Relato do Tao Te Ching . Capítulo 77 . Aula de Tai Chi – 06/02/2016

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 77 . Aula de Tai Chi – 06/02/2016

 

O Tao Celestial:

 

Lao Tsé nos ensina que o Tao Celestial pode ser entendido como um arco de atirar flechas, no que diz respeito à forma como rege os eventos do universo, em relação às suas leis de compensação, equilíbrio e harmonia.

O Tao, aliás, é mais do que o regente da natureza: ele é também a própria natureza.

Veja que ao querer acertar um alvo, você deve mirar exatamente nele, devendo fazer as devidas compensações caso esteja fora da mira: se estiver muito pra cima, deve-se abaixar um pouco. Se apontar mais pra esquerda, deve-se ir um pouco mais pra direita e assim por diante.

Veja que este pequeno exemplo se estende a todos os aspectos da natureza: o Tao sempre encontra uma maneira de compensar as coisas a fim de facilitar o fluir de energia, favorecendo, assim, a manutenção da vida.

Como exemplo disso o Prof. Tsai cita o Nordeste do Brasil, que é uma região quente onde nascem côcos de forma natural. A água do côco possui uma vibração de energia mais fria, proporcionando àqueles que a bebe, uma compensação natural da energia excessivamente quente que recebe quando está no Nordeste.

Já no Sudeste do Brasil, onde já não é tão quente, o côco não é indicado para ser consumido. O côco não nasce naturalmente em São Paulo por não ser necessário para restaurar naturalmente a energia de quem vive neste ambiente.

A natureza faz brotar somente o que for necessário, de acordo com a necessidade energética. A natureza é econômica.

 

O Tao do Homem:

 

Já no Tao do homem alece essa “justiça natural” do Tao Celestial.

No Tao do homem há uma distribuição desproporcional de energia e demais recursos, em vários âmbitos, o que gera desarmonia, infelicidade, e consequentemente doenças e eventos desfavoráveis à vida.

Lao Tsé nos lembra que aquele que tem pouco acaba sendo o que mais doa, e aquele que mais tem, é o que mais recebe do que menos tem.

Isso pode ser notado muito facilmente no Brasil, onde, por exemplo, há politicos muito ricos e que cada vez mais recebem mais e lucram em cima do povo, que no final acaba sempre pagando a conta.

O santo (quem compreendeu o Tao) dá o excedente a quem não tem, pois está sincronizado com a natureza e não mais precisa de tantas coisas para ser feliz e realizado.

Por isso ele faz o bem e não tem necessidade de reconhecimento ou compensação pelo que fez.

Ele está livre dessas necessidades e muletas do ego.

Ele simplesmente faz o que tem de ser feito e se retira.

Quando ouvi o Professor Tsai comentar isso na aula, imediatamente me lembrei do Mestre Pai Lin, que fez exatamente dessa forma. Ensinou o que devia e humildemente se retirou.

Lao Tsé, após escrever o Tao Te Ching, também se retirou imediatamente, sem ter recebido qualquer elogio, compensacão ou gratidão.

 

13/02/2016   Paulo Ricardo

E-Mail:  paulobonciani@hotmail.com

http://www.centrotaoista.com.br

 

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Capítulo 77 – o Tao do céu

 

O Tao do céu é como um arco-flecha.

Está na medida certa.

Se você empina o arco para cima, a flecha atinge acima do alvo desejado.

Se você mira o arco para baixo, a flecha cai abaixo do alvo desejado.

Se o arco estiver muito frouxo, a flecha não receberá o impulso necessário para atingir o alvo.

O Tao do céu complementa aos que necessitam, dá para quem não tem.

 

O Tao do homem é diferente, é anti-natural.

O homem por sua essência materialista, tira dos que pouco têm para aumentar dos que já têm.

Assim, o rico fica mais rico e o pobre fica mais pobre.

O poderoso fica mais poderoso e o oprimido mais oprimido.

 

Ao observarmos a natureza podemos ver a perfeita harmonia do Tao.

Cada um no seu papel, naturalmente encaixada em suas incumbências.

De um lado podemos ver uma enorme árvore frondosa,

Por outro lado, podemos observar as singelas (e aparentemente insignficantes) gramíneas.

Todas exercendo o seu valioso papel dentro do seu minicosmo, proporcionando a grande harmonia do macrocosmo.

 

O sábio sabe o verdadeiro caminho do Tao

Respeita a natureza. Não é egoísta, arrogante; compartilha.

Dá aos fracos e oprimidos, sem se vangloriar.

