendo aos poucos, dando lugar a mais tranquilidade e equilíbrio.

Não tinha conhecimento deste treino de energia. A prática que o prof. Tsai nos ensina vai nos preparando para a conscientização de nossa energia interna e externa. Desta forma vamos aprendendo a lidar com ela, bem como à economiza-la, o que para mim foi muito importante, pois tendo a passar dos limites. Também presto mais atenção nos excessos e nas faltas no dia a dia.

Os benefícios do tai chi, chi kung , meditação taoista e os capítulos do Tao Te Ching, podem ser percebidos assim que se começa. É uma vantagem a prática em casa. A constância diária nos permite cuidar da nossa energia além de crescer um pouquinho a cada dia. Tenho constatado o quanto o abraço da árvore tem ajudado algumas pessoas ao meu redor.

A meditação é detalhadamente guiada pelo Professor e as dúvidas vão sumindo, dando lugar à segurança. Tudo é realizado devagar com suavidade e respeitando o ritmo individual. Difícil descrever a sua importância, pois só passando por este caminho para realmente compreender o seu significado. E este constatei ainda mais quando parei de escrever esse texto devido a uma gripe forte. Adiantei a sessão de acupuntura e pude perceber que o benefício foi imediato. Ajudou muito no desbloqueio energético e na diminuição dos sintomas. No dia seguinte tive uma experiência muito interessante na meditação. No dia em que nada esperava, um realinhamento aconteceu. É na verdadeira entrega que o vazio e o inesperado acontece. A clareza interna ganha nitidez, a verdade brota no coração e mergulha-se no berço dessa energia divina. A gratidão que sinto por essa dádiva é grande.

Os capítulos do Tao Te Ching ajudam não só no treino de energia, mas também se tornou para mim uma bússola nas vivências diárias. Suas palavras ressoam e me levam constantemente a uma reavaliação interna. É possível percebê-lo em Tudo. Nesse processo, a força do ego vai dissolvendo-se dando lugar ao Amor, ao simples, à aceitação, a humildade e ao profundo respeito e gratidão.

Enfim, o Tao é um caminho para o Amor e através deste nos enriquece sutilmente. Quando conectados nos lapidamos interiormente. Nem sempre percebemos a teia tênue e delicada, mas Ela se Manifesta mansamente em Tudo e Todos.

Tenho muito a aprender, mas fico feliz de estar nesse caminho e agradeço muito o Prof. Tsai por nos ensinar com tanto amor e dedicação essa linda missão e lição de vida !!!! Obrigada ao grupo por essa ligação energética na troca de crescimento e obrigada a Huang sempre atenta e delicada!

 

18/03/2016     Kátia Rodriguez Richieri

E-Mail:  katia@richieri.com.br

http://www.centrotaoista.com.br

Relato do Tao Te Ching . Capítulo 81 . Aula de Tai Chi – 05/03/2016

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Capítulo 81 – Sabedoria e desapego

 

A sabedoria e felicidade não vêm das circunstâncias externas mas, sim do seu eu interior.

O sábio não discute política e progresso técnico, porque já sabe que não representam a verdadeira cultura.

A nossa missão neste planeta não consiste em realizações de vitrine, e sim em auto-realização que nutre a alma de bem-estar e promove a arte de compartilhar com todas as pessoas ao nosso redor, cidades, estados, país e o palenta.

Quanto mais dividir e ajudar os outros, mais nos fortaleceremos, é a lei da ação e reação.

O acúmulo de bens materiais é uma pseudo-realização porque é temporária.

A riqueza pode até comprovar as conquistas de um homem mas, não pode jamais substituir a saúde porque é tão difícil para o sábio adquirir riquezas – como é difícil para o rico adquirir sabedoria!
Agradecimento:
Este humilde relato descreve um breve histórico cronológico do estudo do Tao Te Ching, obra de Lao Tsé – filósofo chinês cosmo-consciente que segundo a lenda, pode ter vivido 150 a 200 anos.

 

Esta coletânea foi produzida baseada em relatos dos alunos do Centro Taoista de Cultivo à Longevidade. Nenhum livro traduzido em qualquer parte do globo possui esta análise tão rica em detalhes! É um presente divino que recebemos que nutre a alma, a mente e o coração!

 

Chegamos ao final do livro de 81 capítulos em 05/03/2016.

 

Em todos esses anos, sem pedir nada em troca, Prof. Tsai compartilha a interpretação do Tao Te Ching nas aulas de sábado com os alunos.

 

Com carinho, sempre interpreta um capítulo por aula. A cada parágrado lido, Prof. Tsai chama a atenção do alunos para refletir e analisar os cenários da vida, das pessoas, da política, da natureza, do trabalho,  da família, da saúde, de tudo o que está à nossa volta.

 

Ficamos muito concentrados com suas palavras que em algumas vezes,  nem sempre são bonitas, mas são tão sinceras que nos fazem repensar e mudar (como um pai que sempre quer o bem dos filhos para que mantenham seu saldo energético em dia).

Mas as palavras são verdadeiras e nos enche de motivação para melhorarmos cada vez como pessoas!

 

A vibração da felicidade é contagiante. Nós que o assistimos, percebemos nitidamente que seus olhos brilham durante a leitura minuciosa de cada parágrafo!

Na maioria das aulas, manifesta que seu coração se enche de orgulho e de alegria por manter a obra de seu Mestre viva. É muita dedicação e devoção!

 

Ao final dos comentários Prof. Tsai convida gentilmente os alunos para contribuir com os seus relatos para que possam refletir e compreender a obra do Lao Tsé através dos treinos de energia ensinados.

