Depoimento da Flávia falando sobre treino de energia no Centro Taoíta…

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A flávia faz push hands com Prof. Tsai no Centro Taoísta 

 

O depoimento da Flávia foram feitos em 6 vídeos, para assistir basta clicar em cima de cada um deles:

parte01

parte02

parte03

parte04

parte05

parte06

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Comentários feitos pelo professor Tsai sobre os 10 princípios básicos do Tai Chi Chuan

Comentários do professor Tsai, do Centro Taoísta de Cultivo da Longevidade, sobre “Os 10 Princípios Básicos (The 10 Basic Principles)”. Aula ministrada em 20 de agosto de 2016.

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Tai chi é uma arte sofisticada com muitos estilos e formas diferentes. Apesar das muitas variações de tai chi, o seu poder imenso para melhorar a saúde e energia interior deriva de um conjunto de princípios essenciais. Apresento aqui os mais importantes, os 10 princípios básicos ditados pelo Mestre Yang Cheng-fu, descritos aqui de forma simples e fácil de entender. Tendo-os em mente enquanto você aprender e praticar, você vai ser capaz de praticar um tai chi mais eficaz desde o início.

Comentário:

Professor Tsai elogiou a iniciativa do artigo e enxerga muito valor nessa “codificação” dos princípios básicos em 10 princípios básicos. Mas, alerta para alguns erros de tradução e interpretação. Os alunos, por sua vez, elogiaram as ilustrações – que trazem uma melhor compreensão do texto.

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1 – 虛靈頂勁: Suspender a cabeça com leveza e sensibilidade: fique ereto e mantenha a cabeça e o pescoço naturalmente eretos com a mente concentrada no topo da cabeça, assim, o espírito (Shen) chegará bem alto. Não se deve usar de força. Se a força é usada, a parte de trás do pescoço ficará rígida, e o sangue e o Chi não serão capazes de circular. Deve haver um sentimento de naturalidade e leve sensibilidade. Sem essa energia sensível no topo da cabeça, o espírito não poderá elevar-se.

Comentário:

Aqui temos as instruções passadas durante o “abraço de árvore”, ou seja, o fio imaginário que puxa o topo da cabeça, lembrando de recolher o queixo. Alongar as costas e “segurar o peito” ao mesmo tempo que se mantém uma leve soltura.

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2 – 含胸拔背:Afundar o peito e alongar as costas: mantenha o peito ligeiramente para dentro o que o capacita a afundar ou submergir a respiração no Tan Tien (baixo ventre). Não deixe o peito para fora (protuberante), pois isto vai fazer com que a respiração torne-se difícil e o topo da cabeça pesado. Isso tende a causar uma instabilidade nas solas dos pés. “Alongando as costas” significa que o Chi permanece nas costas. Se se é capaz de afundar o peito, as costas subirão naturalmente. Se se é capaz de elevar as costas, então a força sairá das costas e se pode vencer qualquer adversário.

Comentário:

Em nenhum momento do nosso treino de energia nos preocupamos com a respiração. Esta, na verdade, é resultado da postura correta no treino de energia. A conexão é muito importante e mantê-la é essencial para que o treino não seja apenas uma coreografia.

3 – 松腰: Relaxar a cintura: A cintura é o controle do corpo. Se a cintura está relaxada, os pés terão força e nossa base estará firme. Todos os movimentos dependem da ação da cintura. Os movimentos desajeitados no Tai Chi Chuan surgem de ações erradas da cintura. Todas as trocas entre cheio e vazio vêm da rotação da cintura. Portanto, diz-se que a cintura é a área mais vital. Se nós perdermos força, devemos procurar a causa na cintura.

Comentário:

Em todas as aulas e treinamento falamos sobre a importância de soltura; de deixar a cintura mais solta para tornar o movimento redondo. É essa forma correta da cintura que permitirá que o próximo passo – o cheio e o vazio – sejam alcançados.

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4 –分虛實:  Distinguir entre o cheio e o vazio: é de suma importância no Tai Chi Chuan distinguirmos entre “Xu” vazio e “Shi” cheio. Se o peso do corpo está na perna direita, então a perna direita está cheia e a esquerda está vazia, e vice versa. Quando conseguimos separar o cheio do vazio, giramos o corpo levemente sem usar força. Se não conseguimos separar, o passo é pesado, rígido e vagaroso, e a posição não é firme, a postura torna-se instável e desfavorável ao equilíbrio.

