Testimony of Flavia Lucato the student of Prof. Tsai Shien Jong on Tai Chi, Push hands and Taoist meditation …

Statement of process:

 I had been practicing Tai Chi and meditation every day for months, happy with a certain stability of my health. Without realizing it, I ended up parking in a comfortable area, without climbing another step of understanding. Until in a very intense class with Professor Tsai, he gave me a little “push” to make me realize what was happening. It was an intense lesson, forcing the connection on my axis a lot, and I was very tired. At first I thought that this effort had been bad, because it destabilized me and I felt old problems of my body to surface. But then I understood that this “worsening” gave me the impetus to go further, and after that episode I could more clearly understand some issues, including the body’s own connection to earth and sky. Once I was able to experience this connection more intensely, I also became aware of the grandiosity and absolute regimentation of these elements over me (of all of us, in fact), and in my training I began to experience the gentlest salivation sweeter. I had heard other people talk about “sweet saliva,” but until then it did not make sense to me.
After this episode I also understood with more clarity the need and importance of Push Hands. I did put the Push Hands practice as something important, but I think I just reproduced the Professor’s speech, without ownership of it. Now I can say that I have in me a real note to know that in the practice of Push Hands there is an essence to permeate the other movements that we learn. Even though I am still a beginner in practice, I recognize that there is indeed an essential issue.
Knowing (and feeling) that we are all governed by the same forces in this system is a knowledge that begins to permeate my way of seeing the world, 24 hours. It is a knowledge that makes me more humble, more tolerant and also more curious. (What else has always been here and I’ve never had eyes to see?) It’s as if the perception of my own world is widening. As if before I connected with a small diameter around me, but now that diameter extends on a spatial scale and I see myself as a small part of this great universe.
Another fact that has made me clear is the idea of the curve as a key to everything that exists. Nature has no straight lines, waves (or vibrations) maintains continuity by circular motion. Nothing straight endures. The planets align and rotate in constancy. Events as well. And our constant training brings us more and more to that frequency that rules the whole universe. Now the word “synchrony” that the Professor is talking about, also begins to make sense to me.
A phrase from the Professor this week was very present for me. It was something like: “We only have problems because we have this body. And it is then the means to solve the problems. ” It seems obvious, but this cleared to me the idea that the Professor also brought that the practice of Tai Chi is the union of all aspects to prevent issues like Alzheimer’s and Parkinson’s. This sentence showed me that other measures can only be partial, and that in Tai Chi practice we integrate all aspects, and that only with this integration can we fill all the gaps of our problems, which only affect us precisely because we have this body. I came to the image that our body is like “a test with consultation”. We have questions to solve, and the answers are here. But if we do not know where to look or how to study, we can not succeed in the test.
In everyday life I have realized how easy it is to enter a mechanical movement, disconnecting from what is essential. I feel as if I have awakened a “watcher” inside me, who often pulls me back to what is essential when my mind begins to “seduce” itself by unnecessary things.
Today I also begin to understand why the Professor had told me that too much sleep at night is not a good sign. Now I realize that this intense brain activity is an imbalance, and also that too much imagination tends to keep me out of this reality where we are.
After the last private lesson with the Professor, where we talked a lot about  胯 “Kuá” (pelvic region, hips, groin), my sense of rooting became more present in all the movements I practiced, including in the posture of the tree. It seems to have opened up some more channel of communication between the lower and upper parts of my body.
Thank you, Professor Tsai, for the valuable teachings …!

 Flavia Lucato, 12/1/2016

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Depoimento da Flavia Lucato a aluna do Prof. Tsai Shien Jong sobre Tai Chi, Push hands e meditação Taoísta…

pushhands

Depoimento de processo:

