Relato do Tao Te Ching . Capítulo 57 . Aula de Tai Chi – 11/07/2015

lao tze

TAO TE CHING Capítulo 57

Administrar o país

O capítulo 57 do TAO TE CHING traz uma síntese pensamento de Lao-Tsé sobre política, focando mais especificamente no que ele jugava ser a melhor forma de governar. O autor começa o texto, lembrando que os soldados devem ser ensinados – por seus comandantes, acredito eu – a agir com prudência, alinhados à não ação. O conceito da não ação, já conhecido pelos alunos do professor Tsai, está baseado na condução natural, ou seja, na conexão com o fluxo normal das coisas. No texto, o TAO se mostra na serenidade com a qual os governantes deveriam administrar o país. Um governo que investe em inúmeras leis e proibições gera um povo empobrecido – materialmente e espiritualmente. As ordens de cima para baixo, os desejos por coisas materiais, o egoísmo e a “síndrome do pequeno poder” não mantêm a ordem de um país. Na prática, torna-o refém de um Estado belicoso, repleto de imperfeições e tendo que lidar com conflitos de todas as vertentes. Lao-Tsé revela, no capítulo, que para manter a ordem basta não intervir. A sociedade prospera quando se conecta com a ordem natural das coisas. O professor Tsai exemplifica com o estado de espírito das pessoas que moram no interior – são mais tranquilas, gentis e receptivas. Quem as ensinou?! Na verdade, a própria conexão com o que nos é natural; com a pureza. Um outro ponto muito relevante na análise do professor Tsai é a importância de olhar para dentro de nós mesmos; de criar um mundo interior harmonioso e rico (o tipo de riqueza que o dinheiro não compra). Embora as sociedades contemporâneas usem estímulos múltiplos para trazer o homem “para fora” – consumo desenfreado, conquistas materiais, sucessos externos – o verdadeiro sucesso está em conquistar esse interior em harmonia. Conquistar a paz em tempos de guerra.

17/07/2015 Betânia da Silva Lins

E-Mail: betania.lins@printeccomunicacao.com.br

*Texto elaborado por aluna:Betânia da Silva Lins

http://www.centrotaoista.com.br

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Governar o país

Mesmo que o ensinamento de Lao Tsé não tenha cunho diretamente político, neste capítulo do Tao Te Ching ele explica como o Estado deveria agir (ou não agir) sob a perspectiva do Tao, já que Ele tudo permeia e atinge todos os níveis e searas do Universo.

Lao Tsé começa o capítulo afirmando que dentro do Estado os soldados são secundários e meros auxiliares, pois o caminho para a bem-aventurança de um país reside na não ação do governo.

Lao Tsé afirma que nos países onde se tem muitas leis, regras e restrições o povo fica cada vez mais pobre. Lembremos que as estatísticas comprovam essa afirmação. O próprio Prof. Tsai pôde comprovar isso em sua última viagem à Ásia, em que passou por países budistas, onde as pessoas já possuem uma consciência desperta, vivem uma vida simples, sem muita interferência do Estado e sem necessidade de leis.

As leis não funcionam, são as pessoas que tem de estar preparadas interiormente para construir um mundo melhor, a exemplo desses países budistas.

Quanto mais repleto de leis, mais s um país terá assaltantes e ladrões, inclusive políticos corruptos…

Em outras palavras, Lao Tsé afirma que as pessoas cometem as transgressões na medida em que há leis para contê-las.

Diz que quanto mais proibições e complexos sistemas de Estado e governo, mais as pessoas agem em desacordo com o Tao e mais as coisas tendem a perecer.

Ensina que quanto mais um país tiver armas poderosas, mais truques, mais sistemas complexos, mais ele terá problemas. Vejamos os exemplos passados de Roma, da Alemanha de Hitler e do atual Estados Unidos. Ambos jamais estiveram em paz na tentativa de perpetuar sua supremacia.

Quando um país tem muita tecnologia fora do comum (fora da natureza), mais coisas estranhas e anti naturais lhes acontecerão e mais efeitos colaterais ocorrerão. Para este caso o Prof. Tsai dá como exemplo os óculos 3D da Google, com tecnologia de ponta mas que na realidade não fazem bem às pessoas, provocando tonturas, mal-estar e outras tantas reações indesejadas.

Lao Tsé, portanto, ensinava que quanto menor for a interferência sobre as pessoas, mais elas se aproximarão do natural (do Tao) e dessa forma saberão viver com mais sabedoria, harmonia, alegria e prosperidade, e isso tudo sem necessitar de muitas leis ou maiores restrições.

Não intervenha em seus negócios e o povo por si mesmo prosperará.

O caminho da evolução é a não ação do governo.

Quando quem está no poder não possui desejos escusos, mais o povo prospera. Agora vejamos a atual situação do Brasil. Paremos para refletir sobre o que acontece conosco neste momento e vejamos se Lao Tsé não estava correto em sua afirmação.

Assim o Tao é, assim ele nos ensina.

08/07/2015   Paulo Ricardo

E-Mail: paulobonciani@hotmail.com

*Texto elaborado por aluno:Paulo Ricardo

http://www.centrotaoista.com.br

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TAO TE CHING
Capítulo 57

ADMINISTRAR O PAÍS

Muito gentilmente, a aluna Alessandra Lopes transcreveu a aula ministrada
pelo professor Tsai Shien Jong, em 11 de julho. Segue, abaixo, uma versão editada.

(….) Estamos falando da segunda parte da obra TAO TE CHING. Ao todo são 81 capítulos, divididos em dois volumes. Esse capítulo pertence ao volume “Virtude”. O primeiro abordado foi o volume “TAO”.

No capítulo 57, o título é algo próximo a “Governar o País” – ou, administrar o país. Embora Lao-Tsé não tenha sido um político, o seu vasto conhecimento atinge muitos níveis. A frase que abre o capítulo nos fala que os soldados são secundários, profissionais auxiliares. À eles, torna-se necessário ensinar a governar o país de uma forma sem ação – ou seja, a não ação.  Na prática, Lao-Tsé nos mostra que deve-se governar o país de forma natural.

Uma coisa que Betânia falou, que eu gostei muito, é sobre a importância de aparar a ponta aguda. É isso que é: quando você não tem ponta aguda, você não traz confusão para a própria vida. Por isso, quando se governa sem ação, o povo se desenvolve e se torna mais puro. Eu acho que posso dar um exemplo perfeito. Eu lembro que um tempo atrás se falava:

— Ah, eu vou mudar pro interior, porque lá é mais seguro.

Hoje nem dá para falar mais isso. Mas, se você vai para o interior – em contato com as pessoas de lá – o que você sente? Aquela ligação humana, a pessoa trata você bem… Quanto menos interferência, a pessoa fica cada vez mais natural. Quanto mais interferência, pior fica. Isso é o que Lao-Tsé tenta nos passar. Quando existe a não ação, o povo se desenvolve; quando eu não faço nada, o povo enriquece por si. O povo começa a acertar por si.

Quando não há o desejo; não há confusão. Quando a pessoa que está no poder não tem esse desejo, o povo se torna tronco de novo e não os pés. Tudo retorna para origem.

Esse capítulo mostrou a visão política de Lao-Tsé.

http://www.centrotaoista.com.br/

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