Comentário:

Dividir o cheio e o vazio, alternando-os durante a movimentação. Esse cuidado é que vai garantir uma postura confortável e relaxada, que resultará na alternância e circulação de energia.
5 – 沉肩墜肘: Relaxar os ombros e soltar os cotovelos: devemos manter os ombros na posição natural e relaxados. Se elevamos os ombros, o chi vai subir com eles e todo o corpo vai ficar sem força. “Baixar os cotovelos” significa que os cotovelos relaxam e pendem para baixo. Se os cotovelos estão altos, os ombros não podem afundar e não podemos mover nosso corpo de forma suave. Então, não seremos capazes de empurrar nossos adversários muito longe, e estaremos cometendo o erro de quebrar a energia.

Comentário:

Na análise do professor Tsai, no item 5 há incorreções. Ao afundar os ombros, o antebraço naturalmente vai descer. É importante, também, não confundir esse relaxamento em uma postura “mole”, sem vida. É necessário manter um vigor que não deve ser associado à tensão ou rigidez.

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6 – 用意不用力: Usar a mente e não a força muscular: Na prática do Tai Chi Chuan todo o corpo está

relaxado. Se nós podemos eliminar mesmo a mais leve das inabilidades que criam obstáculos nos tendões, ossos e vasos sanguíneos, e que restringem a nossa liberdade, nossos movimentos serão leves, ágeis circulares e espontâneos. É extraordinário como nós podemos ser fortes sem usar a força. Os meridianos do corpo são como canais de água na terra. Quando os canais estão abertos a água flui livremente, quando os meridianos estão abertos o Chi passa por eles. Se a rigidez bloqueia os meridianos, o Chi e o sangue serão obstruídos e nossos movimentos não serão ágeis, então se até um cabelo é puxado, todo o corpo será abalado. Se, por outro lado, nós não usamos a força mas a mente, onde quer que a mente vá o Chi seguirá. Dessa forma se o Chi flui sem obstrução diariamente, penetrando todas as passagens no corpo inteiro sem interrupção, então depois de um longo tempo de prática teremos adquirido um poder interno verdadeiro. Isso, então é o que no “Tratado do Tai Chi Chuan” significa -“somente da mais elevada suavidade vem a dureza.” Os braços dos que dominaram o Tai Chi Chuan são como ferro oculto no algodão, e são extremamente fortes. Isto é o que os expertos em Tai Chi Chuan chamam de: “Flexível na aparência, mas poderoso na essência”.

Comentário:

Na análise do professor Tsai, falta dizer que é importante usar a intenção – não usar a força. Chama a atenção para o uso do olhar durante todo o processo, todo o movimento. O olhar suave acompanha toda a alternância de movimentos das mãos.

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7 –上下相隨:  Interligar os movimentos da parte superior e o inferior do corpo: A união ente o baixo e o alto do corpo é o que no “Tratado do Tai Chi Chuan” significa – “ a raiz está nos pés, é dirigida através das pernas, controlada pela cintura, e expressada nas mãos.” Dos pés para as pernas, para a cintura, deve haver um circuito contínuo de Chi. Quando as mãos, cintura e pés movem-se, o espírito (shen) dos olhos movem-se em uníssono. Isso pode ser chamado de “união entre o baixo e o alto do corpo.” Se apenas uma parte não está sincronizada, haverá confusão. Se alguma parte para de mover-se, então os movimentos serão desconectados e cairão em desordem.

Comentário:

Céu e terra se unem. Essa é uma analogia para o movimento sincronizado. Não devemos esquecer que os pés devem “agarrar” o chão, um movimento natural e instintivo. Assim formando o corpo como um uno, chamado 整勁 ( energia dinâmica integrada).

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8 – 內外相合: Harmonia entre o interno e o externo: praticando o Tai Chi Chuan o foco está na mente e na consciência. Assim dizem: “O Espírito (Consciência) é o comandante e o corpo é o subordinado”. Se podemos elevar o Espírito com a mente tranquila, então os movimentos serão naturalmente suaves e graciosos. As posturas não vão além do cheio e vazio, abrindo e fechando. Aquilo que é chamado abrir, significa que não apenas as mãos e os pés estão abertos, mas a mente também está aberta. O que queremos dizer com fechando, também não está limitado às mãos ou pés, mas também devemos ter a ideia de fechamento da mente. Quando o interno e o externo estão unificados como um Chi, não há interrupção em qualquer parte. Quando pudermos fazer com que o de dentro e o de fora se tornem um, a coordenação será completa e a perfeição será atingida.

