Relato do Tao Te Ching . Capítulo 59 . Aula de Tai Chi – 25/07/2015

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TAO TE CHING Capítulo 59 . Longevidade

Uma parte importante na transmissão do conhecimento do TAO é o conceito de comedimento. Nele reside um comportamento baseado no uso racional da energia; um “ser econômico” que não está associado à mesquinharia, mas à sabedoria do “usar corretamente a energia”.  Essa forma de agir é decorrente do cultivo da virtude. Ao agir de forma correta – refletindo antes de cada ação – e ao se pautar por atitudes corretas, o praticante de energia vai acumulando virtude.

O professor Tsai associa esse comportamento “poupador” à mudança de energia. Com mais energia e virtude é possível mudar a frequência. Um exemplo é a saúde. Quando falamos sobre a nossa saúde de forma positiva – mesmo quando estamos descrevendo problemas – estamos alterando a frequência, adotando uma postura corajosa e otimista. A frequência doentia, então, desaparece.

O capítulo lembra que a reflexão diária é um exercício importante para o seguidor do TAO. Além disso, é essencial compartilhar. A vibração positiva deve ser compartilhada exatamente para que o praticante possa viver a experiência do “dar e receber”. Mas, como saber qual é o limite desse comportamento? Como ser econômico com a energia e, ao mesmo tempo, compartilhá-la? Exatamente porque o TAO é “isso e aquilo”, não “isso ou aquilo”. O comportamento não deve ser excludente. Vale lembrar que ser econômico, significa dosar – não negar!

O capítulo defende que para alcançar a paz, o governante deve se precaver e fazer coisas certas. O cultivo das qualidades leva à constância; a constância leva à longevidade. Lao-Tsé nos fala sobre a construção de um caule forte – a fruta que não possui um caule firme… cai. A fruta que está fortemente agarrada à mãe, desfruta de uma raiz forte; é nutrida adequadamente e constantemente. Uma linda analogia ao treino de energia; ao retornar à raiz.

“A longevidade é conquistada com constância e somente se consegue a longevidade se olharmos para a raiz. Olhar para dentro de si é se conectar com o universo”, ressalta o professor.

30/07/2015 Betânia da Silva Lins

E-Mail: betania.lins@printeccomunicacao.com.br

*Texto elaborado por aluna:Betânia da Silva Lins

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Longevidade

Este capítulo do Tao Te Ching nos ensina que devemos saber dosar o desgaste de nossa energia

Quando praticamos o Tao devemos ser econômicos, ou seja, devemos ser literalmente “pão duros” quando se trata de nossa energia, pois ela é limitada e não é tão simples de reestabelecer.

Segundo Lao Tsé, saber economizar nossa energia denomina-se “saber se preparar”. Devemos saber nos preparar para propiciar o acúmulo de energia, de “virtude”.

Acumular virtude é ser econômico.

Segundo a interpretação deste capítulo, devemos fazer os treinos de forma correta e passo a passo, para que possamos acumular a virtude de forma apropriada.

Note-se que este capítulo tem estreita relação com os capítulos anteriores, pois um governo também deve ser econômico se quiser administrar da melhor forma seu país, estado ou cidade.

O governo que tem essa qualidade funciona da mesma forma como funciona com a saúde. Ou seja, quando se sabe ser econômico, a saúde o governo e tudo mais na vida dura mais, tem mais longevidade.

Quando somos econômicos temos um “caule” mais forte. Este “caule” mais forte, esta energia acumulada, dentro do ensinamento taoísta é conhecido como a “mãe”.

Saber olhar esta raiz (visualizar o ponto Tan Tien), saber cuidar dela constantemente, segundo Lao Tsé, é o primeiro passo para acumular a virtude e saber se conectar com o universo.

Segundo observa o Prof. Tsai, quem está praticando o Tao e o treino de energia tem que estar bem atento a isso e tem que saber se regular corretamente.  Tem que saber se vigiar e se observar para compreender corretamente como está sua energia para saber como dosá-la e controlá-la de forma eficaz.

30/07/2015   Paulo Ricardo

E-Mail: paulobonciani@hotmail.com

*Texto elaborado por aluno:Paulo Ricardo

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A dinâmica após a aula de Tai Chi no dia 18/07/2015.