 

A participação começou tímida, sempre 1 aluno era escolhido por capítulo.

 

Hoje são de 3 a 4 voluntários (com vontade de escrever!).

 

Todos escrevem cada vez melhor porquê escrevem junto com o coração. O conjunto de textos descreve com clareza, o estado de espírito de cada um. Cada capítulo é ímpar e possui a essência das palavras que tocam, porquê, contêm corpo e alma de cada um de nós.

 

O trabalho de mestre Liu Pai Lin mesmo após a sua passagem deste planeta, continua: Prof. Tsai perpetua seu trabalho e o dedica com muito afinco diariamente e sempre diz aos alunos para manter disciplina e constância.

A obra do Mestre e de seu dedicado discípulo Escolhido pode ser comparada com a figura de uma árvore majestosa de tronco largo, raízes firmes, fortes fincadas no chão, bela copa verde sustentada por galhos, que à cada estação do ano é renovada com flores e frutos.

 

A natureza é sábia e provê tudo para manter a árvore naturalmente saudável sem nenhum custo ou cobrança. Todos os recursos são naturais e não são comprados por dinheiro ou cartão de crédito!

 

Do interior do fruto, as sementes que podem ser germinadas para gerar novas mudas que, no futuro se tornarão árvores para perpetuar a espécie.

 

Assim será! Em 15/06/2013, quando foi apresentado o 1º capítulo, selamos o compromisso de nos reunir em 2025 para registrar os benefícios em 20 anos de prática de energia (Clube 20 anos de cultivo da saúde e Longevidade)!

https://centrotaoista.wordpress.com/2013/04/30/20-anos-de-cultivo-da-saude-e-longevidade/

Ao final da leitura do 81º Capítulo, todos perceberam que a fórmula da felicidade em todos os aspectos (pessoal, financeiro e político) está identificada em cada  parágrafo. Cada linha possui 8 ideogramas. O número 8 é muito especial – os chineses adoram, porquê representa a prosperidade, fartura, fortuna crescente e infinita. E não é que o 8 deitado representa o símbolo do Infinito?

 

É o mesmo número das instâncias da vida no Feng Shui – arte de harmonização: trabalho, espiritualidade, família, prosperidade, sucesso, relacionamento/casamento, filhos/sonhos e amigos. Mas os 8 Guás só têm validade quando o centro estiver firmado: saúde – que fecha os 9 Guás. De que adianta ter tudo se não tivermos saúde?

 

Nada acontece por acaso! O desejo do livro se concretizou. Fiquei responsável de reunir a turma para escrever o rascunho do prefácio. Eu escrevia e jogava fora, combinava uma data e horário e sempre um imprevisto mas, não foi à toa … só se concluiu com o final da leitura do 81º Capítulo! Interessante, né?

Daqui a pouco, novas sementes do TAO ministrarão os cursos de Tai Chi. Estamos multiplicando!

 

O nível de compreensão e clareza alcançaram a maturidade e permitiu todas estas bênçãos! Gratidão imensa e eterna ao Prof. Tsai Shien Jong!

Muita Luz, Saúde e Prosperidade em todos os dias de sua Vida!

 

12/03/2016   Marcela Kwong

E-Mail: marcela_kwong@uol.com.br

http://www.centrotaoista.com.br

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Não Competir, Não Ser Ganancioso, Não Pensar só em Si e Pensar mais em Outros

-Palavras verdadeiras não são bonitas,
-Palavras bonitas não são confiáveis.

Palavras verdadeiras são palavras que contém sinceridade, que vem do coração, como quando o pai repreende o filho, para educá-lo, ou quando o Prof. dá o “puxão de orelha” no seu aluno que perdeu o sincronismo com a energia da Natureza.
É como a ação da não-ação, isto é, uma ação pensando em bem de outro, sem segundas intenções.
É o contrário das palavras bonitas ditas, por exemplo, por um vendedor que enfeita com belas palavras o seu produto mais do que é na realidade: não tem credibilidade.

-Aquele que realmente sabe, não vangloria de conhecer tudo,
-Aquele que fala que sabe tudo, certamente não conhece nada.

Aquele que realmente sabe é aquele que realmente domina um assunto. Para dominar qualquer conhecimento, a pessoa precisa dedicar-se ao seu estudo, aprofundando a percepção com relação a detalhes e segredos do assunto, que pode levar a vida toda, não sobrando tempo para aprofundar em diversos assuntos.
Quem fala que sabe tudo, conhece superficialmente sobre diversos assuntos, sem no entanto dominar realmente nenhum assunto.
Por isso, quem segue o caminho do Tao, para alcançar a realização espiritual, deve escolher um caminho e dedicar-se a ele com profundidade.

-Aquilo que parte do coração dos bondosos não precisa de discussão,
-Aquele que vive discutindo sempre, não tem coração bom

Quem tem coração bondoso é uma pessoa equilibrada, virtuosa, que faz constantemente reflexão e meditação para autoconhecimento, que conhece bem sobre algum assunto e tem confiança sobre o mesmo, e não tem necessidade de discutir para convencer o outro. Aceita a diversidade de opiniões. É aquele que já tem o ego dissolvido.
Aquele que vive discutindo, discute por que não tem confiança em si mesmo e na sua idéia, ou por intolerância à diversidade de opiniões.

-O Homem Santo não acumula.
-Quanto mais faz para as pessoas, mais tem,
-Quanto mais dá às pessoas, mais aumenta.