Comentário:

Dentro e fora devem estar unidos; integrados ao movimento. Os movimentos externos do Tai Chi se comunicam com os orgãos e as vísceras internas através dos meridianos energéticos.

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9 – 相連不斷: Mover-se com continuidade, sem rupturas: No Tai Chi Chuan nós usamos a mente e não a força. Do início ao fim não há interrupção. Tudo é completo e contínuo, circular e infinito. Isso é o que os Clássicos se referem como – “como um grande rio correndo sem fim”, ou “movendo a energia como enrolando a seda de um casulo.” Tudo isso expressa a ideia de unidade como o Chi.

Comentário:

É muito importante que não haja quebra do movimento; que seja sem parar, sem interrupções. Redondo. O Tai Chi representa o movimento contínuo.

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10 – 動中求靜: Buscar a quietude dentro do movimento: no Tai Chi Chuan o movimento é
combinado com a tranquilidade e enquanto se executa os movimentos se mantém a tranquilidade da mente. Na prática da “Forma”, quanto mais lento o movimento, melhores resultados são conseguidos. Isto acontece porque quando os movimentos são lentos, pode-se respirar profundamente e submergir o Chi no Tan Tien (baixo ventre) e isso evita os efeitos nocivos da pulsação elevada, o que produz um efeito suavizante no corpo e na mente. Aprendizes de Tai Chi Chuan irão conseguir uma melhor compreensão de tudo isto, através de estudo cuidadoso e prática persistente.

Comentário:

Ao longo da prática, manter o eixo. Isso significa que mantemos a serenidade do movimento, alcançando a tranquilidade, mesmo em movimento.

 

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RELATO DOS TREINOS DE ENERGIA NA AULAS DE TAI CHI, CHI KUNG, MEDITAÇÃO TAOÍSTA E TAO TE CHING NO CENTRO TAOÍSTA

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Gostaria de compartilhar minha experiência na prática do tai chi. Desde o primeiro contato, senti uma sutileza e uma profundidade que não sabia ao certo explicar. Encontrei algo que me tocou e que me encantou pela simplicidade e suavidade. Esta se revela constantemente nos movimentos, os quais não geram dores ou desgaste. De forma muito suave e gradativa, nos conecta ao nosso eixo interior, à verdade e nos recarrega energeticamente. Aos poucos, minha base foi fortalecendo-se, a saúde ficou mais estável, o sono melhorou, o corpo naturalmente ficou mais hidratado e não há mais eventuais dores de cabeça. Noto a sedimentação das impurezas que carregava, elas estão descendo aos poucos, dando lugar a mais tranquilidade e equilíbrio.

Não tinha conhecimento deste treino de energia. A prática que o prof. Tsai nos ensina vai nos preparando para a conscientização de nossa energia interna e externa. Desta forma vamos aprendendo a lidar com ela, bem como à economiza-la, o que para mim foi muito importante, pois tendo a passar dos limites. Também presto mais atenção nos excessos e nas faltas no dia a dia.

Os benefícios do tai chi, chi kung , meditação taoista e os capítulos do Tao Te Ching, podem ser percebidos assim que se começa. É uma vantagem a prática em casa. A constância diária nos permite cuidar da nossa energia além de crescer um pouquinho a cada dia. Tenho constatado o quanto o abraço da árvore tem ajudado algumas pessoas ao meu redor.

A meditação é detalhadamente guiada pelo Professor e as dúvidas vão sumindo, dando lugar à segurança. Tudo é realizado devagar com suavidade e respeitando o ritmo individual. Difícil descrever a sua importância, pois só passando por este caminho para realmente compreender o seu significado. E este constatei ainda mais quando parei de escrever esse texto devido a uma gripe forte. Adiantei a sessão de acupuntura e pude perceber que o benefício foi imediato. Ajudou muito no desbloqueio energético e na diminuição dos sintomas. No dia seguinte tive uma experiência muito interessante na meditação. No dia em que nada esperava, um realinhamento aconteceu. É na verdadeira entrega que o vazio e o inesperado acontece. A clareza interna ganha nitidez, a verdade brota no coração e mergulha-se no berço dessa energia divina. A gratidão que sinto por essa dádiva é grande.