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Iracema foi Capitã da turma.

Começou falando da gratidão e emoção à cada capítulo do Tao Te Ching apresentado pelo Prof . Tsai.

Lembra a todos sobre o imediatismo que a grande maioria das pessoas perseguem para eliminar tudo o que incomoda. Por exemplo, remédios para eliminar dores ou curar doenças. Nem sempre os remédios dão o efeito esperado. Muitas vezes as doença ou doença são somatizados por nós mesmos. A mudança tem que vir de dentro para fora.

As soluções aparecem quando aprendemos a refletir sobre nossas atitudes. As decisões tomadas influenciam diretamente na vida e na saúde de cada um.

Cada pessoa é responsável pelas suas escolhas. Tudo o que acontece com você, seja bom ou ruim é consequência ou resultado de suas decisões.

Muitas vezes não enxergamos o lado positivo. Temos o péssimo hábito de criticar,  reclamar, apontar ou culpar os fatos e pessoas pelo mau momento.

Nada acontece por acaso. Muitas situações pelas quais passamos, servem de lições para agirmos com mais maturidade ou para tomarmos consciência de que estamos neste planeta para um aprendizado constante.

Quando você atinge um grau de vibração adequado de energia, sua vida é norteada: muda em todos os sentidos! Principalmente a auto-cura. Através da prática constante de Tai Chi e meditação você toma consciencia e percebe que a sua dor de cabeça não deve ser maior que a sua própria cabeça!

Quando você percebe que não consegue carregar o mundo nas costas, perceberá que somente pode levar o suficiente e capaz de suportar. Aos poucos, na hora certa, as pessoas que possuem a vibração energética semelhante se aproximarão de você e afastará as demais (falamos do exemplo do gato e rato). O relacionamento familiar ou com os colegas do trabalho, melhoram. Podemos falar de outros benefícios que serão providos pelo TAO e são comprovadamente, inúmeros, assim como o TAO: INFINITO!

Seja o protagonista de sua própria história! Pratique a auto-cura!

Gratidão de todos os colegas do TAO à pequena e grande IRACEMA por compartilhar esta maravilhosa vivência!

26/07/2015   Marcela Kwong

E-Mail: marcela_kwong@uol.com.br

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 58 . Aula de Tai Chi – 18/07/2015

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Um governo rigoroso

Quando um governo é generoso e pensa no povo, o povo fica feliz e satisfeito.

Quando o governo interfere demais e faz muitas exigências, leis etc o povo fica descontente e se rebela. Ele costuma transgredir.

A miséria se encontra próxima à felicidade e a felicidade reside próximo à miséria. Ou seja, o que é bom hoje, amanhã pode ser ruim e o que pode ser chamado de ruim em outro momento e circunstância pode ser tido como bom.

Em relação a isso o Prof. Tsai dá o exemplo do soldado que se machuca. A princípio isso pode ser considerado ruim, mas ao se machucar o soldado pode acabar não indo ao combate e evitar ser morto.

Com essas afirmações Lao Tsé nos ensina que o bom e o mau são relativos e demonstra o caráter circular e mutável do Tao: do bom pro ruim, do ruim para o bom.

O Professor Tsai, no entanto, nos ensina que quem é praticante de energia consegue refrear essas oscilações e manter uma constância na vida, evitando seus altos e baixos: se você tem a base fortalecida você consegue se manter, pois fora disso o “demônio” pode virar “santo” e o “santo” pode virar “demônio”.

O Professor ainda acrescenta que esse ensinamento de Lao Tsé permanece imutável com o passar do tempo e isso ainda é totalmente verdadeiro nos dias de hoje, como podemos constatar diariamente em nossas vidas.

Isso também acontece com os governos e seus governantes.

O governo que não é pontiagudo (agressivo e imponente), tem um povo tranquilo.

O governo que age com correção e quer endireitar as coisas, resolve os problemas do povo sem machucá-lo ou agredí-lo. Sem utilizar suas “pontas agudas” e agressividade para ferir.

Isso serve para o governo e para as pessoas, na administração de suas vidas. Serve para tudo e para todos.