O Homem Santo evita o acúmulo de bens materiais, tais como, livros já lidos, sapatos e roupas que já não usam mais, dando para quem precisa, pois o Homem Santo não tem apego a coisas materiais. Esse ato contribui para o esvaziamento do coração das impurezas.
O Homem Santo, praticante do Tao, não pensa em si, sempre faz por outras pessoas, e por isso cada vez tem mais coisas, ele enriquece porque ele não pensa em si, ele pensa mais em outros, porisso cada vez que ele pensa, o retorno é cada vez maior.

-O Tao do Céu é para beneficiar e não para causar problemas.

O Prof. lembrou que a Natureza doou tudo para nós, sem cobrar nada de nós. Mas o homem interfere na Natureza, muda tudo, causando problemas para nós.

Portanto:
-O Tao do Homem Santo é agir e não disputar.

Porisso, o Homem Santo age sincronizado com a Natureza, apenas age e não disputa, faz ação da não-ação.

O Prof. Tsai ensinou-nos que:
-Tudo depende de uma única coisa: do coração. Se você não tiver coração, palavras bonitas, fachada, seja o que for, no final vai ser descoberto, mais cedo ou mais tarde.
-Na verdade o Tao é muito simples. Porisso quando viramos a última folha (daquele conto do macaco arteiro), no final não tem nada, é uma folha em branco. É você próprio. É o seu aprendizado durante o caminho que importa.
-Você tem que saber fazer a conexão, você se conecta, e começa a se tornar parte da Natureza.
-Hoje você segue o que aprende aqui do Professor, ele segue o que o seu mestre passou, e o que o seu mestre passou? O que o mestre dele passou. E de onde passou ? Do próprio Tao. É a mesma coisa. É uma coisa só. Apenas depende do seu próprio treino.
-O Professor disse que faz questão de que quando a pessoa treina, além de fazer o treino, nunca deve deixar de refletir dos seus próprios atos. Porque senão começa a usar o treino como se fosse aspirina, como se fosse calmante. Disse que vê muito disso. Pessoas que diz que melhorou muito, e depois simplesmente perde a conexão porque simplesmente voltou a fazer aquilo que tinha causado o problema.
-Finalmente, o Professor diz que, na busca do Tao, entender é fácil, mas o difícil é você sincronizar energeticamente e fazer transformação interna. Na hora que você começar a perceber que tudo faz sentido, e você comprovar com a própria melhoria, e começar a mudar tanto fisicamente, mentalmente e espiritualmente, você vai achar que esse mundo é um lugar maravilhoso. O Tao é assim.

09/03/2016   Kinjiro Sekiguchi

E-Mail: kinjiro2003@globo.com

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Não competir. Não ser ganancioso. Pensar no próximo

 

Neste último capítulo do Tao te Ching, Lao Tsé nos ensina sobre a simplicidade e humildade que devemos manter em nosso coração, se quisermos trilhar o verdadeiro caminho do sábio.

Ele nos ensina que as palavras verdadeiras nem sempre são as mais bonitas e que, por outro lado, as palavras bonitas nem sempre são verdadeiras.

Um exemplo interessante sobre isso, contado pelo próprio Prof. Tsai, ocorreu quando ele foi dar um presente a seu mestre (Liu Pai Lin) e este lhe deu uma grande bronca. Mas esta bronca foi porque no momento da entrega do presente o Mestre Pai Lin identificou alguma fraqueza energética no Professor (que na ocasião ainda era um aluno) e certamente ficou triste por isso, pois queria apenas seu bem.

O mestre Pai Lin poderia muito bem agradecer e utilizar-se de palavras bonitas naquele momento, mas por querer ajudar o Professor preferiu ser verdadeiro usando palavras mais ásperas.

O presente dado certamente pereceu com o tempo, mas o ensinamento ficará com o Professor Tsai pelo resto de sua vida. Então, o que teria valido mais a pena? Obviamente a verdade!

Prosseguindo com o capítulo, Lao Tsé ainda ensina que aquele que tem um coração bondoso não se prende nem se desgasta com discussões ou argumentações acaloradas, mas aquele que tem o coração impuro ou maldoso se prende em contendas e discussões.

Vemos isso claramente: por um lado os políticos no Brasil, que vivem se digladiando em infindáveis discussões que nunca levaram a nada. Já no outro lado da moeda, podemos ter como exemplo o Dalai Lama, que mesmo tendo sido expulso de seu país, jamais entrou em debates ou discussões acaloradas, preferindo sempre manter a argumentação com paz em seu coração.

E os resultados a longo prazo desses dois comportamentos distintos são evidentes.

Aquele que é realmente sábio jamais se vangloria, mas aquele que não tem conhecimento real tende a se vangloriar.

O sábio, justamente por ser sábio, não precisa receber recompensas por sua sabedoria. Ele já dominou seu ego e por isso não tem necessidade de alimentá-lo. O sábio não quer reconhecimento, pois ele, por si só, se basta.

Já o tolo vive buscando aparentar ser o que não é, pois ainda carece de reconhecimento para alimentar seu ego. Sendo assim, procura sempre se vangloriar e obter recompensas mesmo sem ter cultivados muitos méritos para isso.

O sábio não pensa mais em si. Ele procura fazer pelos outros cada vez mais. E exatamente pelo fato de não pensar mais em si e procurar o bem do próximo ele acaba recebendo bons retornos, mesmo sem jamais ter almejado.

Trata-se simplesmente de deixar as coisas fluírem na vida, de permitir que tudo aconteça ao seu redor sem querer interferir. Quando agimos assim o Tao automaticamente passa a nos sustentar sem que percebamos.

É como uma borboleta: se quisermos pegá-la, ela voa. Se a deixarmos solta, ela naturalmente pousa em nossas mãos.