Os capítulos do Tao Te Ching ajudam não só no treino de energia, mas também se tornou para mim uma bússola nas vivências diárias. Suas palavras ressoam e me levam constantemente a uma reavaliação interna. É possível percebê-lo em Tudo. Nesse processo, a força do ego vai dissolvendo-se dando lugar ao Amor, ao simples, à aceitação, a humildade e ao profundo respeito e gratidão.

Enfim, o Tao é um caminho para o Amor e através deste nos enriquece sutilmente. Quando conectados nos lapidamos interiormente. Nem sempre percebemos a teia tênue e delicada, mas Ela se Manifesta mansamente em Tudo e Todos.

Tenho muito a aprender, mas fico feliz de estar nesse caminho e agradeço muito o Prof. Tsai por nos ensinar com tanto amor e dedicação essa linda missão e lição de vida !!!! Obrigada ao grupo por essa ligação energética na troca de crescimento e obrigada a Huang sempre atenta e delicada!

 

18/03/2016     Kátia Rodriguez Richieri

E-Mail:  katia@richieri.com.br

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 80 . Aula de Tai Chi – 27/02/2016

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Em um povoado, Estado ou qualquer espécie de agrupamento humano, as pessoas, com o passar das gerações, desenvolvem ferramentas, utensílios e aparelhos sofisticados destinados a abreviar suas atividades diárias. Estas ferramentas executam com mais rapidez e eficiência estas tarefas que em outros tempos eram feitas manualmente e demandavam mais tempo.

 

Lao Tsé, no entanto, nos ensina que nem sempre estas ferramentas propiciam as facilidades que nos são adequadas ou que estejam de acordo com o Tao. Estas supostas “facilidades” somente existem em decorrência do que chamamos atualmente de capitalismo, onde tudo o que se faz deve ser mais rápido e em maior quantidade do que o feito ontem, objetivando sempre  aumentarem os lucros.

 

Ele ainda observa que na antiguidade nossos antepassados viviam tranquilamente, sem muita pressa e não dependiam das tantas facilidades e tecnologias atuais.

 

O ser humano está se tornando cada vez mais tenso, ansioso, imediatista, belicoso e por isso está trocando seus preciosos momentos de paz e conexão para ocupar-se ao máximo em acumular bens materiais. Dessa forma, está cada vez mais distante de suas raízes (o Tao), substituindo seu ambiente natural por um mundo artificial e ilusório, buscando encontrar no exterior coisas que supostamente preencheriam seu vazio interior.

 

O ser humano desaprendeu que a real felicidade está nas coisas simples, no que é tranquilo e calmo, no que é fácil e não necessita tanta rapidez ou soluções mirabolantes. Ele se esqueceu de que seu corpo tem um “timing” próprio, natural e forjado por milhares e milhares de anos de evolução, desde que surgiu neste pequeno ponto azul mergulhado na imensidão do Universo. O ser humano insiste em esquecer-se das premissas básicas de sua fisiologia, tentando sem sucesso adaptar-se e uma realidade que não lhe corresponde.

 

Não percebeu ainda que seu atual estilo de vida é muito recente em comparação a todos os anos que tem habitado este planeta e que seu corpo ainda não está adaptado energeticamente a todas essas loucuras e urgências atuais. Sua configuração energética é praticamente a mesma do homem das cavernas, que vivia numa época muito menos turbulenta e de menos atribuições, embora estivesse em constante busca por comida e abrigo. Mas a diferença é que ele obedecia unicamente a seus instintos naturais de tempo e esforço, mantendo-se muito mais conectado à natureza em comparação ao homem moderno.

 

O Profesor Tsai, a exemplo disso, nos lembra que antigamente o ser humano dispendia muito tempo para percorrer grandes distâncias (de um país a outro, por exemplo) e que, ao longo do caminho, gradualmente ia se adaptando às mudanças climáticas e de fuso horário dos locais por onde passava. Dessa forma quase não sentia o choque das grandes diferenças de clima, tempo e fuso horário de um lugar a outro.