O praticante do Tao tem o seu brilho próprio, mas é um brilho suave, que não ofusca o do outros. É um brilho que não agride nem machuca.

Quem brilha com muita intensidade logo perde seu brilho, pelo próprio desgaste.

Conselho de Lao Tsé: mantenha a constância com suavidade, dessa forma sempre brilhará.

Assim o Tao é. Assim o Tao nos ensina.

24/07/2015   Paulo Ricardo

E-Mail: paulobonciani@hotmail.com

*Texto elaborado por aluno:Paulo Ricardo

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O Professor Tsai iniciou os comentários sobre o capítulo 58 , relatando uma experiência que ele viveu,quando por curiosidade, constatou o motivo pelo qual o Butão é considerado o país mais feliz do mundo. O Butão fica na Ásia, tendo ao norte a China e ao Sul ,a Índia. É um lugar de gente simples, onde a alegria do povo é uma prioridade para o governo, muito maior do que o crescimento econômico.

A população do Butão tem um governo que considera a felicidade do povo mais importante do que o PIB( produto interno bruto). Este é o tema do capítulo 58, governar com tolerância, aceitar a diversidade e não fazer discriminização.

O Professor Tsai comparou o Butão com a Índia,  país onde se percebe a insatisfação do povo, porque ainda separa os homens por castas, classes e atributos. Isso acontece também no Brasil, onde a grande desigualdade social gera conflitos e insatisfação.

Na história do mundo ocidental, a Idade Média, principalmente a Alta Idade Média , é considerada a fase mais obscura , porque além de outros fatores, a sociedade era estamental, isto é, não havia mobilidade social, e sim uma grande pirâmide hierárquica tendo na sua base, a classe de servos que não tinham acesso a direitos políticos e participação na vida social. Neste ponto, o  Professor Tsai exemplificou com o caso de uma mulher que vive na prostituição, filha de prostituta e que provávelmente sua filha também terá o mesmo destino.

Se a história é cíclica, isto é, as épocas de desgraça e felicidade se alternam , assim vivem as pessoas, entre dois extremos. “É na desgraça que se encontra a felicidade. É na felicidade que se esconde a desgraça”. ( cap. 58 Lao Tse). O governo que é omisso, permite a ocorrência de caos no país, pois o povo não encontra regras claras para seguir.

Tendo consciência do que foi exposto até aqui, cabe a nós, aprendermos com os ensinamentos do TAO, “Seja quadrado, sem corte/ Seja honesto sem humilhar/ Seja reto sem abuso/ Seja iluminado sem ofuscar” (cap. 58. Lao Tse).

Uma pessoa estável e sólida como o cubo e ao mesmo tempo, suave e comedida, abole as arestas que cortam quem dela se aproxima. Na prática do Tai Chi, vivenciamos essa verdade, deixando vir e deixando ir, estabilizados e ao mesmo tempo , leves e flexíveis, honestamente, evitando os excessos, abolindo a força e a rapidez. Sem essa consciência e essa prática, vamos experimentar o desequilíbrio e no futuro, as doenças do corpo físico.

Devemos manter a Constância na prática, na meditação para manter o equilíbrio, conhecendo nossos limites físicos e emocionais. “Seja luminoso sem ofuscar”,muita luz ofusca, faz desviar o olhar que não consegue sustentar o excesso. Para o Taoísmo, a verdadeira iluminação não ofusca quem contempla o ser iluminado, é simples, suave, uma luz que convida à aproximação sem ferir o outro.

Sou grata pela oportunidade de ser acolhida pelo grupo de alunos e pelo Professor Tsai , pois essas reflexões e práticas proporcionam um conhecimento rico e uma vivência de grande energia.

20/07/2015   Eleonora Lucato

A dinâmica após a aula de Tai Chi no dia 11/07/2015.

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Dinâmica da Aula 11/07:

Desta vez, Henrique se candidatou a ser o capitão da turma:

Henrique muito feliz, com satisfação e gratidão se apresenta aos colegas. Declara que conquistou mais serenidade com a prática da postura da árvore.

Hoje, já consegue permanecer por 15 minutos na postura sem se cansar.

Para dinâmica propõe a revisão do exercício “complementar da postura da árvore”.