Ao aprendermos a seguir a mãe natureza, seguiremos o Tao, atingindo a paz de espírito, a serenidade que tanto procuramos.

12/02/2016  Iracema Ioco Kikuchi Umeda

E-Mail: iikumeda@hotmail.com

*Texto elaborado por aluna Iracema Ioco Kikuchi Umeda.

http://www.centrotaoista.com.br

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Capítulo 77

 

Para lançar uma flecha é preciso ajustar o arco: aproximar as extremidades da haste de madeira com o puxar da corda para trás. Desse modo, a parte que era mais rígida (madeira) revela sua flexibilidade, e a parte que era mais frouxa (corda) mostra sua rigidez. Tudo deve se completar de maneira equilibrada para que a flecha não seja lançada nem muito para cima, nem muito para baixo.

Esses ajustes também devemos fazer com naturalidade em relação ao nosso próprio corpo e a tudo que se manifesta neste mundo: Aproximar os extremos que se encontram afastados, diminuir as sobras e completar as insuficiências. A Natureza funciona na perfeição dessas compensações, assim como o homem que segue o Caminho, porque ele também é parte dessa Natureza que opera em expansão e recolhimento, igual ao arqueiro operando o arco.

Precisamos assimilar essa sabedoria e caminhar de acordo com o Tao, abaixando o que é superior e elevando o inferior, aproximando os extremos e equilibrando o que está desequilibrado. Atualmente o homem atua no sentido contrário, elevando mais ainda o que já está elevado e abaixando mais ainda o que já está em escassez, afastando assim os extremos e aumentando o desequilíbrio. Se conseguirmos aplicar os princípios da Natureza no nosso cotidiano, saberemos administrar alimentação, sono, trabalho, dinheiro.

As únicas pessoas que possuem sobras para oferecer ao mundo, são as que possuem o Caminho. São aquelas livres do ego e que agem em sintonia com a Natureza; que cultivam as virtudes e se dedicam às práticas espirituais interiores – que não deixam de ser um constante lançar de flechas para dentro de si. Quando alinhamos nossas posturas nos treinamentos, somos arqueiros buscando o equilíbrio do arco.

Uma vez que o arqueiro alinhou seu instrumento, tudo que ele precisa fazer é soltar a flecha para que ela cumpra seu trajeto até o alvo.

Uma vez que nós alinhamos nossas posturas, tudo que precisamos fazer é também soltar o corpo e deixar que a Natureza aja. Com dedicação a essa busca, poderemos aprender a reconhecer e ler os sinais do Universo, agindo em perfeita sintonia com ele.

 

10/02/2016 Flávia Lucato Castardelli

E-Mail: flavia_lucato@yahoo.com.br

ttp://www.centrotaoista.com.br

 

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Na explicação desse capítulo pelo Mestre Tsai vemos quão atual e importante são os ensinamentos do Tao.

O Homem tem se comportado como mero executor de tarefas e age como se estivesse num sono profundo, com total incapacidade para refletir sobre suas ações, é como máquina programada para executar.

Não existe atalho, enquanto o Homem não entrar em sintonia com o caminho que o conduzirá a verdade, ele apenas patinará em seu próprio erro.

O Mestre Tsai explica que o caminho do Tao é como o endireitar do arco, se ele não estiver na posição correta, certamente não seguirá seu fluxo natural.

Um governo que favorece os mais ricos e desfavorece os mais pobres não está em conformidade com seu povo e a consequencia é sempre desastrosa.

Ora, por que então o Homem insiste em andar na direção contrária? Bem, ele não enxerga que sua vaidade, ego e dogmas o afastam do caminho do céu.

Em contrapartida, quando o Homem entende que seu interior será aperfeiçoado a medida que abre mão de suas verdades incontestáveis, naturalmente entra numa sintonia que transcende a desse mundo.

A busca pelo equilíbrio é a mais sensata das decisões pois os exageros somente mostram o quão desordenada está aquela vida. O Homem peca por seus excessos.

Quando o Homem não se liberta do seu eu e age como se não houvesse o amanhã, além de limitar seu crescimento, bloqueia toda e qualquer ajuda que poderia ser direcionada ao carente.

O caminho do Tao é perfeito e quando o Homem entra em sintonia com este caminho deixando para trás o velho Homem, sua realidade e a das pessoas ao seu redor é lindamente transformada.

Este é o caminho do Tao, o caminho do céu.

 

08/02/2016  Priscilla Tanaka

E-Mail: priscillacasi@yahoo.com.br

http://www.centrotaoista.com.br

 

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