 

E foi dessa forma que nosso organismo foi configurado.

 

No entanto, hoje as pessoas podem viajar através de distâncias incrivelmente maiores e em muitíssimo menos tempo. Mas isso obviamente faz com que sintam muito mais o choque climático e de fuso horário, que na maioria das vezes causa mal estar, cansaço e demanda dias até a adaptação completa.

 

E esta é apenas um pequena demonstração de que a forma como levamos nossa vida está em desacordo com o Tao de nossa energia. As urgências criadas pelo capitalismo não nos permitem que vivamos de acordo com nossa natureza e ritmo biológico. Estamos tentando adaptar nossa configuração energética e fisiologia próprias ao mundo artificial que estamos criando, quando deveríamos seguir um estilo de vida condizente com nossa natureza.

 

Não percebemos que essa loucura que estamos criando está gerando desgaste energético, doenças, ansiedade e tensão. Em razão disso as nações estão se tornando gananciosas a ponto de quererem invadir sa outras, roubar suas riquezas e dominar seu território.

 

Esse comportamento está fazendo com que infelizmente percamos um pouquinho de nossa humanidade a cada dia, está propiciando a eclosão de guerras e cada vez mais conflitos, está gerando desarmonia, doenças e fome, quando o que deveria ocorrer seria exatamente o contrário.

 

Portanto, podemos facilmente concluir, diante dessas observações, que seria melhor para a humanidade e pro planeta em si que o ser humano colocasse “os pés no freio”, soubesse imprimir menos urgência nas coisas e fosse menos ganancioso. Então ele veria que a maioria das ferramentas, instrumentos e dispositivos criados por ele seriam totalmente dispensáveis à sua felicidade.

 

O ser humano ainda não se deu conta de que não precisa de muitas coisas e artificialidades para ser feliz, mas há tempos já perdeu sua conexão com a natureza e está buscando exteriormente algo que preencha seu interior. Muitos já não conseguem mais vislumbrar uma vida feliz e plena sem a tecnologia exacerbada, que faz seus carros de ultima geração, seus smartphones e seus computadores.

 

E veja que Lao Tsé já advertia sobre esseperigo há mais de dois mil anos, portanto, essa inquietude do ser humano já existe há muito tempo e, a cada ano que se passa, a situação se agrava. Vejam por exemplo os casos de depressão, hipertensão e câncer que aumentam a cada década. Isso comprova o quanto estamos nos distanciando de nossa origem com o passar dos tempos e o quanto isso nos está causando enfermidades físicas e psíquicas.

 

Portanto, o sábio não se deixa levar pela ganância e evita desgaste energéticos desnecessários.

 

O sábio fica centrado, fazendo sossegadamente seu trabalho, evitando recorrer às inúmeras artificialidades, ferramentas e tecnologia em excesso.

 

Agindo todos assim, um país jamais necessitaria invadir ou dominar outro, pois toda sua população já se bastaria por si só, sem precisar tirar do outro o que não lhe pertence.

 

Estando conectados e simples de coração jamais sofreremos tais adversidades, não nos molestaremos e sempre estaremos saudáveis.

04/03/2016   Paulo Ricardo

E-Mail:  paulobonciani@hotmail.com

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Capitulo 80 – Não busque fora. Recolha.

 

Antigamente vivia-se muito bem, em harmônica com a vizinhança, sem almejar grandes sonhos. Os governantes sábios sabiam como deixar o povo feliz.

 

Vivia-se de forma pacifica dentro do mundo que lhe foi concedido. Sem grandes ambições, adequando-se ao meio que se vivia. Em paz, em harmonia, em suas singelas casas. Satisfeitos com o que se tinha, com as suas famílias, com as suas vestes, com o que se tinha para comer. Vivia-se feliz, convivia-se feliz. Não precisava ir longe. Não precisava de carros ou barcos – não eram necessários. Não precisava de armamentos – não seriam utilizados.

 

Cada povo adaptado no seu mundo.

 

Não era necessário ir buscar no mundo de fora o que no seu lugarejo não tinha. O mundo era autossustentado, com autossatisfação.

 

Mas a hipervalorizarão do mundo material provocou uma necessidade de busca por um mundo melhor, com uma falsa imagem de que o que não se tinha (o que está lá fora) era importante e era melhor.