Informa a todos os colegas que este complemento traz uma sensação de paz e equilíbrio. Complementa que pratica durante o dia se,  a ocasião ou situação permitirem. Em qualquer stress, dá uma corrida num canto para abraçar a árvore da serenidade, retoma suas atividades com mais calma e com resultado: as coisas se resolvem!

Recomendável fazer este exercício logo após a postura básica de “abraço de árvore”:

De pé, junte os pés e deposite todo o peso na sola dos pés:

  1. dobre levemente os joelhos, mantendo o alinhamento, firme o pé direito e abra a perna esquerda mantendo os pés paralelos
  2. coloque as mãos em formato de concha, com as palmas viradas para cima (como se você fosse juntar as mãos para beber um pouco d´água)
  3. sobreponha a mão direita por cima da mão esquerda na altura do yin tchao (bem abaixo do tantien)
  4. faça o movimento de subida, os pés agarram o chão elevando simultaneamente mãos e braços bem devagar
  5. quando as mãos alcançarem a altura do lín tai (meio da testa entre as sobrencelhas) você pode sentir uma vibração ou ponto luminoso
  6. vire as palmas das mãos para fora pelas laterais do corpo soltando os pés simultaneamente,
  7. deixe o movimento de descida bem leve, expandindo a abertura dos braços como se fossem plumas ao vento desenhando um círculo
  8. quando as mãos ultrapassarem a altura dos ombros, vá recolhendo a abertura dos braços
  9. quando as mãos alcançarem a altura do tan tien, com as mãos em forma de concha mergulhe-as para capturar uma “bolinha de energia”
  10. mantendo as mãos viradas para cima, segure as bolinhas mantendo as mãos em forma de concha,
  11. permaneça na posição pelo por alguns  segundos
  12. retorne à posição 3 (realize séries de 09 e gradativamente aumentando para 18, 27 e 36)

Observação: se possível,  fazer o excercício de olhos fechados. Mas no início, é bom começar em frente ao espelho.

As dinâmicas ao final da aula têm proporcionado o relacionamento entre as pessoas e,  cada um de nós, comprova em cada oficina, os benefícios de cada exercício ou vivência. Conhecer, viver e praticar o TAO é maravilhoso!

Eu, Marcela, particularmente posso testemunhar que Henrique melhorou muito desde que começou! As mudanças são significativas fisicamente: olhos cristalinos, pele mais clara e suave, mais calmo, comunicativo e sorridente.

Parabéns a você Henrique! Que continue assim: Próspero!

18/07/2015   Marcela Kwong

E-Mail: marcela_kwong@uol.com.br

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A dinâmica após a aula de Tai Chi no dia 04/07/2015

liupailin

Dinâmica da Aula 04/07:

Foi a vez de Kinjiro ser o capitão.

Kinjiro começa contando a sua história: diferente da grande maioria da turma que chegou ao Centro Taoista à procura de tratamento para saúde,
Kinjiro conheceu Prof. Tsai numa excursão para a China.

Explica que uma das coisas que mais chamou a sua atenção foi que durante as longas caminhadas do passeio, nos intervalos de descanso, ou paradas percebia que Prof. realizava uma série de exercícios. Por curiosidade,  se aproximou do Prof. e perguntou qual era o significado dos movimentos?

Prof. Tsai respondeu que eram apenas simples exercícios para Energia.

Kinjiro se interessou pelos exercícios e prestou muita atenção aos movimentos e, após a orientação, praticou a série. Não sentia cansaço mas, pensou com ele mesmo: deve ter benefícios, se é para o bem, por quê fazer não fazer, não é?

Ficou muito surpreso com o resultado: a subida na montanha de Wudang foi muito tranquila! É uma grande subida e tem degraus a perder de vista!

Como pode? Percebeu lá do topo da montanha que alguns do grupo da excursão, precisaram parar por algumas vezes para descansar antes de retomar a subida e outros que mal conseguiram completar o trajeto. Kinjiro chegou lá no alto e lembrou: os exercícios de energia funcionam!

Desde aquele dia, Kinjiro se tornou um aluno assíduo há quase 7 anos. Com o sorriso estampado no rosto sente que sua saúde e disposição melhoraram muito. Mantém a constância da prática do Tai Chi e Meditação para não perder o que divinamente ganhou ao longo deste período.

