Relato do Tao Te Ching . Capítulo 69. Aula de Tai Chi – 24/10/2015

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Capítulo 69

Livros como A arte da guerra valorizam uma posição ativa diante da vida; defendem que o ser humano deve tomar a iniciativa.  Ao contrário, o capítulo 69 nos fala que para “vencer” devemos ser receptivos; eu não posso evitar o ataque, mas posso me desviar; em vez de avançar um milímetro posso me desviar um milímetro. A lição extraída deste capítulo é a não ação; é a valorização de uma postura mais receptiva – como o próprio tai chi, que utiliza a força da agressão para desviar-se dela.

 

Na guerra, o sentimento de vaidade dos oponentes se revela como um dos principais erros. A vaidade nos faz perder o principal tesouro: o eixo. No treino de energia, o TAO nos mostra a importância do equilíbrio. Sem usar armas, sem desprezar o “inimigo”, sem avançar para lutar, sem perder o tesouro. Uma bela alegoria de como devemos levar a vida…

 

22/01/2016 Betânia da Silva Lins

E-Mail: betania.lins@printeccomunicacao.com.br

*Texto elaborado por aluna:Betânia da Silva Lins

http://www.centrotaoista.com.br

 

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Arte da Guerra

Os livros que falam de estratégias e arte da guerra nos ensinam que durante uma guerra devemos tomar uma posição mais passiva em relação à outra parte. Isso significa que o sábio quando se vê em uma situação de guerra ele evita tomar a iniciativa, não se tornando o “anfitrião” do embate.

Nestas condições, o seguidor do Tao se porta como receptor, pois ele sabe que é preferível retroceder o tamanho de um pé do que avançar o tamanho de um dedo.

O sábio não ataca nem toma a iniciativa, aguardando o momento certo de se defender, sendo maleável e receptivo como a água.

Desta maneira segue sempre vitorioso.

Um exemplo disso foi a vitória do Viet Nam sobre os Estados Unidos, nos anos 70, na Guerra do Viet Nam.

Para o praticante do Tao, o maior erro consiste em se achar superior e desprezar o adversário, tomando uma posição de superioridade e arrogância sobre ele.

O Tao nos ensina a sermos humildes neste caso, se não quisermos ser derrotados.

A história nos ensina que os vencedores sempre foram aqueles que não tiveram intenção de atacar, pois o tirano sempre cai. Exemplo: o Império Romano.

Quem ataca sempre perece no fim das contas.

11/11/2015   Paulo Ricardo

E-Mail: paulobonciani@hotmail.com

*Texto elaborado por aluno:Paulo Ricardo

http://www.centrotaoista.com.br

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Cap 69

 

Na guerra, não tomar a iniciativa, não avançar ou forçar agressão e, sim ; recuar e permanecer em postura defensiva. Ao ser agredido, assimilar o movimento e trazê-lo de volta, deixando que a força do atacante retorne para si próprio.

 

O atacante não encontrará o inimigo,  braço  ou  arma, pois  quem se encontra na posição da   ” não ação ” está  em união consigo mesmo e com  o Universo,  recuando e desviando do opressor.

 

Assim, também, a prática do tai-chi nos ensina a desenvolver uma ” relação circular”  com a vida. Acompanhar  ou conduzir  a si mesmo  e aos outros, 

movimentar  com leveza e suavidade mantendo- se receptivo,  soltar bloqueios,  deixar fluir,  evitar a força e o confronto,  desviar  de situações que  possam drenar energia.

 

Tanto na prática como na vida manter   o ” eixo ” é fundamental . Estar conectado consigo mesmo e com o Universo nos abre várias possibilidades e nos leva  à conquista das três virtudes: essência, energia e espírito.

 

A citação deste capítulo juntamente com a prática do tai-chi nos leva a pensar que a paz começa dentro de nós. E podemos simplesmente iniciar pela

qualidade dos pensamentos.  Evitar negatividades na mente e manter pensamentos positivos , leves e serenos ajudam a manter  a integridade energética. 

 

Praticar a serenidade e tranquilidade, mas também a delicadeza  e leveza nas palavras e atitudes do dia-a-dia podem gerar mudanças e novas escolhas.  O contrário, ou seja, a agressão e a força, fecham as portas da comunicação e da paz.

 

Muitas circunstâncias são resolvidas ou até desviadas ao buscarmos nosso verdadeiro ” eixo”, evitando  o desgaste e poupando a energia vital.

 

Lembremos de ter bom  coração e de  nos manter humildes ,  percorrendo o caminho e apreciando cada degrau. Vamos regando a nossa ” raiz”  na medida certa, sem pressa, mas  de forma constante.

 

 Nada fazemos com o conhecimento se não houver a prática.

 

Nos tornamos aquilo que praticamos.

 

E assim como o Tao  nos ensina: melhorar a energia para que possamos viver melhor promovendo a paz.

 

          

       

29/10/2015 Kátia Rodriguez Richieri

E-Mail: katia@richieri.com.br

*Texto elaborado por aluna: Kátia Rodriguez Richieri

http://www.centrotaoista.com.br

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