Relato do Tao Te Ching capitulo 45 – aula de Tai Chi no dia 21/03/2015

45

TAO TE CHING

Capítulo 45 

 Pureza e serenidade são as mensagens centrais do capítulo 45. O TAO está sempre em movimento; nunca parado. Há sempre uma margem para se tornar inteiro; há no grande TAO, o todo e o cheio, mas sempre há um vazio a ser preenchido. O professor Tsai lembra que esse vazio tem funções essenciais, diretamente relacionadas ao treino de energia.

O debate do TAO com o praticante de energia é mudo, pois não há necessidade de palavras. “Quanto mais se fala, menos temos o que dizer”, ressalta Tsai.

A secura do outono vence o inverno. A serenidade, vence o calor. Cabeça quente, por exemplo, é resultado de um coração agitado. Essa reflexão sobre o nosso interior é fundamental para promovermos uma mudança de atitude perante a vida. A meditação é um processo transformador de mudança interior. A serenidade, por sua vez, é a pureza – um padrão harmonioso para que o mundo externo funcione adequadamente.

O capítulo mostra que a verdadeira perfeição do TAO nos parece imperfeita, mas é perfeita em si mesma; a verdadeira plenitude nos parece vazia, mas está presente em sua totalidade. O que é reto, parece torto; a sabedoria parece tolice; a habilidade parece inabilidade… Mas, em um mundo de quantidades, o TAO nos revela qualidades essenciais para uma vida plena de significado.

Há uma analogia filosófica interessante na edição do TAO TE CHING publicado pela  Martin Claret; a tradução é de Huberto Rohden.

“O cego acha normal a escuridão – e anormal a luz. O surdo acha normal o mundo sem som – e anormal o mundo do som. O doente que nunca conheceu a saúde, pode achar normal a doença e a dor… As grandes verdades quase sempre aparecem em forma de paradoxos – que não devem ser explicados,

mas aplicados.”

 

 

Sobre a meditação

Na aula de 21 de março, o professor Tsai ressaltou que os alunos apresentam estágios diferentes de meditação. Ao contrário da conquista de “faixas” das artes marciais – da clara (branca) para a mais escura (preta) – é possível apresentar uma evolução não linear. Cada um tem seu tempo e um tipo de experiência no processo  de meditação. Como parte das reflexões e dos depoimentos, o professor ensinou uma nova prática, que extrai da natureza – das árvores, em especial – a energia. Aliás, essa prática combinou muito com o tema do capítulo 45, pois mostra a suavidade e a conquista da serenidade.

Entre os relatos dos alunos, muitos chamaram atenção para um novo estado de espírito/ânimo, conquistado após iniciarem a prática de TAI CHI CHUAN e o treino de energia. Mesmo os que chegaram recentemente ao grupo, mostram-se mais tranquilos, equilibrados e alegres; muitos falaram do equilíbrio conquistado.

25/03/2015 Betânia da Silva Lins

E-Mail: betania.lins@printeccomunicacao.com.br

*Texto elaborado por aluna:Betânia da Silva Lins

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