Relato do Tao Te Ching . Capítulo 49 . Aula de Tai Chi – 25/04/2015

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Capítulo 49 . A virtude da bondade

Antes de abordar o capítulo 49, professor Tsai fez questão de ressaltar alguns aspectos que permeiam o estudo da obra. O TAO não é um estudo convencional; trata-se do chamado “estado da arte” da prática! Não é a leitura com finalidade de decorar fórmulas prontas; entender e vivenciar são metas associadas. O comportamento alinhado ao TAO mostra a mudança de energia; revela se o praticante entendeu ou não; se sabe fazer ou não.

Mas, como fazer com que o conhecimento do TAO se integre ao ser? Os capítulos do TAO TE CHING têm uma sequência criada exatamente para essa integração. Nesse sequência, Lao Tse abre janelas. A prática desses ensinamentos, por sua vez, abre horizontes. Como consequência, melhoria da saúde e da vida. Sem querer e automaticamente, o praticante comprova melhorias em todos os aspectos da sua vida. É assim que o conhecimento do TAO se integra ao cotidiano – na prática!

No capítulo 49, A virtude da bondade, Lao Tse  defende que o praticante não tem objetivo ou busca. A meta simplesmente não existe. Esse santo\praticante utiliza o coração do povo e o próprio para definir o seu trabalho. Esse governante-praticante não trabalha de forma egoísta – ele trabalha pelo e para o povo. O que o povo quer é a vontade do praticante do TAO. Se encontra uma pessoa bondosa, trata-a com bondade; se encontra uma pessoa maldosa; trata-a com bondade. Esse comportamento faz com que essa virtude se torne bondade. Nesse trecho, professor Tsai lembrou o ensinamento cristão: “dar a outra face”.

O praticante do TAO é crédulo. Ele acredita em todas as pessoas; mantém o equilíbrio, pois acredita em boas atitudes por parte das pessoas. A sincronicidade é o mais importante e a virtude associa-se à essa credulidade. Ao mesmo tempo, esse praticante conquista credibilidade por ser autêntico e constante. O santo e iluminado está, debaixo do céu, constantemente preocupado em manter-se original. O coração deve praticante não perde a originalidade. Nesse trecho, Tsai traça um paralelo com um tronco. Quando esse tronco se torna uma colher ou outro utensílio, ele perde a originalidade. Lao Tse preferia ser tronco, manter-se original e não ficar condicionado a nada. Ao ser tronco, a limitação não existe. A virtude de ser tudo impera. Manter o coração puro, fazendo-o voltar ao início… essa aprendizagem nos torna originais.

O capitalismo e materialismo nos tira desse caminho da originalidade. Ao voltar o coração para dentro, há um recolhimento benéfico – justamente aquele descrito por Lao Tse no capítulo anterior. Esse retorno pode ser facilmente comparado com a energia pré-natal, que possui uma circulação adequada à saúde e à qualidade física, mental e espiritual do ser humano.

29/04/2015 Betânia da Silva Lins

E-Mail: betania.lins@printeccomunicacao.com.br

*Texto elaborado por aluna:Betânia da Silva Lins

http://www.centrotaoista.com.br

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O professor traduz a primeira passagem (O Homem sagrado não tem coração, tem o povo como seu coração) de modo que o praticante não deve ter sua prática em vista de uma meta própria, mas sim em algo que vá de encontro com o todo – ou, uno com os demais seres, ou seja, ser altruísta. Dando ênfase que o Tao deve ser posto em prática, lembrado e relembrado no dia-a-dia e não somente como uma leitura de decoração.

Outro ponto é o fato de com o bondoso e fiel, ser de igual modo; porém com o malévolo e com infiel, também ser bondoso fiel. Em outras palavras esses dois grupos citados fazem também referência aos “demais seres” citados no parágrafo anterior, pois somos todos parte de um mesmo planeta.

Por fim, o professor mostra a importância de ser tronco(ou natural, básico), não buscar ser algo forjado, que tenda a ser falso.”

29/04/2015 Henrique Decimus

E-Mail: henriquethaicenter@gmail.com

*Texto elaborado por aluno: Henrique Decimus

http://www.centrotaoista.com.br

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