Daí o precioso ensinamento: aquele que quanto mais dá, mais recebe.

O Tao Celestial apenas beneficia as pessoas e jamais lhes tira qualquer coisa ou lhes prejudica. Um bom exemplo disso está na própria natureza, que nos dá alimentação, abrigo, medicinas naturais e várias outras coisas sem nada nos cobrar.

Devemos, pois, seguir o Tao Celestial, oferecendo ao próximo sempre algo que possa lhes ajudar sem esperar retribuição.

Dessa forma nos tornaremos mais sábios, felizes, prósperos, saudáveis e teremos sempre nossos jardins floreados e frequentados pelos mais belos e evoluídos seres de luz.

Que todos sigamos o caminho do Tao e tenhamos entendimento para nos regozijar com a beleza e simplicidade da natureza.

Que possamos ajudar uns aos outros pensando apenas no bem de nossos semelhantes.

Que tenhamos saúde e paz em nossos corações.

Que recebamos o bem apenas por sabermos fazê-lo ao próximo, com desprendimento.

E que sejamos o caminho iluminado e pratiquemos o Tao do céu em cada momento de nossas vidas.

Em cada respiração. Em cada pensamento. A cada batida de nossos corações.

11/03/2016   Paulo Ricardo

E-Mail:  paulobonciani@hotmail.com

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Prof. Tsai explicando os 81 capítulos do Tao Te Ching em quase 3 anos…

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Hoje os alunos ofereceram flores, frutas e um album que contêm agradecimentos por escritos de todos alunos ao Prof. Tsai. Durante quase 3 anos explicando a obra Tao Te Ching do Lao Tsé semanalmente… que terminou hoje o último capítulo 81.

Segue-se o link das fotos:

https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.1266203670075732&type=1

 

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 80 . Aula de Tai Chi – 27/02/2016

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Em um povoado, Estado ou qualquer espécie de agrupamento humano, as pessoas, com o passar das gerações, desenvolvem ferramentas, utensílios e aparelhos sofisticados destinados a abreviar suas atividades diárias. Estas ferramentas executam com mais rapidez e eficiência estas tarefas que em outros tempos eram feitas manualmente e demandavam mais tempo.

 

Lao Tsé, no entanto, nos ensina que nem sempre estas ferramentas propiciam as facilidades que nos são adequadas ou que estejam de acordo com o Tao. Estas supostas “facilidades” somente existem em decorrência do que chamamos atualmente de capitalismo, onde tudo o que se faz deve ser mais rápido e em maior quantidade do que o feito ontem, objetivando sempre  aumentarem os lucros.

 

Ele ainda observa que na antiguidade nossos antepassados viviam tranquilamente, sem muita pressa e não dependiam das tantas facilidades e tecnologias atuais.

 

O ser humano está se tornando cada vez mais tenso, ansioso, imediatista, belicoso e por isso está trocando seus preciosos momentos de paz e conexão para ocupar-se ao máximo em acumular bens materiais. Dessa forma, está cada vez mais distante de suas raízes (o Tao), substituindo seu ambiente natural por um mundo artificial e ilusório, buscando encontrar no exterior coisas que supostamente preencheriam seu vazio interior.

 

O ser humano desaprendeu que a real felicidade está nas coisas simples, no que é tranquilo e calmo, no que é fácil e não necessita tanta rapidez ou soluções mirabolantes. Ele se esqueceu de que seu corpo tem um “timing” próprio, natural e forjado por milhares e milhares de anos de evolução, desde que surgiu neste pequeno ponto azul mergulhado na imensidão do Universo. O ser humano insiste em esquecer-se das premissas básicas de sua fisiologia, tentando sem sucesso adaptar-se e uma realidade que não lhe corresponde.

 

Não percebeu ainda que seu atual estilo de vida é muito recente em comparação a todos os anos que tem habitado este planeta e que seu corpo ainda não está adaptado energeticamente a todas essas loucuras e urgências atuais. Sua configuração energética é praticamente a mesma do homem das cavernas, que vivia numa época muito menos turbulenta e de menos atribuições, embora estivesse em constante busca por comida e abrigo. Mas a diferença é que ele obedecia unicamente a seus instintos naturais de tempo e esforço, mantendo-se muito mais conectado à natureza em comparação ao homem moderno.

 

O Profesor Tsai, a exemplo disso, nos lembra que antigamente o ser humano dispendia muito tempo para percorrer grandes distâncias (de um país a outro, por exemplo) e que, ao longo do caminho, gradualmente ia se adaptando às mudanças climáticas e de fuso horário dos locais por onde passava. Dessa forma quase não sentia o choque das grandes diferenças de clima, tempo e fuso horário de um lugar a outro.

 

E foi dessa forma que nosso organismo foi configurado.

 

No entanto, hoje as pessoas podem viajar através de distâncias incrivelmente maiores e em muitíssimo menos tempo. Mas isso obviamente faz com que sintam muito mais o choque climático e de fuso horário, que na maioria das vezes causa mal estar, cansaço e demanda dias até a adaptação completa.

 

E esta é apenas um pequena demonstração de que a forma como levamos nossa vida está em desacordo com o Tao de nossa energia. As urgências criadas pelo capitalismo não nos permitem que vivamos de acordo com nossa natureza e ritmo biológico. Estamos tentando adaptar nossa configuração energética e fisiologia próprias ao mundo artificial que estamos criando, quando deveríamos seguir um estilo de vida condizente com nossa natureza.

 

Não percebemos que essa loucura que estamos criando está gerando desgaste energético, doenças, ansiedade e tensão. Em razão disso as nações estão se tornando gananciosas a ponto de quererem invadir sa outras, roubar suas riquezas e dominar seu território.