 Eu vinha praticando Tai Chi e meditação todos os dias, há meses, contente com uma certa estabilidade da minha saúde. Sem me dar conta, acabei estacionando numa zona confortável, sem subir mais um degrau de entendimento. Até que numa aula bastante intensa com o Professor Tsai, ele me deu um “empurrãozinho” para que eu percebesse o que estava acontecendo. Foi uma aula intensa, forçando bastante a conexão no meu eixo, e eu fui embora muito cansada. A princípio achei que esse esforço tinha sido ruim, porque me desestabilizou e eu senti problemas antigos do meu corpo virem à tona. Mas depois entendi que essa “piora” me deu impulso para ir mais longe, e depois desse episódio eu pude entender com mais clareza algumas questões, inclusive a própria conexão do corpo com a terra e o céu. Uma vez que pude experimentar essa conexão com mais intensidade, me dei conta também da grandiosidade e da regência absoluta desses elementos sobre mim (sobre todos nós, na verdade), e nos meus treinos passei a experimentar a salivação mais suave (mais aguada) e mais doce. Eu já tinha ouvido outras pessoas falarem sobre a “saliva doce”, mas até então não me fazia sentido.

Depois desse episódio eu também entendi com mais clareza a necessidade e a importância do Push Hands. Eu colocava sim a prática do Push Hands como algo importante, mas acho que eu apenas reproduzia o discurso do Professor, sem ter propriedade sobre esse fato. Agora eu posso dizer que tenho em mim um apontamento real para saber que na prática do Push Hands existe uma essência para permear os outros movimentos que aprendemos. Mesmo ainda sendo iniciante na prática, eu reconheço que ali está de fato uma questão essencial.

Saber (e sentir) que estamos todos regidos pelas mesmas forças nesse sistema é um conhecimento que começa a permear minha maneira de ver o mundo, 24 horas. É um conhecimento que me faz mais humilde, mais tolerante e também mais curiosa. (O que mais que sempre esteve aqui e eu nunca tive olhos para ver?) É como se a percepção do meu próprio mundo se ampliasse. Como se antes eu me relacionasse com um pequeno diâmetro em volta de mim, mas agora esse diâmetro se estende numa escala espacial e eu me vejo como uma pequena parte desse grande universo.

Um outro fato que me clareou bastante é a ideia da curva como uma chave sobre tudo que existe. A Natureza não tem linhas retas, as ondas (ou vibrações) mantém a continuidade pelo movimento circular. Nada reto perdura. Os planetas se alinham e giram em constância. Os acontecimentos também. E nosso treino constante nos traz cada vez mais para essa frequência que rege todo o universo. Agora a palavra “sincronia” que o Professor tanto fala, começa também a me fazer sentido.

Uma frase do Professor nesta semana ficou bastante presente para mim. Era algo como: “Nós só temos problemas porque temos esse corpo. E ele é então o meio para resolver os problemas”. Parece óbvio, mas isso clareou para mim a ideia que o Professor também trouxe de que a prática do Tai Chi é a união de todos os aspectos para prevenir questões como Alzheimer e Parkinson. Essa frase me mostrou que outras medidas podem ser apenas parciais, e que na prática do Tai Chi nós integramos todos os aspectos, e que só com essa integração podemos preencher todas as lacunas dos nossos problemas, que só nos afetam justamente porque temos esse corpo. Me veio a imagem de que nosso corpo é como “uma prova com consulta”. Temos questões para resolver, e as respostas estão aqui. Mas se não soubermos onde procurar ou como estudar, não poderemos ter sucesso na prova.

No dia a dia tenho percebido como é fácil entrar num movimento mecânico, desconectando do que é essencial. Sinto como se tivesse acordado um “vigilante” dentro de mim, que muitas vezes me puxa de volta para o que é essencial quando minha mente começa a se “seduzir” por coisas desnecessárias.

Hoje também começo a compreender por que o Professor tinha me dito que excesso de sonhos a noite não é um bom sinal. Agora percebo que essa atividade cerebral intensa é um desequilíbrio, e também que imaginação demais tende a me manter fora dessa realidade onde estamos.

Depois da última aula particular com o Professor, onde falamos muito sobre o 胯 “Kuá” o: 胯 “kuà” (região pélvica, quadris, virilha), minha sensação de enraizamento ficou mais presente, em todos os movimentos que pratiquei, inclusive na postura da árvore. Parece que abriu mais algum canal de comunicação entre a parte inferior e superior do meu corpo.

Muito obrigada, Professor Tsai, pelos ensinamentos tão valiosos…!

 

   Flavia Lucato, 1/12/2016