 

A tecnologia nos proporcionou maior rapidez e precisão na elaboração de várias coisas, porém será que ela realmente está ajudando o homem? Proporcionou um conforto maior, porém com isso, perdeu-se muito a nossa tão preciosa saúde e tranquilidade. No mundo atual, tem-se pressa para tudo. A tecnologia não alcança a pressa do homem; pelo contrário, aumentou ainda mais a necessidade de se fazer ou conseguir algo mais rápido ainda…

 

Os ensinamentos de Lao Tse nos faz conscientizar que a tão sonhada paz (e felicidade) não está fora e nem longe. Está dentro de nós. No local onde vivemos, no nosso lar, no nosso trabalho, no nosso convívio, no nosso corpo.

 

Busquemos dentro de nós a nossa verdadeira identidade, que é luz, é energia. Deixemo-la fluir como de fato ela é: leve, sutil, brilhante. A prática da meditação nos conduz a esse caminho. Recolha. Deixe o mundo exterior e busque o vazio, o uno (o tudo e o nada) no mundo interior. É o verdadeiro caminho do Tao.

 

Equilibre-se, alinhe-se (toque de cabeça, tan tien, cóccix), centralize-se com os exercícios do abraço da árvore. Fortaleça a sua base, de forma natural. Conecte-se com a natureza e se energize.

 

Continuemos a praticar, diariamente, assim como o sol que um dia após o outro nos proporciona a luz que propicia a vida na Terra e, assim como as arvores, de forma tão sublime e serena, no trabalho incessante em oferecer oxigênio a todos os seres viventes deste planeta.

 

Meus sinceros agradecimentos à nossa mãe natureza.

 

29/02/2016  Iracema Ioco Kikuchi Umeda

E-Mail: iikumeda@hotmail.com

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 76 . Aula de Tai Chi – 30/01/2016

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O capítulo 76 – Sobre a diferença entre rigidez e macies.

O professor explica que ao nascer o homem é flexível, frágil e cheio de vida, onde seus olhos brilham, emanando grande quantidade de energia; Já próximo a sua morte, o homem por sua vez, torna-se rígido, inflexível, pálido e duro.  Não só os homens são regidos por esta lei, as árvores e vegetais também.  Esses exemplos servem para a nossa própria vida, para nossa prática, ao passo em que sermos flexíveis e suaves no nosso modo de agir, ao lidar com outros seres, nos renderá muitos benefícios.  Para exemplificar: no treino de Tuei Sou, quando se está com os braços endurecidos, logo as dores começam a aparecer e a prática não flui. Já ao contrário, sendo macio, suave e sem pressa sua força é aumentada e a prática flui perfeitamente bem.

Já na segunda parte do capítulo, Lao Tse relata que os que são suaves e flexíveis estão no grupo voltado para a vida, o inverso, onde estão os rígidos e violentos, estão no grupo voltados para a morte. Em que os que são violentos e inflexíveis tendem a morrer primeiro.

Pode-se notar que ser suave, tranquilo, de acordo já com a ultima parte do capítulo, é estar em superioridade, ou seja, é melhor do que ser truculento; Agindo desta forma o praticante/buscador irá junto a natureza em direção a grande paz, longevidade e bem viver.

 

03/02/2016 Henrique Decimus

E-Mail: henriquethaicenter@gmail.com

*Texto elaborado por aluno: Henrique Decimus

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Flexibilidade? A cada ano que passa nos tornamos mais rígidos, jornais, revistas, televisão, internet, pessoas, o cotidiano, todos nos dizem que só os fortes vencem, mostram que devemos bater de frente, revidar, devolver.

Na nossa infância e juventude, o amor, paciência, alegria, leveza se mostram mais presentes, porque? Alguns dizem que nessa epóca da vida não temos responsabilidades, o capítulo nos faz lembrar que a verdade é que somos mais flexíveis, não somente física, principalmente uma flexibilidade mental. Aceitamos as mudanças que aparecem com mais naturalidade, procuramos as melhores alternativas mesmo em situações adversas, aprendemos com mais facilidade, fazemos coisas inesperadas, buscamos a felicidade. Com o passar dos anos vamos nos tornando rígidos, frases do tipo: “Já sei” – “Não quero” – “Não vou” – “Já conheço”, ou então acrescentamos o “SE” nas frases, “Só faço isso SE…” e no final são tantos “SEs” que ficamos paralizados.

