Relato do Tao Te Ching . Capítulo 79 . Aula de Tai Chi – 20/02/2016

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O que é ser frágil? fraco? Como identificar o forte? Porque identificamos fraco e forte, qual o motivo dessa comparação? Olhamos superficialmente as coisas, pessoas e concluimos que essa/esse, isto ou aquilo é frágil, fraco. Fazemos um julgamento com base em padrões pré-definidos e não olhamos com detalhes o que está na nossa frente, não tentamos entender o outro, seus motivos, objetivos, seja um objeto, pessoa, animal. Fomos acostumados a estabelecer padrões e não notamos a singularidade de cada um, quando olhamos atentamente, nos colocando no lugar do outro e procurando entender realmente seus pensamentos, motivos, quando falo entender e se colocar no lugar do outro, é olhar o outro com sua forma de pensar, suas características, forma de agir, experiências, temos a mania de “se” colocar no lugar do outro com nossos pensamentos, ações e não entendemos o porque disso ou aquilo, se começarmos a realmente compreender o outro, começamos a compreender a nós mesmo e identificar a verdade do fraco e forte. Afinal novamente pergunto, o que é ser fraco, frágil, forte? Temos a água que julgamos frágil, fraca e ao mesmo tempo ouvimos o ditado: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Forte, fraco, são conceito que inventamos para diferenciar coisas, pessoas, devemos deixa-los de lado e olhar com atenção a situação e tudo o que está envolvido nela, olhar pequenos detalhes, aqueles que muitas vezes não olhamos, evitar padrões, conceitos, julgamentos. Fazendo isso veremos que não há necessidade de identificar forte, fraco, feio, belo, bom, ruim, bem, mal, isso, aquilo e entenderemos que se é assim hoje, pode não ser amanhã e tudo é muda.

 

26/02/2016   Gabriel Mondin

E-Mail: gabrielmondin@outlook.com

http://www.centrotaoista.com.br

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 79 . Aula de Tai Chi – 20/02/2016

Em situações de conflito brigas e desentendimentos, muitas pessoas tendem a guardar mágoas, rancores e passam a achar que a outra parte está em alguma forma de débito consigo. Elas acham, ao final das contas, que a outra pessoa está lhe devendo algo.

Lao Tsé, no entanto, nos ensina que este tipo de comportamento não está de acordo com o Verdadeiro Tao, O Tao Celestial.

 

Este tipo de conduta leva a pessoa a gerar uma série de desarmonias em vários âmbitos de sua vida. Essas desarmonias, por sua vez, acabam gerando uma série de bloqueios na pessoa, que, por fim, resultam nas consequências físicas que se consolidam nos mais variados tipos de doenças. Tanto físicas quanto psíquicas.

 

Por isso o sábio jamais busca se vingar ou cobrar algo daquele que, de alguma forma, pretendeu ofender ou prejudicá-lo.

 

O sábio deixa as coisas fluírem e de seu ego se desvincula. Portanto, qualquer ofensa ou atitude contra ele tentada, ele já não mais a toma como sendo sua.

 

Assim, se torna indiferente a isso e não busca nenhuma cobrança ou reparação.

 

Lao Tsé, para ilustrar esse ensinamento, compara a uma pessoa que, mesmo tendo um contrato que possa ser executado a seu favor, jamais se faz valer disso para buscar algum tipo de justiça ou cobrar o que supostamente lhe devam. Ele não faz valer o “lado esquerdo” do contrato.

 

E, seguindo assim, jamais pensando em se vingar ou buscar o que lhe fosse devido, as coisas sempre lhe acontecem de forma favorável e natural, sem precisar utilizar-se da ação e agindo sempre pela “não ação”.

 

Já as pessoas que guardam rancores e procuram manipular e agir sem medir as consequências, a fim de resgatar sua suposta justiça, acabam, no final das contas, seguindo o Tao do Homem e sendo as únicas prejudicadas. Geram mais desentendimento, desarmonia e doenças, para si e para os outros.

 

Portanto, o sábio não busca recompensas e compartilha sua virtude para o benefício dos demais irmãos.

 

À luz desse ensinamento, o Professor Tsai comentou que o maior exemplo Taoísta que ele viu em toda sua vida foi o grande mestre Liu Pai Lin (seu mestre), que sempre compartilhou sua virtude com as pessoas e buscou ajudá-las no que precisassem.

 

O Tao do Céu não tem preferências, não racionaliza e nem escolhe um em prejuízo do outro. Ele simplesmente corresponde conforme a pessoa se integra e se sincroniza a ele.

 

O Tao do Céu é justo sem precisar fazer justiça.

 

Sigamos o caminho do Tao tranquilos, “desinteressados” e sem ansiedade.

 

Um dia alcançaremos sua realização.

 

26/02/2016   Paulo Ricardo

E-Mail:  paulobonciani@hotmail.com

http://www.centrotaoista.com.br

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Capítulo 79

 

Quando tentamos resolver um rancor, seja tentando abafá-lo dentro de nós mesmos ou fazendo acordos racionais com todas as partes envolvidas, sempre restará um pouco de ressentimento. Isso porque, sem o Caminho, o coração assimila o mundo numa dualidade que não se funde: certo e errado, justo e injusto, “eu e os outros”. E se guardarmos rancor dentro de nós, em algum momento ele irá se manifestar, ou em comportamentos agressivos, ou em forma de enfermidades.

O Tao nos ensina que a raiz do rancor está justamente nessa dualidade, porque diante de um problema, a reação será tentar compreender as diferenças para “tomar partido” de algum dos lados, em vez de buscar a concordância, livre do ego.

Através das práticas espirituais podemos dissolver esse ego e manter um coração sem rancores. Assim poderemos agir bem, atuando no mundo de forma equilibrada e de acordo com as Leis da Naturalidade.

Tomar o Sinal Esquerdo significa seguir o perfeito caminho do coração. Quem tem Virtude, se orienta pelo sinal. Quem não tem, se orienta pelo vestígio. O sinal é interior e habita o coração da pessoa. O vestígio é exterior, como um rastro de alguma relação que não conseguiu se sustentar em harmonia. Provavelmente todos nós já tivemos experiências de encontros e desencontros que nos deixaram alguma marca ou alguma pista do que seria uma fusão completa como as águas dos rios ao chegarem no mar. E cabe a nós, praticarmos e seguirmos o Caminho para não mais nos orientarmos por esses vestígios, e sim pelos sinais.

Ao tomar o Sinal Esquerdo, o Homem Sagrado pode ajudar o próximo, porque tem solidez no seu caminho para poder oferecer algo aos demais, sem ego e sem esperar nada em troca, assim como nos contou o Professor Tsai, sobre a bondade do coração de seu Mestre.

O Caminho do Céu não discrimina qualquer existência, e por isso não cria intimidade: Porque age no mundo em abrangência, tolerância e aproximação, sem negligenciar nada e nem ninguém.

 

25/02/2016 Flávia Lucato Castardelli

E-Mail: flavia_lucato@yahoo.com.br

ttp://www.centrotaoista.com.br

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