 

Esse comportamento está fazendo com que infelizmente percamos um pouquinho de nossa humanidade a cada dia, está propiciando a eclosão de guerras e cada vez mais conflitos, está gerando desarmonia, doenças e fome, quando o que deveria ocorrer seria exatamente o contrário.

 

Portanto, podemos facilmente concluir, diante dessas observações, que seria melhor para a humanidade e pro planeta em si que o ser humano colocasse “os pés no freio”, soubesse imprimir menos urgência nas coisas e fosse menos ganancioso. Então ele veria que a maioria das ferramentas, instrumentos e dispositivos criados por ele seriam totalmente dispensáveis à sua felicidade.

 

O ser humano ainda não se deu conta de que não precisa de muitas coisas e artificialidades para ser feliz, mas há tempos já perdeu sua conexão com a natureza e está buscando exteriormente algo que preencha seu interior. Muitos já não conseguem mais vislumbrar uma vida feliz e plena sem a tecnologia exacerbada, que faz seus carros de ultima geração, seus smartphones e seus computadores.

 

E veja que Lao Tsé já advertia sobre esseperigo há mais de dois mil anos, portanto, essa inquietude do ser humano já existe há muito tempo e, a cada ano que se passa, a situação se agrava. Vejam por exemplo os casos de depressão, hipertensão e câncer que aumentam a cada década. Isso comprova o quanto estamos nos distanciando de nossa origem com o passar dos tempos e o quanto isso nos está causando enfermidades físicas e psíquicas.

 

Portanto, o sábio não se deixa levar pela ganância e evita desgaste energéticos desnecessários.

 

O sábio fica centrado, fazendo sossegadamente seu trabalho, evitando recorrer às inúmeras artificialidades, ferramentas e tecnologia em excesso.

 

Agindo todos assim, um país jamais necessitaria invadir ou dominar outro, pois toda sua população já se bastaria por si só, sem precisar tirar do outro o que não lhe pertence.

 

Estando conectados e simples de coração jamais sofreremos tais adversidades, não nos molestaremos e sempre estaremos saudáveis.

04/03/2016   Paulo Ricardo

E-Mail:  paulobonciani@hotmail.com

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Capitulo 80 – Não busque fora. Recolha.

 

Antigamente vivia-se muito bem, em harmônica com a vizinhança, sem almejar grandes sonhos. Os governantes sábios sabiam como deixar o povo feliz.

 

Vivia-se de forma pacifica dentro do mundo que lhe foi concedido. Sem grandes ambições, adequando-se ao meio que se vivia. Em paz, em harmonia, em suas singelas casas. Satisfeitos com o que se tinha, com as suas famílias, com as suas vestes, com o que se tinha para comer. Vivia-se feliz, convivia-se feliz. Não precisava ir longe. Não precisava de carros ou barcos – não eram necessários. Não precisava de armamentos – não seriam utilizados.

 

Cada povo adaptado no seu mundo.

 

Não era necessário ir buscar no mundo de fora o que no seu lugarejo não tinha. O mundo era autossustentado, com autossatisfação.

 

Mas a hipervalorizarão do mundo material provocou uma necessidade de busca por um mundo melhor, com uma falsa imagem de que o que não se tinha (o que está lá fora) era importante e era melhor.

 

A tecnologia nos proporcionou maior rapidez e precisão na elaboração de várias coisas, porém será que ela realmente está ajudando o homem? Proporcionou um conforto maior, porém com isso, perdeu-se muito a nossa tão preciosa saúde e tranquilidade. No mundo atual, tem-se pressa para tudo. A tecnologia não alcança a pressa do homem; pelo contrário, aumentou ainda mais a necessidade de se fazer ou conseguir algo mais rápido ainda…

 

Os ensinamentos de Lao Tse nos faz conscientizar que a tão sonhada paz (e felicidade) não está fora e nem longe. Está dentro de nós. No local onde vivemos, no nosso lar, no nosso trabalho, no nosso convívio, no nosso corpo.

 

Busquemos dentro de nós a nossa verdadeira identidade, que é luz, é energia. Deixemo-la fluir como de fato ela é: leve, sutil, brilhante. A prática da meditação nos conduz a esse caminho. Recolha. Deixe o mundo exterior e busque o vazio, o uno (o tudo e o nada) no mundo interior. É o verdadeiro caminho do Tao.

 

Equilibre-se, alinhe-se (toque de cabeça, tan tien, cóccix), centralize-se com os exercícios do abraço da árvore. Fortaleça a sua base, de forma natural. Conecte-se com a natureza e se energize.

 

Continuemos a praticar, diariamente, assim como o sol que um dia após o outro nos proporciona a luz que propicia a vida na Terra e, assim como as arvores, de forma tão sublime e serena, no trabalho incessante em oferecer oxigênio a todos os seres viventes deste planeta.

 

Meus sinceros agradecimentos à nossa mãe natureza.