Flexibilidade não é aceitar tudo e compreender as situações encontrando a melhor forma de conviver com elas.

Se pegamos um vidro cheio de pedras, ao tentar colocar mais pedras não é possível, o vidro já está cheio, se tentamos colocar água, vemos que ela vai se moldando e ocupando os pequenos espaços vazios.

Que sejamos mais flexíveis, compreendendo as diversidades, saindo da rotina, levando leveza, amor e sorriso em todas as situações.

 

04/02/2016   Gabriel Mondin

E-Mail: gabrielmondin@outlook.com

*Texto elaborado por aluno: Gabriel Mondin

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O cap 76  do Tao faz uma comparação entre os opostos. De um lado, a suavidade e fragilidade ligadas ao nascimento e à vida. Do outro lado, a força e à rigidez ligadas à morte. Ao final, a suavidade se encontra em posição superior à força.

 

O recém-nascido em constante crescimento e transformação está conectado com sua essência. É molinho, flexível e suas energias fluem harmoniosamente.

 

Podemos aprender com o bebê.  Aprender a ser suave, a ter flexibilidade consigo mesmo e com as outras pessoas. Sentir essa energia nos pensamentos, palavras e ações. A suavidade poupa energia e abre novos caminhos.

 

A mudança e o crescimento interior requerem essas virtudes. Se estamos abertos e dispostos a aprender, necessitamos desenvolve- las.  É estar sempre renascendo e se redescobrindo.

 

Portanto, percebemos a importância de retornarmos à nossa origem, à essência. Desta forma, a fragilidade não é consequência de raízes fracas, de não estar conectado. É fruto da conexão interna, da unidade com a essência divina. E o crescimento se dá ao longo de toda a existência.

 

O contrário, quando a força e a rigidez dominam os movimentos da vida, pode resultar em bloqueios e estagnação física, psíquica, emocional e espiritual.

 

Estar receptivo, ter paciência e um bom coração podem nos ajudar  a conduzir a vida de forma mais suave e gentil.

05/02/2016     Kátia Rodriguez Richieri

E-Mail: katia@richieri.com.br

*Texto elaborado por aluno: Kátia Rodriguez Richieri

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Relato de Tao Te Ching capítulo 76 Fraqueza, Suavidade – Aula de Tai Chi de 30/01/16

-Quando a pessoa nasce é frágil e suave.
Aqui estamos falando de um bebê.

-Quando morre tudo fica duro, rígido.
Aqui estamos falando de um moribundo.

-Todos os seres vivos, tanto as plantas, como os animais ao nascerem ou brotarem são frágeis, fracos.
-Ao morrerem são secos, duros.
Observando a natureza reparamos que todos os seres vivos quando nascem são tenras, brandas e suaves, e quando se aproximam da morte, tornam-se gradualmente rígidas, duras e secas. E a relação que existe entre esses dois momentos extremos é a quantidade de energia vital que esses seres possuem nesses momentos. Ao nascerem os seres são cheio de vitalidade, tem grande quantidade de energia, enquanto que na proximidade da morte já está exaurida de energia.

-Porisso aqueles que são duros e rígidos pertencem ao grupo da morte.
-Aqueles que são frágeis e suaves pertencem ao grupo da vida.
Assim através do treino de Tai Chi e Meditação com suavidade procuramos circular e armazenar a energia vital no nosso corpo para sincronizar com a natureza e tentar permanecer no grupo da vida.

-Assim os soldados fortes com armas duras não vencem.
-A madeira quando fica muito dura quebra.
Quando faz guerra com uso de armas duras, ocorre muitas mortes e destruição, e assim que a guerra termina, os derrotados se preparam para se vingar dos vencedores, partindo para nova guerra e causando novas mortes e destruição, e assim sucessivamente. Portanto os soldados fortes com armas duras não vencem. É preferível resolver suavemente com negociação.
-Porisso qualquer coisa rígida e forte posiciona embaixo.
-Enquanto coisa fraca e suave posiciona em cima.
Porisso, através da meditação, com suavidade, ao assentar, acalmar e decantar tudo que nos incomoda, esvaziando o coração de ambição, apego às coisas, medo, ego, etc e sincronizando com a energia da natureza, nos tornamos mais suaves, e posicionamos em cima, com leveza.

