Relato do Tao Te Ching capitulo 42 – aula de Tai Chi no dia 24/01/2015

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Capítulo 42 do Tao Te Ching: Buscar Harmonia dos opostos (yin e yang)

Inicialmente, o Lao Tze explica o processo de criação do mundo:

-O Tao (que não tem nome e nem forma) cria o 1 (Wu Chi, vazio, que é a manifestação do Tao) -O 1 cria o 2 (Tai Chi ou yin e o yang ) -O 2 cria o 3 (céu homem terra) -depois de 3 são criadas todas as coisas do mundo (plantas, animais, Terra, Sol, Universo)

Lao Tze diz que,

-Todas as coisas e todos os seres carregam o yin e abraçam o yang  (por exemplo, a Terra dá costas para o espaço (yin) e abraça o Sol (yang ) para receber energia do mesmo; no verão nós vamos para a praia para que o yin do nosso corpo abrace o yang  do Sol para receber o seu calor) pois energeticamente não tem diferença entre eles.   É como o yin e o yang  se abraçando na meditação.   E assim todos se harmonizam, mantendo o equilíbrio.

-Antigamente na China, os príncipes e os reis denominavam-se a si mesmos como órfãos, carentes e indignos, apesar de ricos e poderosos, para que assim o povo vissem neles a virtude da humildade.

-Por isso as coisas que parecem prejudicar, às vezes viram benefício, e outras vezes o benefício acaba virando prejuízo, e então nunca sabe se é um benefício ou um prejuízo, tudo é muito relativo.  Não existe bom ou mau, o que precisa é manter equilíbrio.

-E o Lao Tze conclui:

-Isso são as palavras que antigamente tem passado, e eu também vou ensinar com o mesmo sentido -Uma coisa é certa: quando uma pessoa é violenta, só vai ter um fim: vai morrer mal.

-Eu irei utilizar isto como o princípio do ensinamento.

O professor Tsai comentou que quando não busca o equilíbrio, a única saída é a violência. Disse que hoje as pessoas agem muito racionalmente, e que nem sempre o racional é bom energeticamente.

Para tudo o ser humano deve buscar o caminho da flexibilidade, enxergar e se adaptar ao mundo, dentro da realidade do momento e do lugar em que vive e das pessoas com quem vive, obtendo assim o equilíbrio e a vida em harmonia.

13/01/2015   Kinjiro Sekiguchi

E-Mail:kinjiro2003@globo.com

*Texto elaborado por aluno: Kinjiro Sekiguchi

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42

O capítulo 42 fala da harmonia que emana do vazio.

O TAO nasce e cria, ao mesmo tempo, o UM.

Do UM veio o DOIS. É nesse contexto que se insere o homem (o esperma que encontra o óvulo); a harmonia contida na associação do Yin e do Yang – um dos conceitos básicos do taoísmo, que expõe a dualidade existente no universo. Uma filosofia que mostra a relatividade do bem e do mal; do bom e do mau.

Do DOIS veio o TRÊS. Aqui se insere a criação das plantas, animais…pois o TRÊS gerou todas as coisas.

Na China – explicou Tsai – há um costume medieval no qual o senhor do feudo se fazia chamar não pela mais alta nomenclatura, mas pela mais humilde. Altíssimo ou excelentíssimo, como estamos acostumados no Ocidente, era substituído por um pronome de tratamento mais humilde. Não acredito que tenhamos um pronome de tratamento similar na Língua Portuguesa.

Reis, príncipes ou senhores feudais tinham esse costume por ter a cultura da relatividade. O que age com egoísmo ou violência não terá um bom término de vida, lembra-nos Lao-Tsé no TAO TE CHING. As pessoas violentas que não buscam o equilíbrio se associam de tal forma ao mal que dele se tornam vítimas. A violência, na essência, vem da insegurança – lembra  o professor Tsai.

Sobre a aula

O exemplo dado pelo professor Tsai – filha bem alimentada, filha pouco alimentada; pouca saúde, mais saúde; lentidão, agilidade – ilustra muito bem essa dualidade mostrada pelo TAO. Na minha opinião é importante entender que não se trata de bipolaridade, mas de dualidade. Estamos lidando com algo que se completa para formar o todo, o UNO. Pela ótica taoista, as alegrias e as tristezas devem ser vividas com a mesma serenidade. Muitas vezes, as boas coisas trazem aborrecimentos e os aborrecimentos também trazem benefícios. São partes de uma mesma existência. É aqui, ao meu ver, que entra a importância do treino de energia. Somente esse treinamento traz distanciamento e serenidade para não ser levado pela euforia das alegrias nem pelo desespero das intempéries.

27/01/2015 Betânia da Silva Lins

E-Mail: betania.lins@printeccomunicacao.com.br

*Texto elaborado por aluna:Betânia da Silva Lins

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