 

29/02/2016  Iracema Ioco Kikuchi Umeda

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 79 . Aula de Tai Chi – 20/02/2016

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O que é ser frágil? fraco? Como identificar o forte? Porque identificamos fraco e forte, qual o motivo dessa comparação? Olhamos superficialmente as coisas, pessoas e concluimos que essa/esse, isto ou aquilo é frágil, fraco. Fazemos um julgamento com base em padrões pré-definidos e não olhamos com detalhes o que está na nossa frente, não tentamos entender o outro, seus motivos, objetivos, seja um objeto, pessoa, animal. Fomos acostumados a estabelecer padrões e não notamos a singularidade de cada um, quando olhamos atentamente, nos colocando no lugar do outro e procurando entender realmente seus pensamentos, motivos, quando falo entender e se colocar no lugar do outro, é olhar o outro com sua forma de pensar, suas características, forma de agir, experiências, temos a mania de “se” colocar no lugar do outro com nossos pensamentos, ações e não entendemos o porque disso ou aquilo, se começarmos a realmente compreender o outro, começamos a compreender a nós mesmo e identificar a verdade do fraco e forte. Afinal novamente pergunto, o que é ser fraco, frágil, forte? Temos a água que julgamos frágil, fraca e ao mesmo tempo ouvimos o ditado: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Forte, fraco, são conceito que inventamos para diferenciar coisas, pessoas, devemos deixa-los de lado e olhar com atenção a situação e tudo o que está envolvido nela, olhar pequenos detalhes, aqueles que muitas vezes não olhamos, evitar padrões, conceitos, julgamentos. Fazendo isso veremos que não há necessidade de identificar forte, fraco, feio, belo, bom, ruim, bem, mal, isso, aquilo e entenderemos que se é assim hoje, pode não ser amanhã e tudo é muda.

 

26/02/2016   Gabriel Mondin

E-Mail: gabrielmondin@outlook.com

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 79 . Aula de Tai Chi – 20/02/2016

Em situações de conflito brigas e desentendimentos, muitas pessoas tendem a guardar mágoas, rancores e passam a achar que a outra parte está em alguma forma de débito consigo. Elas acham, ao final das contas, que a outra pessoa está lhe devendo algo.

Lao Tsé, no entanto, nos ensina que este tipo de comportamento não está de acordo com o Verdadeiro Tao, O Tao Celestial.

 

Este tipo de conduta leva a pessoa a gerar uma série de desarmonias em vários âmbitos de sua vida. Essas desarmonias, por sua vez, acabam gerando uma série de bloqueios na pessoa, que, por fim, resultam nas consequências físicas que se consolidam nos mais variados tipos de doenças. Tanto físicas quanto psíquicas.

 

Por isso o sábio jamais busca se vingar ou cobrar algo daquele que, de alguma forma, pretendeu ofender ou prejudicá-lo.

 

O sábio deixa as coisas fluírem e de seu ego se desvincula. Portanto, qualquer ofensa ou atitude contra ele tentada, ele já não mais a toma como sendo sua.

 

Assim, se torna indiferente a isso e não busca nenhuma cobrança ou reparação.

 

Lao Tsé, para ilustrar esse ensinamento, compara a uma pessoa que, mesmo tendo um contrato que possa ser executado a seu favor, jamais se faz valer disso para buscar algum tipo de justiça ou cobrar o que supostamente lhe devam. Ele não faz valer o “lado esquerdo” do contrato.

 

E, seguindo assim, jamais pensando em se vingar ou buscar o que lhe fosse devido, as coisas sempre lhe acontecem de forma favorável e natural, sem precisar utilizar-se da ação e agindo sempre pela “não ação”.

 

Já as pessoas que guardam rancores e procuram manipular e agir sem medir as consequências, a fim de resgatar sua suposta justiça, acabam, no final das contas, seguindo o Tao do Homem e sendo as únicas prejudicadas. Geram mais desentendimento, desarmonia e doenças, para si e para os outros.

 

Portanto, o sábio não busca recompensas e compartilha sua virtude para o benefício dos demais irmãos.

 

À luz desse ensinamento, o Professor Tsai comentou que o maior exemplo Taoísta que ele viu em toda sua vida foi o grande mestre Liu Pai Lin (seu mestre), que sempre compartilhou sua virtude com as pessoas e buscou ajudá-las no que precisassem.

 

O Tao do Céu não tem preferências, não racionaliza e nem escolhe um em prejuízo do outro. Ele simplesmente corresponde conforme a pessoa se integra e se sincroniza a ele.

 

O Tao do Céu é justo sem precisar fazer justiça.

 

Sigamos o caminho do Tao tranquilos, “desinteressados” e sem ansiedade.

 

Um dia alcançaremos sua realização.

 

26/02/2016   Paulo Ricardo

E-Mail:  paulobonciani@hotmail.com

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Capítulo 79

 

Quando tentamos resolver um rancor, seja tentando abafá-lo dentro de nós mesmos ou fazendo acordos racionais com todas as partes envolvidas, sempre restará um pouco de ressentimento. Isso porque, sem o Caminho, o coração assimila o mundo numa dualidade que não se funde: certo e errado, justo e injusto, “eu e os outros”. E se guardarmos rancor dentro de nós, em algum momento ele irá se manifestar, ou em comportamentos agressivos, ou em forma de enfermidades.

O Tao nos ensina que a raiz do rancor está justamente nessa dualidade, porque diante de um problema, a reação será tentar compreender as diferenças para “tomar partido” de algum dos lados, em vez de buscar a concordância, livre do ego.

Através das práticas espirituais podemos dissolver esse ego e manter um coração sem rancores. Assim poderemos agir bem, atuando no mundo de forma equilibrada e de acordo com as Leis da Naturalidade.

Tomar o Sinal Esquerdo significa seguir o perfeito caminho do coração. Quem tem Virtude, se orienta pelo sinal. Quem não tem, se orienta pelo vestígio. O sinal é interior e habita o coração da pessoa. O vestígio é exterior, como um rastro de alguma relação que não conseguiu se sustentar em harmonia. Provavelmente todos nós já tivemos experiências de encontros e desencontros que nos deixaram alguma marca ou alguma pista do que seria uma fusão completa como as águas dos rios ao chegarem no mar. E cabe a nós, praticarmos e seguirmos o Caminho para não mais nos orientarmos por esses vestígios, e sim pelos sinais.