“Vamos levantar e aprender?”

Todos se levantaram animados.

É o exercício da “chaleira” – é revigorante e pode ser comparado ao exemplo de recarregar a bateria de um carro:

  • Junte os pés e deposite todo o peso na sola dos pés
  • mãos paralelas ao lado do corpo
  • dobre levemente os joelhos e mantenha o alinhamento
  • faça movimento de subida, juntando o polegar com o dedo médio (como se estivesse segurando a alça de uma chaleira bem quente) e simultaneamente agarre o chão com os pés e tente aproximar o osso sacro com o tan tien
  • permaneça 3 segundos
  • e desça soltando os dedos da mãos e os pés retornando à posição dos pés paralelos.
  • Opcional: vc pode praticar este exercício em movimento, andando. No começo é difícil coordenar os movimentos dos braços e das pernas mas, aos poucos, ficará mais fácil.
  • ao finalizar recolha e engula a saliva encaminhando-a ao tan tíen
  • Observação importante: faça movimentos leves e devagar (séries de 09 no início e progressivamente de 18, 27 e 36).

Kinjiro ajudou a revisar o exercício do remo ( para despertar o corpo e ativar a disposição.)

  • sentado no chão ou colchão, simule como se estivesse praticando remo, prestando antenção nos detalhes
  • pernas esticadas, queixo enconstado no peito
  • estique os braços em direção aos pés
  • gire os braços como se fosse trazer os remos em sua direção
  • quando as mãos alcançarem o tórax
  • levante a cabeça e jogue as mãos para cima e, imediatamente tente alcançar as solas dos pés (com a prática aos poucos, você alcança)
  • repita o movimento devagar e aos poucos o seu corpo se sentirá mais “acordado”.
  • para finalizar, permaneça sentado e gire os pés 9 vezes para dentro, 09 vezes para fora, coloque as mãos em forma de concha para o movimento de “tapotagem”: 09 batidas das mãos sobre os joelhos, 09 nas laterais internas dos joelhos, 09 nas laterais externas dos joelhos, repetir a tapotagem 09x nas costas nas alturas dos rins. No final, coloque as palmas das mãos em contato com as costas na altura dos rins e faça a massagem deslizando os dedos em movimento descendente até cóccix (9x).

Kinjiro acrescenta: “São os melhores exercícios para começar bem o dia com a carga total !”

Muita gratidão de todos os colegas do Tao Kinjiro! Muito obrigado por compartilhar estas jóias!

17/07/2015   Marcela Kwong

E-Mail: marcela_kwong@uol.com.br

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 57 . Aula de Tai Chi – 11/07/2015

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TAO TE CHING Capítulo 57

Administrar o país

O capítulo 57 do TAO TE CHING traz uma síntese pensamento de Lao-Tsé sobre política, focando mais especificamente no que ele jugava ser a melhor forma de governar. O autor começa o texto, lembrando que os soldados devem ser ensinados – por seus comandantes, acredito eu – a agir com prudência, alinhados à não ação. O conceito da não ação, já conhecido pelos alunos do professor Tsai, está baseado na condução natural, ou seja, na conexão com o fluxo normal das coisas. No texto, o TAO se mostra na serenidade com a qual os governantes deveriam administrar o país. Um governo que investe em inúmeras leis e proibições gera um povo empobrecido – materialmente e espiritualmente. As ordens de cima para baixo, os desejos por coisas materiais, o egoísmo e a “síndrome do pequeno poder” não mantêm a ordem de um país. Na prática, torna-o refém de um Estado belicoso, repleto de imperfeições e tendo que lidar com conflitos de todas as vertentes. Lao-Tsé revela, no capítulo, que para manter a ordem basta não intervir. A sociedade prospera quando se conecta com a ordem natural das coisas. O professor Tsai exemplifica com o estado de espírito das pessoas que moram no interior – são mais tranquilas, gentis e receptivas. Quem as ensinou?! Na verdade, a própria conexão com o que nos é natural; com a pureza. Um outro ponto muito relevante na análise do professor Tsai é a importância de olhar para dentro de nós mesmos; de criar um mundo interior harmonioso e rico (o tipo de riqueza que o dinheiro não compra). Embora as sociedades contemporâneas usem estímulos múltiplos para trazer o homem “para fora” – consumo desenfreado, conquistas materiais, sucessos externos – o verdadeiro sucesso está em conquistar esse interior em harmonia. Conquistar a paz em tempos de guerra.