 

06/02/2015   Kinjiro Sekiguchi

E-Mail: kinjiro2003@globo.com

*Texto elaborado por aluno: Kinjiro Sekiguchi

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 75 . Aula de Tai Chi – 16/01/2016

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Relato de Tao Te Ching capítulo 75 Valorização da Vida – Aula de Tai Chi de 16/01/16

Neste capítulo Lao Tze, através da descrição das condições difíceis da vida da sociedade dessa época e da difícil relação do povo com o governante, transmite seus ensinamentos.

-Por que o homem passa fome ? É porque os governantes cobram impostos do povo em demasia.
-Quando o povo é difícil de governar, é porque o governante age intencionalmente, com egoísmo, só pensando na sua ambição e no seu bem estar, sem ouvir as necessidades do povo.

O Prof. Tsai ressaltou que normalmente o governante acostuma pensar que o povo está difícil de ser governado porque o povo é ruim, que não trabalha e não produz o suficiente, mas que olhando do ponto de vista Taoista é sempre o inverso. Para isso é preciso assentar, acalmar e decantar tudo que nos incomoda, tais como, ambição, apego às coisas, medo, ego, etc e sincronizar com a energia. Só assim conseguimos enxergar a realidade.

-O povo não dá mais importância para viver, porque o governante exige do povo vida de excessos (de trabalho, de exercícios físicos, de exigência de cumprimento de metas, etc), só para atender os desejos do governante (seus sonhos, suas ambições de poder e riqueza, aumentar o seu bem estar, etc).

Aqui, substituindo o “povo” pelo “corpo físico” de uma pessoa, e o “governante” pela “mente” dessa pessoa, observamos que o excesso de trabalho do corpo físico exigido pela ambição da mente dessa pessoa pode levar essa pessoa a ficar doente e levar à morte.
O Prof. Tsai disse que porisso, se a pessoa busca só bens materiais, poder e riqueza, e desprezar a essência do viver levará à perda de sincronismo com a energia.

-Assim apenas as pessoas que realmente conhecem a essência do viver (sincronização com a energia) vai perceber que isso é muito mais valioso que bens materiais.

O Prof. Tsai disse: Por quê se matar tanto de trabalhar para conseguir mais bens materiais, se vai acabar pagando muito mais caro com doença, com a morte ? É isso que vai acontecer se estiver sincronizado com bens materiais em vez de estar sincronizado com a energia.

O Prof. Tsai falou sobre o sincronismo com a energia, e deu um “puxão nas orelhas” dos antigos alunos (como no meu caso), e disse: se você acha que ainda não está indo bem no trabalho ou está tendo algum problema de saúde, é porque você deixou de estar sincronizado com a energia.
Queria agradecer mais uma vez ao Prof. Tsai por esse “puxão nas orelhas”, pois nos últimos meses acho que estava perdendo sincronismo, e agora acho que me clareou como resolver, e após muita reflexão, agora acho que voltei a sincronizar.

27/01/2016   Kinjiro Sekiguchi

E-Mail: kinjiro2003@globo.com

 

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Capítulo 75

 

Valorização da Vida

 

Na época em que Lao-Tsé escreveu o TAO TE CHING, o país (China) era assolado por uma grave crise. O professor Tsai revela, inclusive, que as pessoas se devoravam por conta da falta de alimentos. Um canibalismo provocado pela ambição; resultado da ação de governantes inescrupulosos que cobravam altos impostos.

 

No capítulo, Lao-Tsé aborda o sofrimento do povo, que é explorado pelos próprios governantes. A queixa e a revolta são inevitáveis, porque os governantes não dão condições dignas de vida aos liderados. Instala-se o caos. O povo passa a não temer a morte; há um verdadeiro fastio da existência.

 

A leitura traz a reflexão de que tudo o que ocorre externamente é mero reflexo do que ocorre internamente. Reconhecer o sincronismo é essencial para vivenciar o TAO. As pessoas só conhecem a essência da vida quando passam a não depender tanto do material. Quando estamos alinhados à prática de energia, a vida interior é mais compensadora do que os bens materiais transitórios.

22/01/2016 Betânia da Silva Lins

E-Mail: betania.lins@printeccomunicacao.com.br

*Texto elaborado por aluna:Betânia da Silva Lins

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