Ao tomar o Sinal Esquerdo, o Homem Sagrado pode ajudar o próximo, porque tem solidez no seu caminho para poder oferecer algo aos demais, sem ego e sem esperar nada em troca, assim como nos contou o Professor Tsai, sobre a bondade do coração de seu Mestre.

O Caminho do Céu não discrimina qualquer existência, e por isso não cria intimidade: Porque age no mundo em abrangência, tolerância e aproximação, sem negligenciar nada e nem ninguém.

 

25/02/2016 Flávia Lucato Castardelli

E-Mail: flavia_lucato@yahoo.com.br

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 78 . Aula de Tai Chi – 13/02/2016

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A Virtude da Água

Nesse capitulo, Lao-Tsé ensina que nossos atos deveriam ser todos baseados nas virtudes da Água. Na Natureza nada é tão suave, branda e tolerante como a Água.

O Tao mostra que a água ao mesmo tempo que é suave e calma, pode ser forte e destrutiva. A mesma água que traz paz, traz destruição. A mesma água que é pura, carrega todo lixo e sujeira. A água que dilui e purifica, pode ter a força capaz de cortar até mesmo a mais rígida pedra. A fraqueza da água vence a força e a suavidade vence a dureza. Como diz o ditado popular: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”

A Água está presente em todas as formas de vida do planeta. Desde os seres mais puros e límpidos até os mais sujos e impuros.

A Água é humilde pois não fica no topo, no lugar mais alto, contrário ao ser humano que sempre quer o Pódio. Ela não quer o pico das montanhas, fica onde ninguém deseja ficar, nos vales. Quando ela nasce corre direto para a terra, para os buracos, entra nas fendas mais estreitas, se esconde. Ela se doa sem exigir nada em troca.

O Tao nos ensina que como a Água, devemos ser humildes, servir sem esperar a troca, o retorno. Nunca almejar o topo, doando-se sem esperar nada de volta.

A Água desloca-se sempre pelo caminho mais fácil, que não quer dizer que é o mais curto, nem o mais tranquilo. Ela segue pelo caminho natural.

Como o Prof. Tsai já ensinou, o Homem sempre escolhe o caminho mais curto, onde dispensamos energias que poderiam ser utilizadas de outras formas, para outros fins, ou até mesmo poupadas.

A Água flui naturalmente e quando encontra uma pedra ou obstáculo pelo caminho, ela não para ou perde sua energia tentando vence-la ou arrasta-la. Ela simplesmente contorna a pedra ou o obstáculo e segue seu caminho, mantendo seu fluxo.

E assim o Tao ensina que na Vida tudo é fluxo constante. A vida é uma constante mudança, para uma evolução pessoal e espiritual. Como a água, o fluxo da vida não é se deixar levar simplesmente mas sim, aproveitar o que for necessário e eliminar o que não serve mais.

Como a Água devemos fluir por onde é possível. A Água não pensa na distância ou nos obstáculos que poderá encontrar pela frente, ela flui em direção do seu objetivo. Ela não tem Ego ou fica ansiosa, nem se aborrece. Ela sabe que seguindo seu caminho, de uma forma ou outra, chegará ao seu destino, independente da distância a ser percorrida.

E mais uma vez o Tao mostra como devemos seguir em nossa vida: O fluxo de Vida se inicia quando temos um sonho, um objetivo, isso nos dá motivação e força para seguir, nos dá um sentido na Vida. Devemos seguir o caminho sem se preocupar com a distância, desviando dos obstáculos, apenas fluir.

Da mesma forma, quando a água encontra um buraco ou desnível, ela cai para o fundo ficando lá, acumulando-se até que possa atingir a borda. Somente quando o seu nível se eleva até que possa ultrapassar novamente a borda preenchendo todo o buraco, ela consegue sair. Desta forma está pronta para seguir seu caminho e continuar sua missão.

O Tao ensina que devemos ser como a Água: quando encontramos uma situação de dificuldade, muitas vezes sentimos que estamos no fundo do poço. Lá ficamos, esperando, acumulando conhecimento, apreendendo com nossos erros e utilizando esse tempo a nosso favor. Até que alcancemos a borda do poço para sair e seguir nosso caminho. Como lição de vida aprendemos que com Calma e Paciência, ganhamos confiança para continuar a fluir.

O Prof. Tsai sempre nos fala que na água turva, agitada não vemos seu fundo ou sua pureza. Assim como em um agitado não podemos ver seu fundo, em uma mente agitada e confusa, não podemos ver claramente o que está adiante. Mas quando a água se torna calma, tranquila, em repouso, ela fica cristalina. Da mesma forma também é nossa mente. Quando aquietamos nossos pensamentos, encontramos as respostas para todas as nossa dúvidas. Exemplo claro de como dizia Albert Einstein: “Você não pode resolver um problema como o mesmo estado de espirito que o criou”.

O Tao nos mostra a dualidade da Água: a mesma água calma, tranquila e serena deve ser respeitada ou poderá ser tornar uma ameaça terrível. Movimentar seu curso, destruir seu caminho, represar sua força ou usa-la de forma irresponsável, pode trazer grandes consequências. A Água exige respeito e não devemos menosprezar sua força.

O exemplo mais recente e ainda vivo em nossas mentes é o caso da barragem que se rompeu em Mariana – MG. Milhões de litros de água calma, parada, devastaram a cidade inteira trazendo consequências irreparáveis até hoje para todos. Outro exemplo são as chuvas, que representam milímetros de água, quando medidas num pequeno espaço de terra, mas que são terrivelmente destrutivas, quando acumuladas em grandes quantidades sem ter para onde escorrer. A água acaba levando tudo que encontra pela frente e ela está apenas seguindo seu caminho….