17/07/2015 Betânia da Silva Lins

E-Mail: betania.lins@printeccomunicacao.com.br

*Texto elaborado por aluna:Betânia da Silva Lins

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Governar o país

Mesmo que o ensinamento de Lao Tsé não tenha cunho diretamente político, neste capítulo do Tao Te Ching ele explica como o Estado deveria agir (ou não agir) sob a perspectiva do Tao, já que Ele tudo permeia e atinge todos os níveis e searas do Universo.

Lao Tsé começa o capítulo afirmando que dentro do Estado os soldados são secundários e meros auxiliares, pois o caminho para a bem-aventurança de um país reside na não ação do governo.

Lao Tsé afirma que nos países onde se tem muitas leis, regras e restrições o povo fica cada vez mais pobre. Lembremos que as estatísticas comprovam essa afirmação. O próprio Prof. Tsai pôde comprovar isso em sua última viagem à Ásia, em que passou por países budistas, onde as pessoas já possuem uma consciência desperta, vivem uma vida simples, sem muita interferência do Estado e sem necessidade de leis.

As leis não funcionam, são as pessoas que tem de estar preparadas interiormente para construir um mundo melhor, a exemplo desses países budistas.

Quanto mais repleto de leis, mais s um país terá assaltantes e ladrões, inclusive políticos corruptos…

Em outras palavras, Lao Tsé afirma que as pessoas cometem as transgressões na medida em que há leis para contê-las.

Diz que quanto mais proibições e complexos sistemas de Estado e governo, mais as pessoas agem em desacordo com o Tao e mais as coisas tendem a perecer.

Ensina que quanto mais um país tiver armas poderosas, mais truques, mais sistemas complexos, mais ele terá problemas. Vejamos os exemplos passados de Roma, da Alemanha de Hitler e do atual Estados Unidos. Ambos jamais estiveram em paz na tentativa de perpetuar sua supremacia.

Quando um país tem muita tecnologia fora do comum (fora da natureza), mais coisas estranhas e anti naturais lhes acontecerão e mais efeitos colaterais ocorrerão. Para este caso o Prof. Tsai dá como exemplo os óculos 3D da Google, com tecnologia de ponta mas que na realidade não fazem bem às pessoas, provocando tonturas, mal-estar e outras tantas reações indesejadas.

Lao Tsé, portanto, ensinava que quanto menor for a interferência sobre as pessoas, mais elas se aproximarão do natural (do Tao) e dessa forma saberão viver com mais sabedoria, harmonia, alegria e prosperidade, e isso tudo sem necessitar de muitas leis ou maiores restrições.

Não intervenha em seus negócios e o povo por si mesmo prosperará.

O caminho da evolução é a não ação do governo.

Quando quem está no poder não possui desejos escusos, mais o povo prospera. Agora vejamos a atual situação do Brasil. Paremos para refletir sobre o que acontece conosco neste momento e vejamos se Lao Tsé não estava correto em sua afirmação.

Assim o Tao é, assim ele nos ensina.

08/07/2015   Paulo Ricardo

E-Mail: paulobonciani@hotmail.com

*Texto elaborado por aluno:Paulo Ricardo

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TAO TE CHING
Capítulo 57

ADMINISTRAR O PAÍS

Muito gentilmente, a aluna Alessandra Lopes transcreveu a aula ministrada
pelo professor Tsai Shien Jong, em 11 de julho. Segue, abaixo, uma versão editada.

(….) Estamos falando da segunda parte da obra TAO TE CHING. Ao todo são 81 capítulos, divididos em dois volumes. Esse capítulo pertence ao volume “Virtude”. O primeiro abordado foi o volume “TAO”.