Se pensarmos mais a fundo, entendemos como a Água é única. A mesma água que bebemos hoje, já foi Chuva, Rio, Gelo, Vapor, Lagrima, Orvalho, Urina e Mar. Sua origem remota as estrelas, ao Cosmos. Nela contem simplesmente toda a história do Planeta. A Água é sábia, é sagrada.

A Água pode ser líquida, gasosa ou solida.

Ela é mutável, se adapta ao ambiente que está.

O Tao ensina que assim devemos ser também. Nosso estado de paz, de bem estar, de equilíbrio e evolução está ligado a nossa capacidade de adaptação ao meio, sem mudarmos nossa essência.

Devemos suportar os males, sujeiras, obstáculos e se nos tornarmos sábios como a água, permanecendo serenos na dor, o mal não entrará em nossos corações. Se nos permitirmos fluir como a água, tudo se acalmará e se resolverá.

Entretanto, os Homens, os Governantes não enxergam desta maneira e agem de forma contraria, tirando tudo do povo, agindo contrários ao fluxo Natural da Vida, o que só traz sofrimento ao Povo.

 

29/02/2016  Leticia Sayuri

E-Mail: leticia_sayuri@hotmail.com

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A Virtude da Água

 

A água é elemento mais flexível, maleável e suave da natureza. É adaptável a qualquer forma onde está contida e pode tranquilamente fluir por qualquer fresta, caminho ou passagem independentemente de seu tamanho.

 

No entanto, nem os materiais mais duros podem “vencê-la”. A água, pela ação da erosão realizada com sábia paciência e indiferença ao longo dos tempos, no meio natural tende a corroer e desgastar qualquer material, desde rochas vulcânicas e calcárias a até mesmo estruturas de ferro e concreto feitas pelo homem.

 

Outro exemplo interessante da força deste elemento tão maleável e destruidor são os instrumentos de corte de materiais rígidos, utilizando-se de potentes jatos de água.

 

Por fim, mais um caso que ilustra muito bem a grande força deste elemento é o Tsunami que atingiu o Japão há pouco tempo, que, com sua ação destrutiva, dizimou cidades inteiras.

 

Portanto, a princípio a água parece ser fraca, mas pode vencer os materiais mais rígidos.

 

Lao Tsé, estando atento à natureza peculiar da água, observou que este é o princípio básico que rege a universalidade das coisas, sendo, portanto, o princípio do Tao Celestial.

 

E a partir desta observação, Lao Tsé nos ensina que a suavidade sempre vence o inflexível, e como este é um princípio universal, nós podemos levá-lo para todos os aspectos de nossa vida..

 

Nos “tornando água”, podemos atuar com mais harmonia, conexão e sabedoria, tanto na relação com as pessoas, como com as coisas, situações , problemas do dia-a-dia etc, jamais provocando conflitos e desgastes.

 

Saberemos ter a suavidade suficiente para nos adaptar às mais diversas situações, encontrar a melhor forma de nos integrar a elas e atravessá-las por seu ponto de menor resistência, assim como a água ao longo dos tempos que esculpe os rios por entre os vales.

 

Atuando dessa forma, evitaremos uma série imensa de desgastes energéticos em nossas vidas, o que certamente contribuirá para que tenhamos mais paz, harmonia e saúde em nossas vidas.

 

O Professor Tsai nos ensina que quando estamos com a energia fluindo corretamente as coisas naturalmente vão se harmonizando em nosso interior e consequentemente se refletindo em nossas relações com o mundo exterior. Sempre nesta ordem: ajustando-se primeiramente a vibração e a qualidade de nossa energia, para depois, com ela fluindo corretamente, os demais aspectos de nossa vida irem entrando naturalmente nos eixos.

 

Portanto, praticando a virtude da água, sendo flexíveis e buscando os pontos de menor resistência, nós não só podemos evitar desgastes energéticos como podemos também nos harmonizar, absorver mais energia e consequentemente ter uma vida mais feliz, tranquila, em paz, com saúde e sabedoria.

 

Não devemos nos esquecer de que o Professor Tsai não nos cansa de dizer que devemos ser flexíveis e suaves em nossos treinamentos, evitando a dureza muscular e rigidez do corpo enquanto executamos os exercícios e meditações, para que possamos evitar os bloqueios e propiciar uma soltura que permita o fluir de energia, sobretudo a descida de energia do “Lin Tai” ao “Tan Tien”. Praticar isso, inclusive nas demais atividades do dia-a dia, é realizar a virtude da água.

 

No entanto, Lao Tsé nos adverte que são muitos os que sabem disso, mas poucos os que conseguem realizar, pois a maioria dos homens age com dureza e imposição, praticando o Tao do Homem. O homem geralmente não age de acordo com os princípios naturais. É sempre duro, rígido e imponente.

 

Além deste aspecto, o sábio diz que quando um país tem problemas é obrigação principal do governante fazer com que as coisas fluam corretamente para que eles sejam resolvidos. Mas, como geralmente estes governantes não praticam o Tao Celestial, ao invés de eles auxiliarem o povo, eles acabam tirando o que resta dele. Agem contra o povo, contra o fluir natural das coisas, gerando ainda mais pobreza e sofrimento.

 

Sejamos água, pratiquemos o Tao Celestial e nos tornemos justos, saudáveis e felizes.

 

16/02/2016   Paulo Ricardo

E-Mail:  paulobonciani@hotmail.com

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