No capítulo 57, o título é algo próximo a “Governar o País” – ou, administrar o país. Embora Lao-Tsé não tenha sido um político, o seu vasto conhecimento atinge muitos níveis. A frase que abre o capítulo nos fala que os soldados são secundários, profissionais auxiliares. À eles, torna-se necessário ensinar a governar o país de uma forma sem ação – ou seja, a não ação.  Na prática, Lao-Tsé nos mostra que deve-se governar o país de forma natural.

Uma coisa que Betânia falou, que eu gostei muito, é sobre a importância de aparar a ponta aguda. É isso que é: quando você não tem ponta aguda, você não traz confusão para a própria vida. Por isso, quando se governa sem ação, o povo se desenvolve e se torna mais puro. Eu acho que posso dar um exemplo perfeito. Eu lembro que um tempo atrás se falava:

— Ah, eu vou mudar pro interior, porque lá é mais seguro.

Hoje nem dá para falar mais isso. Mas, se você vai para o interior – em contato com as pessoas de lá – o que você sente? Aquela ligação humana, a pessoa trata você bem… Quanto menos interferência, a pessoa fica cada vez mais natural. Quanto mais interferência, pior fica. Isso é o que Lao-Tsé tenta nos passar. Quando existe a não ação, o povo se desenvolve; quando eu não faço nada, o povo enriquece por si. O povo começa a acertar por si.

Quando não há o desejo; não há confusão. Quando a pessoa que está no poder não tem esse desejo, o povo se torna tronco de novo e não os pés. Tudo retorna para origem.

Esse capítulo mostrou a visão política de Lao-Tsé.

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Relato do Tao Te Ching . Capítulo 56 . Aula de Tai Chi – 04/07/2015

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TAO TE CHING Capítulo 56

A preciosidade do TAO

O indivíduo que verdadeiramente sabe… não fala; o que fala… não sabe.

Fechar a boca é uma alusão a fechar os portais no momento da meditação. E fechar portais é, de acordo com o professor Tsai, equivalente a aparar as pontas agudas. Quando as pontas são aparadas, as confusões se dissipam e mantemos o equilíbrio entre corpo e mente. “Garrafa cheia não faz barulho”, lembra o professor Tsai.

Volta-se para dentro, aconselha Lao-Tsé; o brilho deve se igualar à multidão. Um recado claro para nos tornarmos naturais, iguais – para sermos uma parte do todo, do TAO. A igualdade, assim como o TAO, é misteriosa e maravilhosa.

Ao nivelar-se com o que é singelo, o homem não fica à mercê de emoções – da perda ou lucro; do sucesso ou derrota –; as contingências cotidianas não abalam nem exaltam o seguidor do TAO, porque ele está acima do transitório. Não se trata de indiferença diante de sentimentos essencialmente humanos – estamos falando de constância conquistada com sabedoria. O tai chi chuan é a prática que nos lembra constantemente dessa preciosidade do TAO e da importância da constância.

Não há angústia porque não se busca o que está distante de nós, mas o que está dentro.

10/07/2015 Betânia da Silva Lins

E-Mail: betania.lins@printeccomunicacao.com.br

*Texto elaborado por aluna:Betânia da Silva Lins

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Preciosidade do Tao

Aquele que fala, não conhece.

Aquele que conhece, não fala.

Quem conhece o Tao fecha a boca e as portas do sentido. (O Professor Tsai ressalta que este trecho oferece uma grande evidência de que Lao Tsé seria praticante de energia).

Dessa forma, quem mantém os sentidos recolhidos se aproxima cada vez mais do natural e remove seu obstáculos, confusões e bloqueios.

Seja natural e não procure brilhar feito estrela para se sobressair aos demais. Não procure parecer ser melhor do que os outros.

O sábio não demonstra seu brilho, procura igualar-se aos demais e não se sobressair. Deixa as coisas fluírem, não força a situação buscando se destacar.

Ele não pode ser tratado de modo familiar nem cerimonioso, pois está além de toda consideração ou rejeição.

Isto se chama a “Igualdade Maravilhosa”, pois não há diferença ente as pessoas.

Quando se entende a igualdade, acabam-se diferenças.

08/07/2015   Paulo Ricardo

E-Mail: paulobonciani@hotmail.com

*Texto elaborado por aluno:Paulo Ricardo

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